terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ca…droga de notícia!

Ah, meu grande Luis Vaz,
Que do vil metal falavas
Eras um belo rapaz
Que tais males adivinhavas?
Tu não discutias “pentelhos”
Sim, desses pêlos que circundam
Uns órgãos que não os olhos.

Gostava de ser assim,
Que os teus amores cantavas.
Não percebias de finanças,
Mas nos cabelos das musas
Onde teus dedos passavas,
E ao fazer mui belas tranças
Descrevias conquistas lusas.

Por todo lado eu vejo
“pentelhos” de velha gente
Que pouco valem ao lado
De nobres pêlos elétricos
Que me dão valentes choques
Tornando-me um indigente
No meio de seres patéticos!

Seiscentos mil vai ganhar!
E tanto povo a viver
Com fome e sem alegria!
Ai que praga a gente roga
A vilões tais como o Edu,
Que nem sequer um tal nome
Consigo eu pronunciar!

No reino de tais “amigos”
Havemos de ser felizes!
Para isso a minha arte
De os cortar pelas raízes!
Cantarei por toda a parte,
Não façam de nós mendigos
Cobertos de cicatrizes!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Poesia!?

Poesia ao desbarato

Em tempos que são de crise
É como um amor ingrato
Sempre à espera do deslize.
Do que me fui eu lembrar
Do amor e desta crise
Juro que fico a pensar
Que não há amor que eternize.
As juras são sempre juras
Algumas vezes eternas
As coisas ficam impuras
Quando se abrem as pernas.
Tudo isto p’ra dizer
Que escolhemos um governo
Que em campanha abriu as pernas
p’ra nos levar pró inferno.
Tal e qual como o amor
Que de olhares foi alcançado
Se alguém lhe dá calor
Desfaz-se qual rebuçado!
Só nos restam os sabores
Nesta curta poesia
A crise traz dissabores
E o amor fantasia!
Detesto meus governantes
Temidos, pois são vilões
E suas leis infestantes
Que sacam nossos tostões.
Detesto os meus amantes
Profetas de ilusões
Oferecem-me diamantes
Mas destroem corações.
Desculpem esta mistura
Da crise e do amor
A primeira é tortura
E o segundo causa dor!

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012

Muito se diz por aí que o mundo “acaba” neste ano que agora começa.


Que grande notícia nos dão quando no dia a dia na desgraça se tropeça.

Não duvido que este ano será “horribilis” para o comum dos mortais.

Haverá no entanto alguns que quase se afogarão em “capitais”!



Que a obscuridade e a inevitabilidade da crise se transformem na luminosidade que o day after

habitualmente nos traz, com sequelas, mas com mais força para viver . Feliz e solidário 2012.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal

Os Comunistas “comiam” crianças ao pequeno-almoço.


Davam injecções atrás das orelhas aos “velhos”.

Que os “mercados” deste mundo desapareçam

Mais quem lhes segue os conselhos!





Para todos os meus amigos e amigas que este período seja de muita saúde, repleta de felicidade e ausência de solidão.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O MEU PAÍS!

O meu País, a Irónicalândia


Transformou-se em mais uma república.

De bananas como muitas outras.

Independente mas sempre na dependência.

Até porque é um país com “coisas” de crianças.

Com dívidas e mais dívidas

Onde se apela ao crescimento intelectual!

Sim, porque um país mede a sua riqueza pelo nível de formação.

Mas. Onde o emprego é cada vez mais raro.

Onde o desemprego é cada vez mais certo.

E o futuro cada vez mais incerto.

O meu país agora chama-se Emigrolândia.

Obedece ao esquema dos mercados.

Para mal dos meus pecados.

Quanto mais produzo mais despesa faço

Que embaraço!

É simples, vamos para Angola ou para o Brasil!

Dinheiro vil que nos manda pró covil!

Códigos do trabalho conduziram o país

A um raciocínio senil!

Afinal os tempos do Salazar onde a fome existia

Voltaram à luz do dia!

Porque quem vive acima do que pode

Só lhe resta passar fome!

Não quero o euro que é bond!

Não quero o dólar que abana!

Não quero a libra que treme!

Prefiro mil vezes o escudo

Que até o Hitler teme!

Heróis do mar nobre povo,

Deixai a Ironicalândia e Amai a Emigrolândia!

E mesmo que indignados,

Lutaremos lado a lado

E nos sonhos conquistados!

Veremos a luz do dia!

Sem a sombra da Ironia!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fado

Fado...minha história!
A saudade vejo em ti.
Do amor que hoje tenho,
E Odisseias que vivi.

Gigante no teu cantar
Rendo-me ao teu poder.
Entendes o meu olhar.
Encantas meu coração
Nunca me deixas morrer...

Na minha voz desafio
A penumbra que existe.
Entre a palavra que escrevo
E o sentir que desfio,
Na amargura que persiste!

Fado...que triste fado!
Me persegue sem sentido.
Pudesse ter encantado
quem me conhece na vida,
mas sempre me quer calado!

És património do mundo
eu sei que ès o meu querido.
Ajoelho-me a teus pés.
E canto-te mesmo ferido!
Pois vivo no teu país...
País...que sinto perdido!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Atualidade!?

Nunca fui muito virado para monarquias, por isso pouco entendo de reis ou de reinados...
Por falar em reis, tenho uma vaga ideia dos Reis Magos que traziam como prendas para o Menino, ouro, incenso e mirra...
O que trazia o Gaspar?
Há um que conheço, tem o rei na barriga, fala de papo cheio e só se relaciona com "mirra"...
Acho que é mesmo verdade que a banca está rota, ou melhor, nem pio tem...é o que eu sinto!
Curioso! Velhos tempos em que ainda havia alguém que trazia alguma coisa ao contrário de hoje que estamos todos a ficar mirrados, tão mirrados que até as agências de Rating Chinesas nos consideram lixo.