segunda-feira, 1 de junho de 2015

No dia da criança...uma pipoca doce!


Criancice a minha...
quando acordei  pelas seis horas da manhã
estava cheio de sede...maldita ressaca!
Levantei-me e já na cozinha deparei-me
Com o maldito calendário fixado na parede!
Sim, maldito porque me diz a todo o instante
que os dias passam sem parar e...sem voltar para trás!
Num abrir de olhos afoguei a sede num simples copo de água!
Voltar para a cama? Voltar a adormecer?
Credo, tanto tempo que se perde a dormir!
Ainda me recordo de ler na revista "Notícias Magazine"o seguinte:
Os adultos com 78 anos terão levado
Nove anos a ver televisão e quatro anos a conduzir,
Quarenta e oito dias a ter sexo (só????-pergunta minha)
vinte e cinco anos a dormir....que desperdício!(observação minha)...
Pois bem, como há coisa que não são oportunas a algumas horas do dia,
....voltei a olhar para o calendário e vi...! 01 de Junho DIA DA CRIANÇA!
Como já não o sou...delirei e tentei ser uma criancinha!
Peguei num grãozinho de milho e enfiei-o no micro ondas
Potência máxima e Flop!!!! O Grão transformou-se em pipoca!
Uma pipoca branquinha e luzidia....que foi parar logo ao açucareiro!
Naquela doçura de pipoca quando lhe ia pregar uma dentada...
Senti que ela me dizia " Posso entrevistar-te?"
Vaidoso como sou, respondi-lhe: "Sou um livro aberto, minha pipoca"
Seduzido...respondi-lhe a tudo mas, comi-a!
O que esperava ela? Melhor sorte do que ser tragada no dia da criança?
Criancice a minha...ou talvez não! A pipoca deixou-me de herança...
Sabem o quê a MINHA ENTREVISTA! (Entrevista no blogue#57 http://apipocaarrumadinha.blogspot.pt/2015/06/entrevista-no-blog-57.html
Como poderei voltar atrás PIPOCA?

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O "SER" da MARIA...

És… Faltava-te esta palavra!
Na veia poética da Mariavaicomasoutras, digo-te que “Sou”:
Os Dedos das Mãos que se tocam e embalam,
Quando estamos juntas, porque as mãos falam.
A Taquicardia que nos sustenta sempre que eu te encontro,
Porque o Coração bate de acordo com o momento e com o que sente dentro.
O Espírito que nos ventila o viver
E não deixa a Alma morrer.
Os Olhos vivos e reluzentes, os teus,
Subjugada e desnuda pelo Olhar dos olhos meus.
O Ser que te ama e te domina,
Sempre que me aproximo do teu Corpo de menina.
O Apelo que te chama e te basta,
Num Desejo que é nosso e nos desgasta.
A Cabeça que sem esforço transpira,
Quando as nossas Bocas se unem num beijo que nos respira.
A Alegria radiosa que impera,
Num Sorriso luminoso que nos espera.
O Som das palavras que digo,
No murmurar de uma Voz que te atravessa e te dói.
A Chama que aquece e clareia o teu ser,
Na Luz que nos incendeia o sofrer.
A Cor que te liberta sem dor,
Do Arco-íris que é o nosso amor.
O Luar que nos arrebata e embriaga
De uma Lua que enfeitiça a nossa entrega.
O Som da nossa paixão,
Numa Melodia que nos perturba a razão.
A Fantasia que é o Sonho,
 de juntos poder voar.
O Percurso de um Caminho que nos guia e nos assola,
Mas mesmo sendo custoso nos consola.
A Crença que te acolhe e te leva, na Fé que sendo dos dois,
Faz que na tempestade, chegue a bonança depois.
O Pavor que te transtorna e até te faz rejeitar,
No Medo que em ti se cria, de uma Mulher amar.
A Onda que te navega, na imensidão que é o Mar
E que ao chegar à praia, desmaia por te abraçar.

Sou…a palavra que te faltava, não para encontrar o que… És
Porque essa sempre esteve no corpo do verbo Ser…
Uma Mulher que te ama e que se estende a teus pés...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

desejos

Desejos? Pois sejam assim então!
Um querer e não o ter...
Um querer, mas sempre em vão
Na ilusão  de te ter..

Dito assim nada me espanta
Ficamos mais à vontade
Para pintarmos a manta
E voar em liberdade.

Explica-me o que ali se lê:
Onde te queres encostar?
E o "dito cujo" é o quê??
(deixaste-me a matutar)...

Tenho o meu lado brejeiro
Do teu nada diferente
Já vi que és um bom parceiro
Humorado e boa gente!

Quanto à imaginação
Não te falta estou segura
Uma vez que és comilão
E gostas de fruta madura.

É só assim que o aceito
Com muito amor à mistura
Para que seja bem feito
E envolto em muita ternura.

Pecadora me confesso
Também tenho os meus segredos
E de certeza emagreço
Massajada p'los teus dedos.

O soltarmos os desejos
Faz-nos bem ao coração
Envoltos num mar de beijos
Faz voar a imaginação.

E eu tenho para te dar
Todo o tempo do mundo
E à vida iremos brindar
Com um abraço profundo.

(Nota: parceria privada com o consórcio de uma grande amiga... apenas deixo um pequeno piscar de olho;) porque a espionagem também tem desejos, tenho dito)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Quem Será?*




Quem será?
Uma pergunta com uma infinidade de respostas!
Ontem, por força de circunstâncias revivalistas e depois de arejar as minhas ideias numa espécie de linha limite entre a alegria da presença e a dor da ausência, acabei sentado no sofá a ler atentamente a "Última conversa" de Agostinho da Silva, publicado pela Casa das Letras.
A resposta:"as coisas bonitas não nos devem impedir de também vermos as desgraças que acontecem às pessoas" reflete o nosso dia a dia que, carregado de uma cegueira secundária a doença egocêntrica, leva a que as pessoas injustamente se maltratem no seu egoísmo insano...vivemos para e em função de nós próprios, esquecendo que ao nosso lado há quem esteja a sofrer.
Quanto mais tentamos fugir da solidão mais enredados ficamos nela mas se pensarmos bem nunca estamos sós "mais que não fosse, pelo menos, tinha o Sol e a chuva...", esses companheiros que nos acompanham, ora isoladamente ora em parceria,no sequencial e ritmado tempo biológico.
Depois temos os "companheiros" aqueles que comem o pão conjuntamente com o outro, os "camaradas" que dormem no mesmo aposento do outro e os "colegas" aqueles que tem a mesma lei...isto no dizer do autor, o qual reafirma que por vezes há uma combinação entre eles...e dias há em que aparecem isoladamente e outros em que aparecem todos ao mesmo tempo.
Estou tramado, afinal quem será que me acompanhará de uma forma consistente naquilo que me vai restando do ciclo da vida?
Pois é Professor Agostinho "o homem é a coisa mais extraordinária que aparece no mundo, é o inesperado feito pessoa."...eu que o diga, o inesperado espera por mim e eu espero pelo inesperado, por isso sou humano e extraordinário, no amor, na dádiva, na partilha, no meu sofrimento e as excepções a isso confirmam a regra!
Mas... e quem será?
Sei lá...o tempo o dirá!!!

* Obrigado amiga pela partilha musical*

terça-feira, 19 de maio de 2015

"VAMOS FUGIR OS DOIS"

Aquele portentoso arbusto algo doente,
Naquela selva frenética onde emergem reveses,
Admirado que é por imensa gente
Sente-se triste e só nas suas atitudes corteses.

Atraído que foi nos acasos em que está envolvido
Por uma formosa e reluzente planta germinada,
Com quase menos duas décadas de vida
Por ela se encantou, suspira e vive fascinada!

Tantos são os lenhadores que por ali passam,
Naqueles singelos mas comuns recantos escolhidos
Que com olhares desconfiados nos arrasam
Perturbando a livre expressão dos  sentidos!

Assim se passam dias de cumplicidade,
Relatando angustiados a sua vulnerabilidade
Sem nunca saber o que virá depois.

Eis que num delicado sonho me acordas
E num fulminante relâmpago me transportas
Quando ao ouvido me dizes: "VAMOS FUGIR OS DOIS"

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ondas do Mar (II)

Ondas vão e ondas vem
Numa maré que me invade
será que direi a alguém
Que gosto de ti de verdade?

Ora plano, ora alteroso
Num ritmo sequencial
Molhares-me é o teu gozo
Nesse imenso areal!

Bem te tentas engodar
Chamando-me ao pé de ti
Gostavas de me afogar
Isso... já  eu percebi!

Conseguiste distrair-me
Quando falaste em duna
Fica aqui o meu queixume
Que ideia inoportuna!

Arrastas-me para o fundo
E eu que não sei nadar...
Levas-me para o teu mundo
Que são as ondas do mar!

Atiras-me de novo a terra
após alguns dias de uso!
Sabes que alguém me enterra
E acusar-te eu não ouso!

Em nada me transformei
Foi esse o teu julgamento...
Se soubesse o que hoje sei
Evitava o sofrimento!

Ondas do Mar (I)

                Olho para o horizonte...
Numa visão inquieta e deslumbrada
         Desafiado pela minha complexa imaginação!
A água mexe-se calmamente
             Serpenteando num vai e vem desgarrado.
    Deixo-me levar por ela
O nosso mar tem ondas de ilusão!
        Maravilhado transformo-me num amante
 A quem nada é permitido
     Restando-me tão só uma real confusão!

  Seria Ingrato se não dissesse
               Que em tuas ondas surfei
     Enfrentando a  fúria tenebrosa
         Daqueles que nunca amei!
  Ah! Ondas do Mar que stresse...
            Por vós perdidamente me apaixono
     Em vós surge o meu naufragar!
 Porquê? Porque me fazeis sofrer?
           Vós que afinal sois...as Ondas do Mar!
       Deixai-me ao menos Viver!