domingo, 12 de agosto de 2018

#momentodeêxtase

Naquele dia decidi:
Porque não, meter os pés ao caminho!
Manhã cedo, numa frescura de aromas
Esperei por ti ao virar da esquina.
É aldeia!
Que paisagem selvagem e tão cheia!

Subidas, descidas
Curvas e contracurvas.
Um abraço sem nunca perder o compasso.
O reencontro num beijo
Pleno, completo, sentido e também observado
Por sardões naquele espaço.

Há espinhos no caminho
Há olhares que te confundem
Amor! O mar está ali
Esse sim, a olhar para ti
Calmo, angustiadamemte calmo
A contrastar com o teu frio nervosismo.

Aterrada e insegura
Deixas que,  por breves instantes
O momento se dilua intensamente
Num sufoco,
Convertido num vale de lágrimas
Onde até um intrigante drone flutua!

Mas o amor sempre impera
Mesmo na dor de uma espera
E é então que ali nos entregamos, agora e já
Nos nossos trémulos braços
Onde em êxtase nos sobrepomos ao medo
Como se não houvesse nunca um amanhã!

(Aníbal Panza)


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

#18.08.10.08.18
Porque há dias especiais 
E por demais desiguais 
E dentro desses dias 
Há Pessoas 
Que existem como que por magia 
Pois são ainda muito mais especiais 
Procuro então entender 
A relação na própria numerologia.
Pego no ano da colheita 
De mil novecentos e noventa 
Um vintage que sem dúvida 
Com o passar dos anos 
Tem um valor que aumenta 
Os seus sabores especiais 
E deleito-me... 
Com um dez e com um oito 
Que juntos aparentam dezoito 
Mas já retratam vinte e oito 
Na frescura dos aromas 
Que amamos cada vez mais.
É assim a natureza 
Que por obra, arte e amor dos pais 
Coloca em lugar de destaque 
Neste dia a Ana Teresa.
(Aníbal Panza)

domingo, 5 de agosto de 2018

#istoénosso
A cada dia que passa 
Aumenta o meu amor por ti
E a saudade não disfarça
Que o que nos une
É mais forte
E a todo o instante me leva
Sempre para dentro de ti.
Mal abras esses teus olhos
Os faróis da minha vida
Encontrarás de certeza
Estas palavras sinceras
Intensas de tão singelas
Quanto o é a tua beleza
Por te deliciares com elas.
Amo-te!
Que mais poderei dizer
Que mais poderei escrever
Já que dizendo escrevo
E escrevendo eu digo
Amor ❤️
Vem agora ter comigo
Nas quatro folhas de um trevo
Onde em cada uma descrevo
O amor, a amizade, o carinho e a partilha.
Sentes? Estou a sentir!
(Aníbal Panza)

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

#poemalúcido
"Aníbal" 
Nome feito palavra 
Palavra que bem descreve 
Essa amorosidade 
Pelo mundo, 
Pelas pessoas, 
Pela vida... 
Palavra doce e amiga 
Que deve ser soprada para todos lados. 
Amorosidade que falta 
Em muitos corações. 
Corações na liberdade do vento 
Vento esse vento que lhes toca. 
Espalhem-o por aí 
Que cuidarei disso por aqui. 
Assim, já seremos dois 
A animar a malta 
Numa vivência em que depois 
Só ama quem o entende 
Entende-o quem o amor 
Reconhece como um paraíso 
Vivenciado a dois!
(Aníbal Panza) 

terça-feira, 31 de julho de 2018

#paraquem

Para quem não sabe ler
Para quem lê o que escrevo
Mas ao ler nada fica a entender.
Para quem se incomoda,
Para quem julga as minhas publicações,
Para quem das suas novelas faz novelos
Para quem tem dores nos cotovelos,
Para quem ironicamente
Diz gostar de poetas
Mas tem atitudes patetas.
Para quem se preocupa
Com quem apareço nas fotos
Para quem faz das idades
Balizas e barreiras geracionais
Por pensar que somos todos iguais.
Para quem se mete na vida alheia
Quando tem a própria vida repleta de traições.
Aqui fica este meu escrito
Ajoelhem e com a mão na consciência
Rezem algumas orações...
Porque esgotei a paciência
Tenho dito! Repito, tenho dito!
É mesmo isso que está escrito!

(Aníbal Panza)

sábado, 28 de julho de 2018

#oquepodereidizer

Que mais poderei dizer
Para evitar sofrimento?

Querem os deuses ou não
Que permaneça em silêncio?
É forte a interrogação
Quando o coração nos trai
Porque há respostas que tardam
Na razão que nos retrai.

Que mais poderei dizer
Para evitar sofrimento?

Tudo é questão de tempo
No apelo dos desejos
A espera é um desconforto
Mas debita energias
Que se vão acumulando
Mesmo nas horas sombrias.

Que espécie de sofrimento
No dizer poderei ter?

(Aníbal Panza)

segunda-feira, 23 de julho de 2018

#festivais

Quando ao cair da noite
Numa suposta onda folclórica
Onde olhares e afetos se entrecruzam
Há igualmente seres errantes
Que cabisbaixos
Apesar dos acordes melodiosos
Arrastam dentro de si
Ideias de formatação fantasmagórica!

Batem-se palmas
Fazem-se fotos
Comentam-se pormenores mesquinhos
De tremenda e sarcástica infantilidade
Sem atender às almas
Friamente acantonadas
Por uma nova e religiosa vaga
Com tantos infiéis nos casais devotos.

Na companhia de muitas palavras
Insignificantes algumas
Portentosas e emotivas outras
Vou viajando no tempo
Num sentimento misto de dor e raiva
Segredado em horas loucas
Por amantes eternos
Numa relação fruto de um contratempo.

(Aníbal Panza)