quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Diz que disse!

Não sou eu que digo, quem o diz é o diz que disse!

Dizia-se:
"há mouro na costa"
Diz-se:
" há costa no rato"
Dizia-se:
"há seguro no PS"
Diz-se:
"há PS sem seguro"
Dizia-se:
"todos os caminhos vão dar ao rato"
Diz-se:
"Os ratos vão por todos os caminhos"
Dizia-se:
" não se deve trocar o seguro pelo incerto"
Diz-se:
" Trocou-se o seguro por  costa...certo?"
Dizia-se:
"Sócrates era o pior"
Diz-se:
" que temos o pior de sócrates"
Dizia-se:
"casa onde não há pão todos ralham ninguém tem razão"
Diz-se:
" casa onde não há pão todos ralham quem terá razão?"
...
...
Quando acabará o diz que disse?

terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Entrega ou ausência

Dizes entregares-te a mim...
juro que por vezes sinto isso.
Só que a ausência no fim
deixa-me a mente em reboliço!

Apaixonada convicta
de um amor movediço,
Deixas que tua  ausência
se afaste de um compromisso!

Por isso a dor de uma lâmina
que ao aproximar-se de ti...
Transforma a dor numa chama...
que te queima um alibi! 

Entregas-te sem te entregar
Na tua presente ausência,
Já nem consigo enxergar
Porquê tanta incongruência! 

sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Strip...

A minha alma está parva então não é que há pessoas interessadas em fazer um striptease às contas do primeiro ministro?
Era o que mais faltava!
Querem strips? Procurem os locais onde os possam ter e ver durante o  fim de semana!
Cuscos!

Pardais ou aves de rapina!

Pardais...frágeis animais
que nas searas colheis
sementes e vegetais,
Quero que vós saibais
que comigo conviveis!

O espantalho que ali está
serve para vos despistar
pois aquilo que colheis
custou muito a trabalhar!

Mas...pardais, são mais espécies
Como aqueles que governam,
são pardais que com falácias
nossas vidas nos infernam!

A esses bem gostaria 
de apertar-lhes o pescoço,
mas nunca os tragaria,
não dariam grande almoço! 

Ai como meu peito se aperta
e o coração se amofina.
De ver tantos a clamar
Pois sua vida é incerta
Com tais aves de rapina!

quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Esquecimento

O presente poema não é da minha autoria, dedico-o a um senhor que nestes últimos dias revelou um cruel e oportuno esquecimento...

Esquecimento



Esse de quem eu era e era meu,
Que foi um sonho e foi realidade,
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapareceu.

Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei... tateio sombras... que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!

Descem em mim poentes de Novembro...
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...

E desse que era eu meu já me não lembro...
Ah! a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos...!
(Florbela Espanca)

quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Dama da noite

Dama da noite!
Tão triste e tão só,
vagueias por locais pouco iluminados
à procura de pretensos namorados.
Dama da noite!
Da noite fria,
que fazes da tua vida,
uma esperança vazia.
Dama da noite!
Que castigas o teu corpo
com momentos de pretenso prazer...
Dos outros, 
de quem mais haveria de ser?
Dama da noite!
De aromas ébrios
e de alguma violência...
Porque te foi dada tal penitência?
Dama da noite!
Que o dia te ilumine,
na sua luz confortante
e faça sempre de ti
Uma Dama...
Com alma, com chama, com alegria
Uma Dama, 
mais sadia
que a luz do próprio dia!