sexta-feira, 15 de março de 2019

#inocencia

São tão inocentes os seres
Julgando-se tão possessivos
Que entre os deve e os haver
Deixam saldos negativos.

Cruel contabilidade essa
Para quem lhes cai na mão
Pois é com toda a pressa
Que são vítimas de traição!

Nessa relação impura
Há exceções tão amorosas
Onde a posse, é uma partilha sã

Por isso possui-me na tua imensa ternura
Encosta-me á parede de uma forma vigorosa
Beija-me como se não existisse amanhã!

(Aníbal Panza)
#??????

Porquê tanta interrogação
Se as respostas que são dadas
Podem ser interpretadas
Por tudo o que é sentido
Dentro de um coração.

Os porquês não têm sentido
Nem tão pouco explicação
Fica o corpo perdido
Num rumo indefinido
Entre o sentir e a razão.

Não me perguntes mais nada
Que a nada responderei
Amar sabe-o sempre quem ama
E no calor dessa chama
Só Deus sabe o que eu sei.

Se mil receios podes ter
De tudo aquilo que sentes
Naquilo que eu digo e escrevo
É para que o corpo perceba
Tudo o que quero dizer

(Aníbal Panza)
NÃO ME FALEM EM DIAS DE E DE E DE...

#AdãoeEvanaoestaonoparaíso?

Porque a história se repete
Sendo a mesma algo mítica.
Por linhas tortas se escreve
Uma repleta de mística.

Segredos que vão e vem
Incomparáveis, surreais
Uns que nos fazem bem
Outros que nos deixam aos "ais".

Que sina a de Adão e Eva
Na escolha da maçã
Quando até no verão já neva
Esfriando o melhor que há!

Deixa-se que no outono a serpente
Transforme num inferno o paraíso
E decididamente então hiberne
O tempo que o tempo ache preciso.

Uma questão de tempos
De decisões e de esperas
Onde os famigerados contratempos
Nascem entre as frágeis quimeras.

Logo, se quem espera desespera
Nesse conturbado movimento
Deixo que a formatada da serpente
Me leve com ela para sempre.
(Aníbal Panza)
GRATIDÃO é a palavra que me define hoje.
Agradeço a cada um de vocês a presença no dia do meu aniversário, da forma mais diversificada. Assim se fazem dias diferentes e vocês fizeram com que ele fosse efetivamente diferente. Muito Obrigado.
#luz

Tão longe e tão perto
Porque o sinto
Não te minto!

O teu brilho
Garanto
Que sempre me seduziu!

Mas a luz
Tão intensa
Quase cega quem a viu!

E eu, aqui
Transformei-me
Quando dela me apercebi!

Luz!
Luz da vida!
Luz que do amor recebi!

O caminho
Aberto está
E assim permanecerá!

Para ti
Para mim
Até onde a luz nos guiará!

(Aníbal Panza )
#AUTO POEMA

#agoraéaminhavez

A_ncorado que estou no pensamento
N_egligenciar o presente dia
I_ndicaria a todos os meus amigos
B_analização do passado e do presente
A_té quem sabe de um aqui e agora
L_acrimejado de amarguras.

N_ada melhor do que abrir novos horizontes
O_lhar em frente sem receio de arriscar
G_arantindo da melhor forma o ser-se feliz
U_tilizando estratégias que enfim sustentem
E_quilibradamente as relações humanas
I_nclinando-me grata, livre e humildemente.
R_umando sempre na incerteza do futuro
A_li e acolá com inevitáveis derrapagens.

F_alarei de mim enquanto me for permitido
E_logiando as pessoas que o merecem
R_eagindo crítica, coerente e firmemente
N_os momentos em que alguns seres
A_leivosamente permaneçam bisbilhoteiros.
N_aturalmente uns preconceituosos
D_esconhecedores do que são sentimentos
E_spelhando as suas imensas frustrações
S_em nunca saberem o que é amar e o amor!

P_orém, não se compadece do tempo a vida
A_fanosamente permutada por momentos
N_ovidades trazendo em muitos deles
Z_iguezagues fazendo em cada aniversário!
A_gora é a minha vez, na vida não há isentos!

(Aníbal Panza)
#Aníbalsário0603

Gosto de ser quem sou
Ainda que outros não queiram
Nem sempre estou como sou
Há coisas que se aligeiram!

Nisto do querer ou não querer
Tenho comigo um preceito
O que quero, desejo, vou e procuro
E o que não quero mas fico às vezes sujeito.

Porém, no caminho da vida
Quando próximo o dia do aniversário
De uma forma lenta ou rápida
Querer ou não querer é secundário.

Chegado hoje ao meu anibalsário
Não há quereres nem pensamentos levianos
E sem sebenta, manual ou formulário
Mantenho o meu coração cheio de planos.

(Aníbal Panza)
#vésperadeCarnaval

No silêncio da noite
A vida não pára
Há gentes na cama
Há gentes na estrada
E a minha vontade
Emergindo do nada
Fica bem exaltada!

Não há contratempos
O clima é perfeito
Esvaiu-se o frio
Ausentou-se o vento
De uma assentada
Sei que me levanto
Com a alma exultada!

Olho para o relógio
Ele dá-me um sinal
Com mil serpentinas
Colorido infernal
Volto a deitar-me por breves minutos
Pois hoje é a véspera
De mais um Carnaval!

(Anibal Panza)