sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O que vejo em ti?

(dizem que o os combustíveis estão a subir porque 20% do petróleo passa pelo estreito de Ormuz, local de conflito)


Que vejo em teu olhar reluzente?
Que governantes fazem tua alma penada?
De filósofos estudantes a novos láparos passantes,
Todos oferecendo nada em nome das nossas gentes
Cada dia, Acordas mais pobre!
Muito mais pobre do que antes!

Tuas lágrimas, cristais salgados
Põem teu rosto húmido e luzidio!
Ao vê-las Sinto intensos arrepios!
Mas tenho náuseas e vómitos amargos,
Pois vejo que o meu país
Se perde em nomeações para cargos!
Ai! Como queria cortar este mal pela raiz!

Não sei bem se choras ou sorris…
Mas teu olhar me seduz!
Como as ninfas seduziram
Portugueses em Ormuz…
Terra que foi de um império… a meias!
Com sedas e especiarias
Em época de epopeias!

Estivemos por lá cem anos!
Construímos fortaleza,
Passamos com barcas cheias,
Mas não trouxemos petróleo,
Que hoje é a riqueza
A turvar muitas ideias
Geradas com safadeza.

Baixas os olhos porquê? Sim porquê?
Tens vergonha do que digo?
Hoje, Ormuz bem se disputa
Pelo Irão e Ocidente!
E Por causa dessa luta,
Ando muito descontente
Ao ver tantos sem abrigo!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quadras soltas…

Tenho na minha Pereira
Uma amiga de eleição
Quando chega à minha beira
Fico louca de emoção!

Sim, é para ti que eu falo
Que Sumarenta fruta dás
De esperar já tenho um calo
Na minha parte de trás!

Pereira, porque não vens
Ter comigo sem demora
Pões-me a cabeça nas nuvens
Com os corninhos de fora!

Bem te queria abanar
De modo muito ardente
E na tua fruta deixar
Minha marca de serpente!

Eu não sou uma cabrita
Mas estou preso no quintal
Puseste-me tão aflita
Mandaste-me pró hospital.

É curiosa esta rima
Angelicamente escrita
Passei pela tua prima
Anda sempre aflita!

O teu nome tu bem vês
Minha Pereira educada
Responde-me outra vês
Com uma luva calçada!

Beijoca deixo aqui
Muito quente e molhada
Ela é toda para ti
Desta amiga delicada!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ca…droga de notícia!

Ah, meu grande Luis Vaz,
Que do vil metal falavas
Eras um belo rapaz
Que tais males adivinhavas?
Tu não discutias “pentelhos”
Sim, desses pêlos que circundam
Uns órgãos que não os olhos.

Gostava de ser assim,
Que os teus amores cantavas.
Não percebias de finanças,
Mas nos cabelos das musas
Onde teus dedos passavas,
E ao fazer mui belas tranças
Descrevias conquistas lusas.

Por todo lado eu vejo
“pentelhos” de velha gente
Que pouco valem ao lado
De nobres pêlos elétricos
Que me dão valentes choques
Tornando-me um indigente
No meio de seres patéticos!

Seiscentos mil vai ganhar!
E tanto povo a viver
Com fome e sem alegria!
Ai que praga a gente roga
A vilões tais como o Edu,
Que nem sequer um tal nome
Consigo eu pronunciar!

No reino de tais “amigos”
Havemos de ser felizes!
Para isso a minha arte
De os cortar pelas raízes!
Cantarei por toda a parte,
Não façam de nós mendigos
Cobertos de cicatrizes!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Poesia!?

Poesia ao desbarato

Em tempos que são de crise
É como um amor ingrato
Sempre à espera do deslize.
Do que me fui eu lembrar
Do amor e desta crise
Juro que fico a pensar
Que não há amor que eternize.
As juras são sempre juras
Algumas vezes eternas
As coisas ficam impuras
Quando se abrem as pernas.
Tudo isto p’ra dizer
Que escolhemos um governo
Que em campanha abriu as pernas
p’ra nos levar pró inferno.
Tal e qual como o amor
Que de olhares foi alcançado
Se alguém lhe dá calor
Desfaz-se qual rebuçado!
Só nos restam os sabores
Nesta curta poesia
A crise traz dissabores
E o amor fantasia!
Detesto meus governantes
Temidos, pois são vilões
E suas leis infestantes
Que sacam nossos tostões.
Detesto os meus amantes
Profetas de ilusões
Oferecem-me diamantes
Mas destroem corações.
Desculpem esta mistura
Da crise e do amor
A primeira é tortura
E o segundo causa dor!

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012

Muito se diz por aí que o mundo “acaba” neste ano que agora começa.


Que grande notícia nos dão quando no dia a dia na desgraça se tropeça.

Não duvido que este ano será “horribilis” para o comum dos mortais.

Haverá no entanto alguns que quase se afogarão em “capitais”!



Que a obscuridade e a inevitabilidade da crise se transformem na luminosidade que o day after

habitualmente nos traz, com sequelas, mas com mais força para viver . Feliz e solidário 2012.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal

Os Comunistas “comiam” crianças ao pequeno-almoço.


Davam injecções atrás das orelhas aos “velhos”.

Que os “mercados” deste mundo desapareçam

Mais quem lhes segue os conselhos!





Para todos os meus amigos e amigas que este período seja de muita saúde, repleta de felicidade e ausência de solidão.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O MEU PAÍS!

O meu País, a Irónicalândia


Transformou-se em mais uma república.

De bananas como muitas outras.

Independente mas sempre na dependência.

Até porque é um país com “coisas” de crianças.

Com dívidas e mais dívidas

Onde se apela ao crescimento intelectual!

Sim, porque um país mede a sua riqueza pelo nível de formação.

Mas. Onde o emprego é cada vez mais raro.

Onde o desemprego é cada vez mais certo.

E o futuro cada vez mais incerto.

O meu país agora chama-se Emigrolândia.

Obedece ao esquema dos mercados.

Para mal dos meus pecados.

Quanto mais produzo mais despesa faço

Que embaraço!

É simples, vamos para Angola ou para o Brasil!

Dinheiro vil que nos manda pró covil!

Códigos do trabalho conduziram o país

A um raciocínio senil!

Afinal os tempos do Salazar onde a fome existia

Voltaram à luz do dia!

Porque quem vive acima do que pode

Só lhe resta passar fome!

Não quero o euro que é bond!

Não quero o dólar que abana!

Não quero a libra que treme!

Prefiro mil vezes o escudo

Que até o Hitler teme!

Heróis do mar nobre povo,

Deixai a Ironicalândia e Amai a Emigrolândia!

E mesmo que indignados,

Lutaremos lado a lado

E nos sonhos conquistados!

Veremos a luz do dia!

Sem a sombra da Ironia!