quinta-feira, 21 de junho de 2018

#silenciosperturbadores
Ei! Tu aí! 
Sim, Tu minha querida 
Que queres que te diga? 
Que a vida me castiga 
Numa espécie de tortura?
Não digo nada! 
Porque falar contigo 
É uma forma de entender 
Que tudo aquilo que não digo 
É o que me faz sobreviver!
Entendes! 
Assim calado me fico 
Por agora e para já 
Num silêncio cujo rito 
É sempre um breve até amanhã!
É! É a vida! 
A vida de um presente dorido 
Mas de consciência limpa e tranquila 
E de um amanhã que afinal é por todos desconhecido! 

(Aníbal Panza)
#bomdia

Abro os olhos no e em silêncio
É dia!
Voltou a calma que há muito não sentia!
É dia!
Passou a noite que me desfazia!
É dia!
Desvio o olhar para o calendário. Adeus primavera!
É dia!
Senti cá por dentro que chegou o verão!
É dia!
Sorrio e digo:
Bom dia!

(Aníbal Panza)

terça-feira, 19 de junho de 2018

#aespera

Será que algum dia a espera
Daquele que amando se definha
Se transformará num bem
Onde dois seres se reconhecem
E juntos para sempre assim ficam?

Pode que sim ou será não
A resposta dada a tal questão?
Que importa se agora é tarde
E a gélida morte se aproxima
De uma fogueira que apagada já não arde.

(Aníbal Panza)
#tempoaotempo

Maldito tempo que me revoltas
Numa espera angustiada
Sem qualquer compensação
Já que tudo fica por ti entregue
Nas mãos de alguém com coração
Mas despido do ardor de uma paixão.

Ferido no tempo eu fico
Como um pássaro preso  sem voar
Talvez que as penas incomodem
A liberdade de ao paraíso poder voltar .
Solto por isso as minhas lágrimas
Na esperança de me reencontrar.

(Aníbal Panza)

segunda-feira, 18 de junho de 2018

#onome

No teu nome vejo um poema
Que emerge do pantanal
E que sem te aperceberes
Transporta dentro de si uma energia brutal.
Contudo,
Só pela entropia se consegue
A mensuração sistémica
De tudo aquilo que nós somos.
Sim! O nome é simplesmente um adorno
Que nos foi um certo dia colocado,
Qual laço ou gravata com um nó
Ora perfeito,
Ora imperfeito,
Ora disparatado,
Ora absurdo.
Mas a vida é incomparavelmente
Uma maré de acasos e preferências
Por acaso,
Entre o adorno e a essência
prefiro sempre a tua essência.

(Aníbal Panza)

sábado, 16 de junho de 2018

#Porquê?

Porquê ?
Porquê tanta pergunta, porquê?
Se a resposta está à vista e assim se vê!

(Aníbal Panza)
#discursoentreamigos

Agora, neste simples encontro de amigos
Não quero deixar passar em  branco
A amargura, de alguns dos meus sentidos!

Consegui hoje chegar aqui
Através de uma dose de paixão
Tomara que o tempo me traga 
Asingela luz que abafe a escuridão.
Remando sempre inconstante
Indo à procura de uma paz
Não haverá portos sem abrigo
Auroras que não tragam amanhãs.

Mentiria se aqui calasse
As frustrações que carrego
Rasgam-se as minhas entranhas
Castigando o meu desejo
Impotente num simples concretizar
Abandonado e sem pernas para andar

Mas a vida traz inúmeras surpresas
Amor, amizade, alegria
Risos, encontros, desejos
Importante neste momento é discernir
Saídas para o futuro
Acompanhado algures por vocês.

Amanhã sendo outro dia
Nunca vos quero perder
Incrívelmente eu sinto
Beijando vossas faces de meninas
Agradáveis sensações de bem estar
Legitimando o meu dorido viver.

Perante este meu sentir
Apenas falta dizer
Obrigado minhas abenegadas amigas
Sois o sol da minha vida
E o fim  do meu sofrer

(Aníbal Panza)