segunda-feira, 18 de junho de 2018

#onome

No teu nome vejo um poema
Que emerge do pantanal
E que sem te aperceberes
Transporta dentro de si uma energia brutal.
Contudo,
Só pela entropia se consegue
A mensuração sistémica
De tudo aquilo que nós somos.
Sim! O nome é simplesmente um adorno
Que nos foi um certo dia colocado,
Qual laço ou gravata com um nó
Ora perfeito,
Ora imperfeito,
Ora disparatado,
Ora absurdo.
Mas a vida é incomparavelmente
Uma maré de acasos e preferências
Por acaso,
Entre o adorno e a essência
prefiro sempre a tua essência.

(Aníbal Panza)

sábado, 16 de junho de 2018

#Porquê?

Porquê ?
Porquê tanta pergunta, porquê?
Se a resposta está à vista e assim se vê!

(Aníbal Panza)
#discursoentreamigos

Agora, neste simples encontro de amigos
Não quero deixar passar em  branco
A amargura, de alguns dos meus sentidos!

Consegui hoje chegar aqui
Através de uma dose de paixão
Tomara que o tempo me traga 
Asingela luz que abafe a escuridão.
Remando sempre inconstante
Indo à procura de uma paz
Não haverá portos sem abrigo
Auroras que não tragam amanhãs.

Mentiria se aqui calasse
As frustrações que carrego
Rasgam-se as minhas entranhas
Castigando o meu desejo
Impotente num simples concretizar
Abandonado e sem pernas para andar

Mas a vida traz inúmeras surpresas
Amor, amizade, alegria
Risos, encontros, desejos
Importante neste momento é discernir
Saídas para o futuro
Acompanhado algures por vocês.

Amanhã sendo outro dia
Nunca vos quero perder
Incrívelmente eu sinto
Beijando vossas faces de meninas
Agradáveis sensações de bem estar
Legitimando o meu dorido viver.

Perante este meu sentir
Apenas falta dizer
Obrigado minhas abenegadas amigas
Sois o sol da minha vida
E o fim  do meu sofrer

(Aníbal Panza)

terça-feira, 12 de junho de 2018

#aplausos
Quando me batem palmas 
Por um simples comentário 
Ponho os neurónios nas calmas 
Viro a ideia ao contrário 
E já de olhos fechados 
Agradeço ao emissário. 
Obrigado.
(Mariavaicomasoutras)
#Abelaeomonstro
Amanhece o dia sem pressas 
Na frescura das flores 
Sente-se a humidade de uma noite 
Fria, melancólica e desprotegida 
Por uma vida de promessas.
Paira um aroma virginal no ar 
De uma vistosa e jovem rosa 
Entre uma ou outra espalhafatosa 
Que duvidando da mão que a irá colher 
Da conversa é tenazmente temerosa.
E então se escusa a enfrentar o monstro 
Que usa e abusa do argumento 
Para do mundo não ter receio.
Vem! Perde o prejudicial medo que é teu 
Pois que o monstro não é um Romeu 
Apenas tem seu coração partido ao meio.
(Mariavaicomasoutras) 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

#sonhos
Que energia me invade 
Seja de noite ou de dia 
Numa estranha melodia 
Que não condiz com a idade.
São sonhos diz o além 
Que nos transportam ao céu 
Onde coberto por um véu 
Está tudo o que nos faz bem.
Sonhos que despertam para a vida 
São os sonhos numa imagem 
Feita uma imagem de sonho 
Que curam a maior ferida!
(Aníbal Panza) 

sábado, 9 de junho de 2018

#EutanásiaeamortedaMaria

Esta Maria que aqui vedes
A sofrer porque está viva
Caminhando atrás da Luz
Deixa que seja a dor
A determinar o caminho
Que ao mais incerto a conduz.

Se com deslumbramento ela vai
Quase sempre magoada
E com outros ela vem...
É porque ao longo da estrada
Teve a vida amargurada
E sofreu com mais alguém

Mas os tempos vão mudando
Ainda bem que assim é
Deixando entrar a controvérsia
Pois ao querer morrer de pé
Numa opção que é a sua
Chama a si a voluntária eutanásia.

Tomo decisões como há poucas
De assumir uma outra dor
Por tudo aquilo que escrevi
E a Mariavaicomasoutras
Num humilde ato de Amor
Diz ADEUS e MORRE aqui.

(Aníbal Panza)