quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nova Oportunidade?


Falam leve e brevemente
Nunca pensando o que dizem
E quando alguém os contesta,
Na correcção se desdizem.
Qualquer dia o desemprego
Passa a ser profissão
E na boca de quem manda
Temos a oportunidade na mão.
Mau seria se não fosse,
Uma porta pró futuro!
Porque alimentar a esperança
 Não é penetrar no escuro…

terça-feira, 22 de maio de 2012

Porque é que a vida é assim?


Ai flores do meu jardim
Porque é que a vida é assim?

Amigas convosco falo
Pois minha dor eu não calo.
Pele encardida eu vejo
E nela eu me revejo.
Marcadas por abandono,
Entregues à solidão,
Distanciadas dos filhos
Que trazem no coração.

Ai flores do meu jardim
Porque é que a vida é assim?


De amores enviuvadas,
Sofrendo vivem caladas.
Atraiçoadas pela vida
Disfarçam a dor escondida.
Enganando-se ao dizer
Que o que querem é morrer.
Conseguindo assim esquecer
O que nunca imaginaram,
Ficarem longe da vós
Dos que na vida amaram
Pois não queriam ficar sós.

Ai flores do meu jardim
Porque é que a vida é assim?

Na arte de envelhecer
Ouvi alguém que dizia,
Quão importante é saber
Transformar a nossa dor
Em momentos de alegria.
Uma alegria sofrida...
Na alma muito sentida...
Que o portador no seu rosto
Não manifesta desgosto
Por isso não contagia!

Ai flores do meu jardim
Porque é que a vida é assim?

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O pangaio


À minha voltam existem,
Num ambiente selvagem
Umas aves que persistem
No adulterar duma imagem!
Nada tenho contra o Gaio
Nem o acho ofensivo
Durmo de dia e à noite saio
Sabe bem e aí convivo!
Incomoda-me é o pangaio!
Com seu ar de passarão
No seu paleio não caio
Ele quer é distracção.
Se está branco ele quer preto
Se está escuro quer claro,
O contrário é o seu concreto
Sobrevive do disparo!
Vocifera disparates
Injecta-se com arrebites
Obnubila compartes
Com ardilosos palpites.
Não há selva que resista
A um pangaio tão falante
No meu caminho prossiga
Bem longe desse intrigante!
Vaderetro Belzebu
P´ro reino dos passarolhos
De asneiras, vives tu!
Mas p’ra mim…
 És um abre olhos…

sábado, 5 de maio de 2012

O Veneno do Amor

Porque sofro e porque temo
Do teu amor o veneno?
Vacila meu pensamento,
Ingerir-te ou rejeitar-te?
Fazes-me mal eu bem sei!
Mas amar- te é uma arte.
Maldito rótulo, não condizes
Com o interior que conténs.
Comoves-me ao abrir-te,
Nesse amor que em ti desfruto,
Mas sinto que me aniquilas
Nas palavras que te escuto!
Porquê isso? Porquê tudo?
Nos porquês eu não me iludo…
Por mais que queiras não mudo!
No paraíso verás,
Que o amor não tem dono.
E aí entenderás….
Não há vida sem Outono…

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Conversa no presente.


Sorteios ditam destinos
Orientados até mim,
Fascinam-me tais caminhos
Imagináveis …pois sim!
Arranhado pelos matos
Que crescem ao pé de mim.

Soltam sorrisos nervosos
Ouvindo com atenção.
Perguntando-se a si mesmas,
Habilitadas que estão:
Iremos chegar ao fim?
Admirámo-lo ou não!

Regidas na obrigação
Investem na formação.
Torturadas por tutor
Amante da contingência.
Relativo como tudo
Intrigante no pensar
Tarda um copo de Campelo
Agora p’ra refrescar…

O projecto está aí!
Produzido em dueto
Só de vê-lo eu já senti
Vai faltar algo em concreto.
Nos astros não vou pairar,
Nem vou deitar-lhes  veneno.
Se o Capricórnio corar
Em tal ambiente ameno
Tranquila irá ficar…

No claro dos meus olhos
Nos seus que escuros são.
E por falar em olhar,
Fogo! Que olhar lindo…
Na cor dos do sagitário
A frescura me perturba,
Cada vez que vai sorrindo.

Surpreendentes no sorrir
Olhares cúmplices senti
Fascinam-me…como o T
Indexado a um A.
ATormentadas por mim
Vão construindo caminhos,
Dos Arcos a Matosinhos…

Do presente mais não digo
Pois no Futuro prossigo!

Vida de cão

Que vida esta!
Vai e volta…
Volta e meia e volta e vai!
Vem cá! Enrosca! Dá saltos!
Busca, busca …trás aqui!
Dá-me a pata! Vai para ali!
Cão vadio, cão amigo
Que vida vejo em ti?
Levanta! Lambe e boceja
Ladra, cala e pestaneja…
Guarda! Corre! Morde!
Agarra! Não ouves?
Cão, cadela…
Será isto a vida bela?