terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vamos de férias...será que volto diferente?

Será que volto diferente?
Será?
Quando penso que sou o vosso Mistake fico triste comigo.

Não quero ser mais Maria, estou revoltada.
Quem vos disse que sou Mulher?

Eu! Apenas eu!
Um engano numa estrada que vai a lado nenhum!
Um estorvo ou escolho que perturba o vosso olhar.
Nunca podias me amar...
Eu! Apenas eu!
O céu é vosso e eu não posso...
Fazer tudo o que eu quero
E em tarde de desespero vos enredo em segredo!
Esqueçam que sou Mulher...
Mas posso ser o que quiser
E sou!
Eu! Apenas eu!
Vou de férias merecidas depois de grande desgaste
Onde constante sofrimento vai gelando o meu alento!
A vida corre lá fora e cá dentro num lamento!
Vou!
Vou de férias!
Eu! Apenas eu!
Só queria ser compreendido, estimado, adorado!
Não sou Mulher, que engano...
Agora que vou embora deste casebre ensombrado,
Nunca mais vou ser Maria
Talvez Maria Manuel...no papel.
Para vós que me estimais
Esquecei a Vossa Maria que vos enganou um dia...
Não sou Mulher nunca mais.


Por isso

Forget about me:

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

That's Why You're Beautiful ... minhas musas da rima!

A rima...a necessidade de rimar porque:

That's Why You're Beautiful ... minhas musas da rima!




Rima….rima, rima com Nina
E esta, rima com menina.
Coisa que eu já sabia
Por ter que sofrer um dia.
Talvez, quem saiba porque “ia”
Vai rimar… com Maresia e esta com fantasia.
Tal e qual o meu portátil,
Que ao mexer-lhe no chip
Origina a rima Deep.
E, se esta é assim,
Como posso eu viver
Sem a minha doce Green.
Green são os seus Eyes e estes rimam demais,
Quando trocamos o olhar
No momento de amar.
Amar assim é inútil,
Quando a vida não é “beautiful”.
Em momentos importantes,
Nada será igual,
Mesmo se em terras distantes
Do meu querido Portugal.
Penso partir um dia,
Isso será coisa boa?
Talvez sinta a Maresia,
Nalgum canto de Lisboa.
Lisboa, Viseu, Gondomar
Que vontade de rimar,
Que eu sinto outra vez,
Até me apetece voar,
Prós lados de Valdevez.
Vá lá, não liguem agora a esta loucura da mão,
Enquanto a pena escreve
Já só penso no Marão.
Marão! Ah Marão!
Que bom sentir tua mão!
Teu sorriso, outra vez.
Triste sina tem a rima
Por não esquecer teu amor,
Em paletes coloridas que semeiam o odor,
E não me curam a ferida, aberta por ser traquina…
E pensar que a minha vida
Só faz sentido com rima.
Rima intensa minha sina,
Não te consigo esquecer… Nina.
Nina, sim, rima, menina,
Ria, dia, fantasia ou Maresia,
Hip-hop ou hip-Deep
Sim, vem até mim, assim…
Minha ternura de Green.
Rimar pode ser cáustico,
Requerer diagnóstico.
Não consigo mais rimar
Sem ser com rima e acróstico.

Agora estou perdido,
Beijos, abraços, flores
Rosas, dálias, manjericos
Íris, cravos ou jasmim.
Todas me fazem sentir
Orgulho no meu jardim.

Amanhã, talvez eu colha,
Flores regadas por mim.
Enquanto o tempo vagueia,
Rumando pra sitio incerto.
Rimando com quem semeia, estrelas aqui tão perto,
Enquanto chegam do deserto
Ilusões de quem aprecia,
Rostos de quem passeia,
Ao ritmo da fantasia.

Então ficaram caladas,
Temendo a minha rima?
Rasgai vossa escuridão
Imaginai-me sem medo.
Gritai com toda a emoção,
Onde está vossa ilusão, onde está vosso segredo?

Escutai das palavras o eco…
Agora que me apaixono
Zelando por todas vós,
Envio palavras loucas
Voando a muitos nós.
Estranha forma de sentir,
Desejo de estar a sós.
Olhando o vosso sorrir

Rimar… é uma forma de estar
E às amigas dedicar o meu desejo de ter
O vosso amor de Mulher.
Sem fraqueza de sentir
O fim que um dia há-de vir.
Na incompreensão da dor
De quem sofre por amor.
Green, Deep, Maresia
Verde, Profundo, é o mar.
Rasgado pela coragem da Nina numa viagem
Que a bom porto há-de chegar,
Mesmo que para isso, tenha muito que esperar,
Quem sabe, talvez sofrendo quem seu amor não merece,
Porque aquele que maltrata,
A gente depressa esquece!
Adeus vos digo por hoje,
Por algum tempo enfim,
Espero que não se esqueçam
Desta flor de um jardim,
Onde me podem colher, com muito amor e mistério.
Se nunca me encontrarem
Visitem-na no cemitério.
Rima dura e crua esta,
De quem amor manifesta.
Minha paixão ainda dura
Porque sempre foi honesta.
Ai homens, porque quereis muitas mulheres amar?
Se não tendes depois…
Forma de as aconchegar!
Ciúmes e mais ciúmes, queixumes e desmentidos.
Perdoo-vos os pecados
Pois sei o que são maridos.
Pudera criar agora, o meu harém feminino
Seríamos mais felizes sem o sexo masculino.
Tudo se completa neste mundo animal
Podia ter eu mais sorte,
Se homem fosse afinal…
Abraços, beijos e amassos
Tudo serve nesta hora.
Não posso perder mais tempo,
Pois espera por mim lá fora, alguém que ainda me adora.

Uma noite Horribilis

Não consegui dormir na última noite.
Depois de ter lido no jornal esta notícia.

USA: pronto il vaccino anti lesbica

O que será que o ser lésbica incomoda ao povo?
Porque não arranjam uma vacina para acabarem com os crimes violentos que cometem sobre nós?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Quem não se sente…

Quem não se sente…não é filho de boa gente!
Diz o ditado que assim é e eu crente, acredito.
Já todas se aperceberam que as minhas tendências são um impedimento da relação com os outros. Contudo, o problema não reside na minha pessoa. Reside nelas, nos seus ciúmes e no seu sentido de posse.
“O meu homem” a frase mais balbuciada pelas minhas amigas.
Não esqueço aquilo que fui, possessiva, desconfiada, sempre a pensar na traição que o meu ex fazia a cada esquina, ou em cada conversa com as suas amigas. Não lhe dava uma nesga de terreno e mesmo assim eu não acreditava nele, porquê?
Porque, quando chegava a casa lhe procurava nos bolsos alguma conversa escrita que comprovasse a minha desconfiança. Tinha que o cheirar de alto a baixo para descobrir algum odor de perfume por ter estado com outra ou outras. O telemóvel passava-o a pente fino enquanto estava no duche para ver que contactos tinha. Nos últimos cinco anos o portátil era a meu ver a sua maior amante e eu ciumenta basculhava-lhe o que podia. Quando se atrasava cinco minutos pensava logo que era o tempo suficiente para uma rapidinha na empresa onde trabalhava, imaginava-o a trepar tudo e tudo e tudo!
Daí em diante para mim os homens passaram a ser todos iguais, conversa/sexo e sexo/tá a andar…
Até prova em contrário nunca mais quero nada, sou auto-suficiente, feliz ou talvez não!
Vá lá, digam-me para que quero eu um homem? Para me trair com outra? Para me “fazer” a cama e ficar com os meus bens?
Sinto-me…mal ou bem, que importa? Só sei que quero ir por aqui, até ao encontro final…e, como me sinto, só posso ser filha de boa gente, um casal hetero que me gerou, mas enfim são sortes…

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Balanço…porque não?

A minha presença neste local aparentemente frio e taciturno necessita de um balanço.
Fruto da minha inexperiência nos meios bloguistas, parece que estou de luto.
Parece e estou!
Acabar com o que me era querido fez doer a minha alma.
Também é verdade que percebo pouco destas coisas da Net, não fosse a ajuda de uma amiga do peito e nem sequer por aqui andava.
Não consegui atingir os meus objectivos mas não se perdeu tudo, ganhei quatro amigas. Disseram-me que é costume fazer dedicatórias aos amigos dos blogues com músicas escolhidas por nós, portanto, quero fazer-lhes essa dádiva.
Onde andam as lésbicas que não consigo encontrar?
Quem me contactou até hoje, não se mostrou interessado nas minhas potencialidades.

Greenzinha: para ti,



Até me pareces ser uma pessoa fixe, mas estás com o coração mais assolapado para os Espanhóis. Uma maluca especialista em enigmas…quando lhe apetece.
Querida, de Espanha nem bom vento nem bom casamento. A nossa relação de amizade, não é mais do que isso, uma relação de amizade, com carinhos irreais e sem compromissos. Prometeste-me uma visita e continuo a esperar por ela. Quando quiseres aparece, sou toda tua, sem azedumes nem queixumes…


Nininha: és formidável, não só apareceste ao encontro marcado como me mimaste como só tu o sabes fazer. Ali estivemos os dois sem pressas, viva voz, olhar vivo, dentes doridos mas reluzentes …um sonho de Mulher!
Mas, não passou disso. O que ela tentou convencer-me a reatar a minha relação com o pindérico. Fixa nas ideias, só queres homens. Maluca, é o que és. Ainda não perdi a esperança de te “virar” para o meu lado. Parecíamos duas gralhas, falamos, falamos e actos nada. Duas almas irmãs é o que somos e é o que te volto a dedicar:



Fica prometido que em Setembro nos voltamos a encontrar quando levarmos os pirralhos ao infantário. Sinto que fazíamos um casal perfeito: duas mulheres, dois filhos lindos!


Deepzinha, a minha Toina que não gosta de mim porque sou uma Mulher que lhe faz lembrar a mamã e como andam de candeias às avessas, nada feito, só consegue ver o seu jinhos e coiso e tal…
Ah, Toina…se me foges para o estrangeiro sem me visitar, nem o S. Mateus te salva. És muito Deep (profunda) no teu coração, se assim não fosses não serias o que és.
Para ti:


Foi muito bom encontrar-te e pelo menos ficar com uma amiga, a mais nova das quatro e gostava de te trazer sempre no meu coração. És uma maluca e a tua Toinice marcou-me e de que maneira.

Maresia; minha chorona. Então isso faz-se? Chegas, abraças-me e começas logo a chorar? És outra maluca que me apareceu, sempre à procura da terra de ninguém ou do nunca e comigo nos teus braços. Para ti:



Não te recrimines, vais encontrar quem tu queres, os pássaros do sul e a Mafaldinha enchem-te as medidas, não é?
Pára de lacrimejar que ninguém te obriga a ficar com o teu actual amor. Sei que o teu amor é outro, se tivesses seguido os conselhos do papá estarias hoje bem melhor. Sei do que falo, arrebita que o pirralho que tens em casa tem quem cuide dele. O quê? Já choras outra vez? Vai trabalhar maluca e quando quiseres tens sempre dois braços à tua espera e os ombros da tua amiga Maria.

Ponto final, este é o balanço.

Para as minhas quatro malucas vai toda a dedicação desta lésbica que vos adora:

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Abatida...

Não há condições...
Vou suicidar-me, atiro-me a elas e elas nada.
Atiro-me a eles e só querem sexo!
Só posso estar abatida, sem mimos sem carinho!
Portanto, só me resta atirar-me da ponte abaixo.
Depois vem o meu nome no jornal e o titulo "Coitadinha, morreu de amores, ou quem sabe, por amores não correspondidos"
As mulheres de agora sofrem muito por causa dos homens é o que se diz por aí...eu morro de amores por ti, minha pétala perfumada de uma Rosa que não vi!
Lésbica até ao fim é o que me resta e mais nada...
Podem ser todos contra mim, mas e depois?
Morro por ti em ti e nada mais de ti Mulher!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pôr a tendência de lado...Como assim?

Ser simplesmente Maria é ser Mulher.
Muitos pensam que ser Mulher é fácil.
Que basta ter um homem que nos aconchegue, que procriemos, que nos desgastemos com os filhos, dando-lhes a mama, mudando-lhes as fraldas, levando-os às consultas de rotina e de urgência, que os ajudemos nos TPC, que falemos com um ou outro Prof. ressabiado, que tratemos das lides da casa. E ainda, que assumamos um dia o papel de sogras, a espécie que normalmente até nem desgosta dos genros mas que assume quase sempre o papel odioso na relação com as noras.
Quer isto dizer, mulheres entendem-se bem com os homens e estes com eles, mas as mulheres olham quase sempre de canto umas para as outras, com ciumeiras pegadas, umas vezes porque o seu macho é fabuloso outras porque a vizinha arranjou um machão, sabe-se lá como, aquela galdéria que não tem onde cair morta e não vejo o que tem de mais surpreendente para atrair os garranos.
Enfim Mulheres, é assim que somos e não há volta a dar-nos.
Frequentemente desiludidas, deprimimos com facilidade e descarregamos nos outros todos os amargos de boca.
Vai daí, uma das minhas apreciadoras, cognominada Nina, pelo que vejo, leitora assídua do meu antro pecaminoso (sim, porque a tendência é assumidamente homossexual) propõe no seu comentário que eu assuma o meu papel, tal como sou e ponha a tendência de lado.
Agarrada à minha almofada e sentindo o respirar da minha travesseira, comecei a pensar que a mesma pode ter razão, afinal ser mulher dói e faz doer, porque parece que nem seguidoras consigo.
Se assumir um papel dominador, isto é, um papel de Mulher máscula, talvez apareça alguém que me compreenda. Provavelmente vou ser acusada de bloguismo travestido. Até que pode ser engraçado, porque não?
Mas, saberá a mesma como sou? Para dizer a verdade, uma mulher macho não deve ser difícil de assumir, falta-me é o pêlo na benta para dar um ar mais cool. Ah! E pêlo no peito ainda vai ser mais difícil de conseguir (ainda bem que o frete de barbear é mesmo uma coisa só para homens, que gracinha tinha o meu ex marido a fazer carrancas virado para o espelho, levantando o pescoço. E quando aparava o bigodinho, ou antes a amostra que deixava, bem por baixo das narinas? Servia-lhe para apanhar as ranhetas quando se constipava, ou ficar com os aromas daquilo que comia em casa ou fora dela. (Não escondo, que quando o mandei de frosques a única saudade que me deixou foi a do bigodito, pelo exacerbar das minhas sensibilidades femininas quando nos enroscávamos). Que se lixe, hei-de encontrar substituto/a porque não? Já estou por tudo!