terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sabores -Pergunta: E a COLIGAÇÂO?


Coligação, isso é bom?
Diz-se que perguntar não ofende
Mas a resposta, essa ninguém a entende!
Diz-se que quem pergunta quer saber
Mas quem responde, diz nada ao responder!
Se me perguntas, havia? Havia.
Se me perguntas, ia? Ia.
Se me perguntas, tinhas? Tinha.
Se me perguntas, dás-me? Respondo não.
Parem de perguntar, respostas não quero dar!
E a coligação? Isso é bom?
Na certeza da pergunta,
A incerteza da resposta.
Que farsa se disfarça na pergunta
Que disfarçada farsa poderá ser a resposta!
E na resposta à pergunta
Que desta forma foi posta,
Diga-me quem souber
Para que serve,
E a  que sabe tal bosta?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ontem, hoje e nunca.


Ontem o fogo, o dilúvio e o caos.
Hoje a cinza, a lama e o purgatório
E o nunca? O que será?
Talvez o amanhã!
Ontem nasceste…
Hoje vives como adulto.
Nunca…
Pode ser o amanhã, futuro de pouca sorte!
Ontem pobre e honesto
Hoje remediado e modesto
Nunca…
Pode ser o amanhã, um futuro sem futuro!
Ontem o choro e o grito
Hoje a lágrima do aflito
Nunca…
Talvez o amanhã, um futuro maldito!
Ontem corpo ausente desejado
Hoje, corpo presente e velado
Nunca…
Talvez o amanhã, corpo ressuscitado!
Porque ontem… foi passado.
Porque hoje… é o presente.
Porque nunca…
Talvez o amanhã, um futuro sem resposta!
Ontem fui!
Hoje sou!
E amanhã?
Talvez...
Nunca! 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sabores - CONTENDA


Sei que vou mas lá não chego.
Sei que estou e não me encontro.
E ao esperar desespero.
Ao começar pelo fim,
Quando perco o que tenho
e encontro o que desdenho.
Esquecendo aquilo que sei
Amando quem nunca amei.
E nestas voltas trocadas,
Apenas digo palavras
Que perdidas são achadas!
Quando a noite se faz dia
E o medo é valentia!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sabores – O NÃO E O SIM


Não, três vezes não!
Não ao amor cego que tudo prejudica.
Não a esse ciúme manifestado por queixume.
Não á injustiça fomentada pela cobiça.
Não, três vezes não!
Não à solidão porque me repeles.
Não à contenção na exclusividade da tua razão.
Não à presunção que basta querer para tudo ter.
O não tem estes saberes,
O não tem estes dizeres,
O não tem este sabor…
Um sabor a dissabor!
Quem nunca provou coisa assim?
Quando ouviu de alguém um nim?
E há quem responda assim!
Por isso, prefiro um não verdadeiro
E o sabor que provoca,
À falsidade de um sim
Que nos amarga na boca!
Sabores desses eu recuso
Pondo a língua no palato
Nasalando o meu NAAÕO.
Porque o sim cheira-me a farsa
Onde o divórcio é o fim!
Na pureza do fonema,
Que cada um de vos prove
e comprove…
O sabor deste dilema!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Romeus e Julietas à portuguesa!

Ando um pouco desvairada, decididamente não percebo nada de "Amor"...nem de "Paixão"
Será que com tanto incentivo à leitura os Tugas não entenderam a vertente da história Shakespeariana ou será que (como dizem uns artistas) querem ir além da Troika?
O problema é que até eu tenho medo do futuro!
Porquê?
Por isto!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

I'ME HERE

Voltei...
para este mundo...

"Só entende o valor do silêncio quem tem necessidade de calar para não ferir alguém" (Rousseau)