domingo, 9 de fevereiro de 2020

#oteuser

Numa suave brisa
Chegou a mim
A essência do teu ser!
Envolto por ti
Embriagado nos teus perfumes
Deleitado pela meiguice do olhar
E pelas suaves carícias
Dessa tua pele de seda
Sobrevoei o paraíso
Onde em repouso permaneci.

Um verdadeiro Deus
Num encontro com a paz
Assim me senti
Demoradamente em ti
Partilhado e envolvido
Sabes que é possível
Descrever tudo o que sinto
Mas é absolutamente desnecessário
Porque por ti foi sentido

(Aníbal Panza)
#ausências

É nas ausências
Que tudo se ilumina!
São desejos
São vontades
Nesse imenso mar da vida
Onde os nossos pensamentos
Se distanciam velozmente
Das hediondas inverdades.

Ausências
Por vezes tão fatalistas
Nos princípios moralistas
Moldados em preconceitos.
A tudo isso resisto
E quem vê incongruências
No que acima descrevo
É porque nunca entendeu
Tudo aquilo que escrevo!

(Aníbal Panza)
#Tenho-te em mim

Lindo dia
Ao acordar
Sentir que a luz
Que me ilumina
Traz com ela o perfume
Que tanto me inebria.

Pura é a fantasia
Que a mim se associa
No respirar ofegante
Indutor de um tal momento
Sempre de amor sedento
Ao som da nossa melodia!

Mas o sonho é mesmo assim
Uma realidade ímpar
Onde o sentir que ser feliz
Quando de mim te afastas
Me permite dizer agora e sempre:
- "Tenho-te em mim!"

(Aníbal Panza)
#naosei

Não sei!
Juro que Não sei!
Mesmo que o soubesse
De nada me serviria!
Porque aquilo que tu és
Nunca ninguém mudaria!

Não sei!
Juro que não sei!
O que seria do coração
Se fosses como as lágrimas
Que caem desesperadas
Pelo rosto até ao chão!

Não sei!
Juro que não sei!
Porque me apaixonei
Num olhar e num abraço
E nesta simples poesia
Deles não me desfaço!

(Aníbal Panza- Janeiro 2019)
#naosecompreende

Sono
Cansaço
Hormonas
Palavras meio em surdina
Tudo se compreende
Quando o amor aproxima!

Raiva
Disparates
Nervoso
Num ritmo que alucina
E nada mais se compreende
Porque a luz se elimina!

Sei que não se compreende
O que se escreve
Ouve ou lê
Nesta espécie de poema
Nem mesmo eu sei porquê!

(Aníbal Panza)


#diaum

Seria o primeiro dia
De muitos outros como este.
Mas não há dois dias iguais
Nem sequer nas páginas
Do mais vulgar dos jornais!

Dia solarengo e apelativo
Mas onde nada me importa
Muito menos o que eu digo
Seria até o menor castigo
Se me ocorresse fugir daqui contigo!

Enquanto uns apenas comem
Outros dormem na fila da vida
E eu espero entre dois dedos de conversa!

É o dia um, de um dia de cada vez.
Será este o sentido que darei á minha vida!
Sei que assim a mente não se dispersa!

(Aníbal Panza)
#passodedança

De mãos dadas
Enlaçadas
Rodopiaram os corpos
Num ritmo propositado
Ajustado
E um falar sussurrado!

Meia volta
Volta e meia
Uma fuga ao compasso
Um tropeço
Um amasso por me amares
Na languidez dos olhares!

Nos meus braços
Não te perdes
Nem te molestam queixumes
E é assim que avança
A nossa vida
Na calma, com alma
Num suave passo de dança!

(Aníbal Panza)