segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A Unha encravada e o Joanete

Porque será que quando acontece algo temos que encontrar logo um culpado?


Um conhecido, de longa data, desviou-se para o exterior dos seus eixos, ou seja saiu dos eixos porque o seu amo enfiava-lhe diariamente meias e calçado inadequado.

Em contrapartida, a amiga que morava na sua extremidade queixou-se de estar entalada, porque andaram a tratá-la de forma incorrecta, não só no corte mas também no acumular de sujidade potenciada pelo suor.

Tal como o meu conhecido, sinto-me a sair dos eixos porque me querem enfiar barretes pouco adequados à função.

Se me tratam mal é provável que termine entalado.

Ora, estou a referir-me tão somente ao joanete e à unha encravada…

Quem já experimentou o mal-estar que fuja da primeira pedra.

Eu, dispenso a pedrada que serve no Afeganistão para condenar à morte as mulheres que cometem adultério.

Isto de ser mulher fogosa como eu me sinto e pensar que a coisa pode ficar encravada, sem cometer qualquer tipo de adultério, até me dá vontade de chorar.

Não pelas dores… mas por saber que tudo depende da “intervenção humana”!

Há quem tenha mais sorte e encontre quem lhe calce a bota folgada, assim como lhe apare o jogo e lhe faça a higiene adequada…coisas que muitos se demitem de efectuar.

Depois são os outros que pagam as facturas!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Pano e/ou a Nódoa...

Se é verdade… que no melhor pano cai a nódoa!
O pano sou eu, os outros…as redes sociais, a Net com o nosso querido blogger
O Pano é o meu mundo e o mundo dos outros!
Ser um pano, uma variação de cores e texturas femininas num ser masculino… o pano!
A minha casinha, modéstia à parte, sempre esteve limpa e arrumadinha, pois então, não fosse eu uma Mulher de armas, modéstia à parte. E, modéstia à parte, sendo uma dama de bom trato, nunca me assustaram as quedas de resíduos no pano que preenchia a dita casinha.
Não escondo que me atrapalhavam algumas das coisas que por lá caiam porque, mal as visitas viravam as costas, lá ia eu, prazenteira, modéstia à parte, limpar a dita.
Quem diz a dita, também pode pensar na desdita que são os traumas provocados pelas pequenas manchas.
Ele era vinho e diziam-me que era alegria, ele era azeite e falavam-me em tristeza, ele eram molhos e molhinhos e lágrimas (estas também mancham quando são de dor ou de tristeza). Pensamentos leva-os o vento e por isso eles não manchavam, apenas sujavam o querido paninho…
Até que um belo dia, ou talvez não, talvez um dia de nevoeiro, quem sabe, derramei um liquido, incolor, inodoro e insípido, que me parecia ser isso mesmo, a água e deitei tudo a perder…
O incolor da coisa ganhou mais cores do que o arco-íris, o inodoro tresandou a raiva e o insípido passou de insonso a salgado e repleto de fel…
O que teria feito eu para merecer que no melhor pano, modéstia à parte, caísse a nódoa.
Dizer paciência é resignar-me na certeza da minha sinceridade…a nódoa caiu está caída.
O pano estragou-se está estragado, que querem que faça?
Martirizar-me, só se fosse uma novela! Não vale a pena!
Vou seguir o conselho do JPP “ Ninguém é de Ninguém”
“Conta-me histórias de tempos
A que eu gostaria de voltar
Tenho saudades de momentos
Que nunca mais vou encontrar
A vida talvez sejam só 3 dias
Eu quero andar sempre devagar
Até a ti chegar


Ninguém é de ninguém
Mesmo quando se ama alguém
Ninguém é de ninguém
Quando a vida nos contém
Ninguém é de ninguém
Quando dorme a meu lado
Ninguém é de ninguém


Quando fico acordado vendo-te dormir
Um raio de sol através de um vidro
Faz-me por vezes hesitar
Na vontade de estar contigo
Melodia paira no ar
Paira no ar


Ninguém é de ninguém
Mesmo quando se ama alguém
Ninguém é de ninguém
Quando a vida nos contém
Ninguém é de ninguém
Quando dorme a meu lado
Ninguém é de ninguém
Quando fico acordado vendo-te dormir”

Ora cá está…valorizo o pano na nódoa, a nódoa no pano ou fico com o pano esquecendo a nódoa ou amo a nódoa que me enriquece o pano?
Tolice a minha, quando pensei que o mundo das Mulheres e dos Homens afinal podia ser melhor!
"Para que ter olhos azuis, se a natureza deixa os meus vermelhos?" (Bob Marley)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Transparência e lealdade

Duas características que uma amiga minha atribui como fundamentais para admirar um homem.
Vai daí, fiquei a matutar naquelas palavras.
“Transparente” é aquilo que deixa passar a luz. Na escuridão das nossas vidas e no martírio da falta de luz e naquilo que lá se esconde, falar de transparência é falar de confiança. Ora. Confiar em alguém é ver esse alguém e reconhecer que há nele um lado oculto (que todos temos). O lado oculto é o segredo a que temos direito. Quando partilhamos tal ou tais segredos credibilizamos a transparência. Mas, o que é que os outros observam e assimilam nessa transparência? Como é óbvio o que lhes interessa e os faz sentir confortados. O excesso de luminosidade contraposta à escuridão pode ter o efeito perverso de nos fazer ver mal as coisas e quantas vezes amedrontar-nos por tanta transparência. Daí que a confiança deva respeitar o segredo pessoal. Para que é que outrem precisa de saber tudo sobre mim? A minha relação anterior teve dificuldades que eu não ultrapassei, porquê? Por infidelidade de algum de nós? Por maus tratos? Por falta de maturidade de alguém? Em suma, diria que entendo a transparência como responsabilidade e humildade geradora de confiança mútua.
“leal” a outra palavra que nos leva à lealdade. Lealdade, uma qualidade, sinónima de fidelidade mas muito diferente no prazo que lhe está inerente. Leal por muito tempo, Fiel por quanto tempo? Esta palavra lealdade traz-me a lembrança do dever da mesma, mas será que uma relação não pode permitir uma mudança de opinião? Queiram ou não, ser leal é comungar da mesma opinião de….logo redutora de liberdade individual. Pois, comungamos da mesma opinião! Contudo, o nosso conhecimento e o conhecimento do outro não são imutáveis, pelo que mais uma vez, surge a confiança como a solução para a vida…
Sou confiável? Confio em quem me rodeia? Então sou Responsável, sou Humilde, sou transparente, sou leal e fiel, porque não?
Que diabo, nada acontece por acaso! Até porque “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida (Provérbio chinês)
Por tudo isto eu sou o que sou e estou como estou…

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Afrontado...

Estou afrontado…
Todos me dizem, quais cavalos pintalgados de zebra, para comer menos.
Porque será que no cérebro, comida e sexo se disputam?
Esta herança de Adão e Eva que se deixaram fotografar nus a comer uma maçã, ainda por cima com bicha…se fosse hoje, os cozinheiros modernos diriam tratar-se de maçã recheada.
Herança que os romanos souberam explorar nas orgias, lambuzando-se enquanto….comiam.
Hoje banaliza-se a vida, come-se tudo e de tudo e daí o afrontamento…e o come menos!
Treta!
Estou afrontado nas ideias e nos ideais, não mete estômago. Digamos que o ditado ter mais olhos que barriga é aplicável, porque como com os olhos(dois) e não como com a boca (uma)…
No entanto, o que como com os olhos afronta-me mais, muito mais e pior ainda, faz-me sentir impotente…e esta coisa afronta-me, numa espécie de insulto pela masculinidade da palavra, num tipo de injúria porque me sinto um fraco, numa inoportunidade que a vida me vai proporcionando e que me obriga a permanecer enxovalhado, não conseguindo encarar de frente o que me aparece, nem enfrentar a angústia de molde a defrontar com determinação o desespero que é a …FOME que vai no mundo!

(PS...esta coisa do dicionário de sinónimos no antónimo da Maria e do Manuel)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vamos de férias...será que volto diferente?

Será que volto diferente?
Será?
Quando penso que sou o vosso Mistake fico triste comigo.

Não quero ser mais Maria, estou revoltada.
Quem vos disse que sou Mulher?

Eu! Apenas eu!
Um engano numa estrada que vai a lado nenhum!
Um estorvo ou escolho que perturba o vosso olhar.
Nunca podias me amar...
Eu! Apenas eu!
O céu é vosso e eu não posso...
Fazer tudo o que eu quero
E em tarde de desespero vos enredo em segredo!
Esqueçam que sou Mulher...
Mas posso ser o que quiser
E sou!
Eu! Apenas eu!
Vou de férias merecidas depois de grande desgaste
Onde constante sofrimento vai gelando o meu alento!
A vida corre lá fora e cá dentro num lamento!
Vou!
Vou de férias!
Eu! Apenas eu!
Só queria ser compreendido, estimado, adorado!
Não sou Mulher, que engano...
Agora que vou embora deste casebre ensombrado,
Nunca mais vou ser Maria
Talvez Maria Manuel...no papel.
Para vós que me estimais
Esquecei a Vossa Maria que vos enganou um dia...
Não sou Mulher nunca mais.


Por isso

Forget about me:

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

That's Why You're Beautiful ... minhas musas da rima!

A rima...a necessidade de rimar porque:

That's Why You're Beautiful ... minhas musas da rima!




Rima….rima, rima com Nina
E esta, rima com menina.
Coisa que eu já sabia
Por ter que sofrer um dia.
Talvez, quem saiba porque “ia”
Vai rimar… com Maresia e esta com fantasia.
Tal e qual o meu portátil,
Que ao mexer-lhe no chip
Origina a rima Deep.
E, se esta é assim,
Como posso eu viver
Sem a minha doce Green.
Green são os seus Eyes e estes rimam demais,
Quando trocamos o olhar
No momento de amar.
Amar assim é inútil,
Quando a vida não é “beautiful”.
Em momentos importantes,
Nada será igual,
Mesmo se em terras distantes
Do meu querido Portugal.
Penso partir um dia,
Isso será coisa boa?
Talvez sinta a Maresia,
Nalgum canto de Lisboa.
Lisboa, Viseu, Gondomar
Que vontade de rimar,
Que eu sinto outra vez,
Até me apetece voar,
Prós lados de Valdevez.
Vá lá, não liguem agora a esta loucura da mão,
Enquanto a pena escreve
Já só penso no Marão.
Marão! Ah Marão!
Que bom sentir tua mão!
Teu sorriso, outra vez.
Triste sina tem a rima
Por não esquecer teu amor,
Em paletes coloridas que semeiam o odor,
E não me curam a ferida, aberta por ser traquina…
E pensar que a minha vida
Só faz sentido com rima.
Rima intensa minha sina,
Não te consigo esquecer… Nina.
Nina, sim, rima, menina,
Ria, dia, fantasia ou Maresia,
Hip-hop ou hip-Deep
Sim, vem até mim, assim…
Minha ternura de Green.
Rimar pode ser cáustico,
Requerer diagnóstico.
Não consigo mais rimar
Sem ser com rima e acróstico.

Agora estou perdido,
Beijos, abraços, flores
Rosas, dálias, manjericos
Íris, cravos ou jasmim.
Todas me fazem sentir
Orgulho no meu jardim.

Amanhã, talvez eu colha,
Flores regadas por mim.
Enquanto o tempo vagueia,
Rumando pra sitio incerto.
Rimando com quem semeia, estrelas aqui tão perto,
Enquanto chegam do deserto
Ilusões de quem aprecia,
Rostos de quem passeia,
Ao ritmo da fantasia.

Então ficaram caladas,
Temendo a minha rima?
Rasgai vossa escuridão
Imaginai-me sem medo.
Gritai com toda a emoção,
Onde está vossa ilusão, onde está vosso segredo?

Escutai das palavras o eco…
Agora que me apaixono
Zelando por todas vós,
Envio palavras loucas
Voando a muitos nós.
Estranha forma de sentir,
Desejo de estar a sós.
Olhando o vosso sorrir

Rimar… é uma forma de estar
E às amigas dedicar o meu desejo de ter
O vosso amor de Mulher.
Sem fraqueza de sentir
O fim que um dia há-de vir.
Na incompreensão da dor
De quem sofre por amor.
Green, Deep, Maresia
Verde, Profundo, é o mar.
Rasgado pela coragem da Nina numa viagem
Que a bom porto há-de chegar,
Mesmo que para isso, tenha muito que esperar,
Quem sabe, talvez sofrendo quem seu amor não merece,
Porque aquele que maltrata,
A gente depressa esquece!
Adeus vos digo por hoje,
Por algum tempo enfim,
Espero que não se esqueçam
Desta flor de um jardim,
Onde me podem colher, com muito amor e mistério.
Se nunca me encontrarem
Visitem-na no cemitério.
Rima dura e crua esta,
De quem amor manifesta.
Minha paixão ainda dura
Porque sempre foi honesta.
Ai homens, porque quereis muitas mulheres amar?
Se não tendes depois…
Forma de as aconchegar!
Ciúmes e mais ciúmes, queixumes e desmentidos.
Perdoo-vos os pecados
Pois sei o que são maridos.
Pudera criar agora, o meu harém feminino
Seríamos mais felizes sem o sexo masculino.
Tudo se completa neste mundo animal
Podia ter eu mais sorte,
Se homem fosse afinal…
Abraços, beijos e amassos
Tudo serve nesta hora.
Não posso perder mais tempo,
Pois espera por mim lá fora, alguém que ainda me adora.

Uma noite Horribilis

Não consegui dormir na última noite.
Depois de ter lido no jornal esta notícia.

USA: pronto il vaccino anti lesbica

O que será que o ser lésbica incomoda ao povo?
Porque não arranjam uma vacina para acabarem com os crimes violentos que cometem sobre nós?