terça-feira, 17 de julho de 2018

#quemsomosnós?

Há dias assim! Há dias! Há!
Contagiantes, emotivos, desafiantes.
As palavras são o que são
As pessoas são como são
Quem sou eu? Quem é a Lara?
Quem é a Márcia então?

Encontro aqui e ali
Respostas a tais perguntas!
Umas podem ser sonhos
Outras factos reais.
Chego a pensar que nós somos
Especiais... mas iguais aos normais!

A Lara, uma fada madrinha!
A Márcia, mítica Helena de Tróia
E nesta combinação retalhada de emoções
Vamos construindo a vida num mote
Qual castelo de Babel
Onde eu ressurgirei como Beemote.

Assim somos, assim seremos
Selvagens, afetuosos, empáticos
Um homem, duas amigas
Que no âmago da sua essência
De palavras se revestem
Se estimam com reverência.

(Aníbal Panza)

sábado, 14 de julho de 2018

#porquechoras?

"Porque choras Tu?"
A pergunta que te fiz
Quando me apercebi daquela lágrima
Que correu tristonha
Na serenidade do teu rosto!

Sim, porque choras?
Pelo ponto sem retorno
De uma vida formatada
E onde a traição pela calada
Remarca todas as horas!

Sim, porque choras?
Pela falta de coragem
De poderes dizer um não
Em vez da infelicidade de um sim
Que te parte o coração!

Vá lá! Não chores!
Porque nós ambos sabemos
Que chega já amanhã
O fim dessa desconcertante dor
Que dilacera o amor!

Chega! Sabes que estou aqui
Fico à espera de ti!
Não chores mais meu amor!

(Aníbal Panza)
#sem equívocos

Saí de casa sem rumo 
Naquela manhã chuvosa e fria 
Levando as malas bem cheias 
De um amor impossível! 
Não sei se exatas são as palavras 
Agora pronúnciadas. 
Porquê? Porque
O Amor sente-se e vive-se 
O Impossível é aquilo que nos parece 
Que nunca pode acontecer 
Mas que um dia acontece.
Chegado ao destino da viagem 
Cansado, cilindrado pelo desgaste 
De uma passada estonteante
Nada consigo mais dizer
Senão um simplório
"Gosto de ti" - pudera!
Que mais poderia
Do meu ser eu te dizer
Quando no brilho desafiante
De uma maravilhosa paisagem
O Amor é: - uma quimera!
(Aníbal Panza)

quinta-feira, 12 de julho de 2018


#caminhadas
Na incerteza de um tempo que teima em passar
Arrastando-me lenta e suavemente para o mar
Contemplo a mãe natureza que aprimorada se apresenta
Na companhia da esbelta filha que sem temor me acalenta.
Paira uma intimidade no ar que silenciosamente me arrepia
Numa onda de amizade que a todos docemente contagia.
Já com os pés na areia que nada tem de movediça
Admiro enternecido a expressão corporal que me enfeitiça
Inspiram- se por ali os aromas que em silêncio todos comem
Na compreensão absoluta de sensíveis palavras que se exprimem.
(Aníbal Panza)

terça-feira, 10 de julho de 2018

#novedejulho2018

A vida é poesia!
Alguém duvida?

Em modo de sonho
Sebastianico quanto baste
Numa manhã de nevoeiro
Surge o momento risonho
De um encontro primeiro.

A vida é poesia!
Alguém duvida?

Família poética esta
Fonsecas, Alves e Panza
Com diferentes dimensões
Como por aqui se atesta
No definir de inúmeras direções.

A vida é poesia!
Alguém duvida?

Na pureza da magia
De uma amizade sincera
Que só quem a vive sabe
Ficará na memória deste dia
O sabor do pecadinho do abade.

Sem dúvida!
Aconteceu poesia!

(Aníbal Panza)

segunda-feira, 9 de julho de 2018

#diário
Vou! 
Vou caminhando de um modo errante 
Em cada passo que dou em frente. 
Carrego comigo simplesmente a esperança 
Sempre envolta numa certa contradança.
Chego! 
Chego com facilidade onde não quero 
E nesse chegar sinto que desespero. 
Por milímetros há um sentir que de cego 
Não acalma todo o meu desassossego.
Fico! 
Fico como tinha que ficar 
Sem jeito à mercê de um esperar. 
Sei que nada tenho a reaprender 
Já que não é nenhum jogo de perder.
Vou! Chego! Fico! 
Que sina a minha que castigo! 
Ter que silenciar muito daquilo que persigo 
E com o qual na plenitude me identifico!
(Aníbal Panza) 

sexta-feira, 6 de julho de 2018


#ocadeadodachave
Fim de tarde
Bons momentos
Sempre de amor sedentos.
A chave que vai abrir
Um cadeado, cheio de diamantes
Está guardada num porvir
De uma dupla de amantes.
Fim da tarde
Bons momentos
Sempre de amor sedentos.
Marcados pelo ardor
Cimenta-se a relação.
Amanhã será sem dor
O amor que agora é... muito mais que uma paixão.
Fim da tarde
Bons momentos
Porque o amor! Esse? Não se sustenta em lamentos!
(Aníbal Panza)