quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Quero!

É a ti que eu quero!
Minha amiga e alegre companhia.
É a ti que eu odeio!
Solidão crescente e muito fria.
Quero estar aqui,
Quero amar em cada respirar!
Quero sentir o calor das tuas palavras,
Que afastam as minhas mágoas.
É a ti que eu quero!
Porque duvidas de mim?
Porque sabes do meu amor por mais alguém?
Mas...são amores que não vivi!
Amores pouco intensos,
Amores com mil lamentos,
Amores cheios de tormentos!
Quero! Agora quero-te a ti!
Porquê esse medo da partilha?
Vês o sol que enlaça tudo o que pode?
Tu és o meu sol, a minha luz,
Quero! De tanto querer eu sofro!
Vem! Vem até mim,
vem mesmo assim!
Estendo-te a palma da mão.
Quero! É a ti que eu quero!
Porque odeio a solidão!

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

SIGAM-ME! VENHAM ATÉ MIM! VENHAM ATÉ VIANA DO CASTELO





Sem mais palavras e depois de ouvirem este poema de Pedro Homem de Melo interpretado pela Amália:



SIGAM-ME! VENHAM ATÉ MIM! VENHAM ATÉ VIANA DO CASTELO


sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Florbela...Amar.

Florbela Espanca e o poema "Amar" retratam muito do que eu fui e sou, caminheiro desta vida muitas vezes errante. Por isso, muita gente não me compreendeu e de mim se perdeu. Houve quem se tivesse sentido enganado mas isso nunca aconteceu porque incompreendido era eu! O ser humano anda sempre numa constante procura de explicações que no final não lhe servem de nada, mas quer saber sempre os porquês, se ao menos aprendesse alguma coisa com isso. Os anos passam, as mágoas ficam tal como a saudade fica quando mais um amor se vai. Difícil de entender, nem sempre fácil de aceitar por isso me perdi vezes sem conta mas acabei sempre por me encontrar, porque nesta vida o meu papel é amar:

Amar!Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
























segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

Pura Nostalgia





Este post tem um mix de pura nostalgia com uma verdadeira paixão em reviver o passado.

Nada de lamechices, pois então!

Quem não passou os quarenta anos deve reter na lembrança que a vida é bonita para se viver e que, quando atingirem esta idade estarão ainda mais preparadas para viver e sentir a felicidade...

Quem já os passou, como eu,  fica apenas com uma triste lembrança a de ter desperdiçado momentos que não soube, não pôde ou não quis viver...mas, nada está perdido porque o decorrer dos anos trás-nos constantes desafios à nossa capacidade de saber viver...sendo uma pessoa ligada à reabilitação e tendo ao longo dos anos contribuído de alguma forma para que paraplégicos e tetraplégicos conseguissem amenizar e ultrapassar não só barreiras arquitectónicas mas também o pesadelo das barreiras da sexualidade, tenho hoje a imensa e profunda certeza que quando nos custa saber viver, quase tudo se consegue na vida desde que existam pessoas que se dispõe a partilhar connosco de forma plena a sua vida, afastando para bem longe a solidão e o sofrimento que se abate sobre nós.

Assim, viver é desfrutar, é partilhar, é incentivar, é renovar, é acreditar e tudo isto é AMAR!


sexta-feira, 8 de Agosto de 2014

Não parecia mas é verdade...

Aproveitei o dia de chuva e decidi contactar duas amigas para tomar um café ali para o lado das mimosas, saia o nome, aMeadella...já não nos encontrávamos faz alguns meses.
Atrasei-me um pouco por ser dia de feira na cidade e o trânsito ao contrário do habitual estava caótico.
Quando cheguei lá estavam a SL e  a AC, sempre lindas e sem que se notem o passar dos anos, pensei comigo que ser chefe destas duas senhoras é um privilégio e sermos verdadeiros amigos enche-nos de orgulho.
Desbobinados os momentos bons e menos bons, os momentos passados e actuais, continuamos todos de acordo e do mesmo lado da barricada...
Tudo me parecia bem mas como verdadeiros amigos afloramos e partilhamos pormenores de intimidade que só amigos assim são capazes...um arrepio percorreu-me o corpo com o que uma delas me reportou, nem tudo corre como se esperava na vida conjugal...depois de oito anos de namoro e cinco de casada fico perplexo quando sei que o seu companheiro chega a estar mais de uma semana sem comunicar com ela...chega a casa, trata dos filhos e ele, nem nada de ajudar, sempre embrenhado em actividades individuais até que a pobre chegue exausta à cama e ele continue absorto por outros ideais...
Pediu-me ajuda no sentido de saber que tipo de atitude deve tomar..fiquei a saber que já tentou ameaçar com a separação mas  a reação foi um pouco intempestiva...apodera-se dela o medo de comportamentos estranhos e a chorar confidencia-me "já não me ama, só pode"... aconselho-a tal como a outra colega a tentar encontrar uma solução alargada dentro do casal mas o seu "querido" não muge nem tuge apenas diz "separar não" porque vai parecer muito mal à sua familia...nunca pensei que tal viesse a acontecer a duas pessoas que pareciam amar-se mutuamente...vai acabar mal esta relação, é uma questão de tempo...

quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

Há dias assim...

Acabei de ler o "ser ou parecer" em "a Vez da Maria" e  não é que o tema mexeu comigo? Apoderaram-se de mim sentimentos de raiva e de revolta pelas injustiças que se praticam todos os dias nesta Lusitânia contemporânea, crimes financeiros, verdadeiros "atentados" políticos, violência doméstica interminável, homicídios, suícidios, acidentes de viação, corrupção, desonestidade intelectual quando querem fazer o povo parvo... "ser ou parecer!?

Estou farto e cansado de insinuações, dissimulações, deste teatro em que somos obrigados a viver e a conviver..."ser ou Parecer"?

Fiquem com "Cântico Negro" de José Régio porque no fundo era assim que eu gostava de ser todos os dias.

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.


Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

(José Régio)

Pois é meus amigos. Há dias assim...mas porque acabamos por ir por ali? Para ser ou para parecer?

Ah, vida cruel que me atraiçoas...
acenas-me com coisas boas...
Mas, deixas-me apenas as más
Sabes que não volto atrás!

Pedes-me que te acompanhe,
Evitas que eu te estranhe!
És uma encenadora nata
Mas tens dias és tão chata!

Ah, vida meio perdida
Que me deixas tão ferida!
Pudera eu mandar em ti
Vivia o que não vivi!

Para quê? Perguntas tu!
Deixando meu corpo nu...
Para que queres assim ser?
Para ser ou parecer?

Respostas não tas vou dar...
a sério! Deixaste-me a pensar!

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Voltei...

Voltei e ainda bem, deliciei-me com variadíssimos escritos blogóticos que por aqui foram sendo produzidos e debitados...
Voltei com esperança de vos ter aqui por perto...
Voltei com a recomendação de voltar onde volta e meia volto..mas trabalhar ainda está fora dos horizontes..
Tinha dito que na minha ausência muita coisa se ia passar...e passou-se:
- o prime minister  foi de férias para a manta rota...
- o moedas vai para comissário...
- o BdP transformou um banco em dois...
- "chumbaram" 1500 professores...
. o TC pronunciou-se e vai voltar a pronunciar-se sobre o mesmo de sempre...
- o vice PM trabalhou para alterar uma lei durante o Domingo...
-vi chegar ao Francisco Sá Carneiro os bicampeões europeus de andebol universitário da U Minho...
- o SLB está a habituar-se mal...
- houve confrontos entre os apoiantes e os anti-touradas...
. continua o morticínio na faixa Gaza e vão-se "produzindo" mais terroristas com tudo isso...
- fui "atraído" pelo geocaching...
- não me saíu o euromilhões...

E porque a vida é feita de tudo isso e muitas outras coisas deveras mais importantes sinto que estamos vivos.