segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O MEU PAÍS!

O meu País, a Irónicalândia


Transformou-se em mais uma república.

De bananas como muitas outras.

Independente mas sempre na dependência.

Até porque é um país com “coisas” de crianças.

Com dívidas e mais dívidas

Onde se apela ao crescimento intelectual!

Sim, porque um país mede a sua riqueza pelo nível de formação.

Mas. Onde o emprego é cada vez mais raro.

Onde o desemprego é cada vez mais certo.

E o futuro cada vez mais incerto.

O meu país agora chama-se Emigrolândia.

Obedece ao esquema dos mercados.

Para mal dos meus pecados.

Quanto mais produzo mais despesa faço

Que embaraço!

É simples, vamos para Angola ou para o Brasil!

Dinheiro vil que nos manda pró covil!

Códigos do trabalho conduziram o país

A um raciocínio senil!

Afinal os tempos do Salazar onde a fome existia

Voltaram à luz do dia!

Porque quem vive acima do que pode

Só lhe resta passar fome!

Não quero o euro que é bond!

Não quero o dólar que abana!

Não quero a libra que treme!

Prefiro mil vezes o escudo

Que até o Hitler teme!

Heróis do mar nobre povo,

Deixai a Ironicalândia e Amai a Emigrolândia!

E mesmo que indignados,

Lutaremos lado a lado

E nos sonhos conquistados!

Veremos a luz do dia!

Sem a sombra da Ironia!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fado

Fado...minha história!
A saudade vejo em ti.
Do amor que hoje tenho,
E Odisseias que vivi.

Gigante no teu cantar
Rendo-me ao teu poder.
Entendes o meu olhar.
Encantas meu coração
Nunca me deixas morrer...

Na minha voz desafio
A penumbra que existe.
Entre a palavra que escrevo
E o sentir que desfio,
Na amargura que persiste!

Fado...que triste fado!
Me persegue sem sentido.
Pudesse ter encantado
quem me conhece na vida,
mas sempre me quer calado!

És património do mundo
eu sei que ès o meu querido.
Ajoelho-me a teus pés.
E canto-te mesmo ferido!
Pois vivo no teu país...
País...que sinto perdido!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Atualidade!?

Nunca fui muito virado para monarquias, por isso pouco entendo de reis ou de reinados...
Por falar em reis, tenho uma vaga ideia dos Reis Magos que traziam como prendas para o Menino, ouro, incenso e mirra...
O que trazia o Gaspar?
Há um que conheço, tem o rei na barriga, fala de papo cheio e só se relaciona com "mirra"...
Acho que é mesmo verdade que a banca está rota, ou melhor, nem pio tem...é o que eu sinto!
Curioso! Velhos tempos em que ainda havia alguém que trazia alguma coisa ao contrário de hoje que estamos todos a ficar mirrados, tão mirrados que até as agências de Rating Chinesas nos consideram lixo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mas que é isto pá?

É preciso corrigir o défice...cortem-se salários e aumentem-se os impostos!
É preciso corrigir o défice...cortem-se salários e aumentem-se os
É preciso corrigir o défice...cortem-se salários e aumentem-se
É preciso corrigir o défice...cortem-se salários e
É preciso corrigir o défice...cortem-se salários
É preciso corrigir o défice...cortem-se
É preciso corrigir o défice...cortem
É preciso corrigir o défice
É preciso corrigir o
É preciso corrigir
É preciso
É



O salário não se vai ver e os impostos...são impostos!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Nada!

Quando se quer e não se tem o que se faz?


Nada!

Quando se faz o que não sequer, o que se faz?

Nada!

Quando se faz o que se quer mas não vale nada, o que se faz?

Nada!

Quando se desfaz, o que se faz?

Nada!

Quando se refaz o que se desfaz, o que se faz?

Nada!

Quando se é capaz de ser incapaz, o que se faz?

Nada?

Quando se é incapaz de ser capaz, o que se faz?

Nada?

Apre! Quem bem nada, não se afoga se for capaz de nadar e incapaz de se afogar.





(verdade que ando afogado de tanta capacidade de incapazes que são capazes de nos afogar mesmo quando fazemos o que podemos para que não nos afoguem, mas não vale de …NADA!)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ei!

Hoje, muita gente fala de si… diz e escreve o que lhe apetece, ou talvez não!


Falar de si é um risco…inventam-se mentiras e descobrem-se segredos.

Decido então falar um pouco para mim, sim para mim, porque de mim, sobre mim e por mim outros se deleitam a divagar.

Que tola e parva que sou.
Só penso em tapar buracos.
Não sei para onde vou
Tenho as ideias em cacos.

Percebo porque o jardim
Tem tantas flores bonitas,
Os buracos estão abertos
É só plantar as ditas.

O Gaspar é um felizardo
Nem precisa de cavar
Só tem que carregar o fardo
Dos impostos aumentar.

Neste recanto da Europa
Onde ainda resistimos
É um ver passar a “tropa”
Que nos traça os destinos.

Isto é muito curioso
Saber que todos sabemos.
que ninguém sabe de nada
e nós é que nos f***mos.

Vai ser o passo seguinte
Baixar a TSU
E com todo o requinte
Levo eu e levas tu!

Compassos estão prá musica
Comportas para as barragens
Para o povo a larica
E nas SCUT as portagens!

Num corpinho à maneira
Toda a roupa me cai bem
Que se lixe a madeira
E os buracos que tem.

Não quero escrever mais
Não quero continuar triste,
Vou dar um passeio pelo cais
E esperar por tiiiii…Ouviste?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Miragem

O corpo outrora quente, lentamente vai gelando.



A alma, debruçada na janela do meu corpo moribundo,
Aprende uns passos de dança p’ra dançar no outro mundo!


O corpo outrora excitado, vai ficando relaxado.


Não quero despertar desta imensa letargia,
Não quero assassinar aquilo que eu mais queria!


O corpo outrora imenso, vai deixando um cheiro intenso!


Gritaria se sentisse a riqueza do amanhã,
Germinando outra vida, mais clara e mais sã!


O corpo outrora meu, passou agora a ser seu!


Esperam vocês o quê? Surpresas?
Enganados, vós andais, nas vossas ideias presas!


O corpo agora seu, jamais será igual ao meu!


Lembras-te de mim e choras,
Lutas contra as demoras!


O corpo agora teu, apenas te lembra um “eu”!


A dor corrói-nos o corpo...mas desperta a “alma”
A experiência da “morte” dói, mesmo sendo uma miragem!