quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

O teu sorriso



Maldita sejas maldade, infame.
Destruíste esse sorriso?
Que o meu olhar se inflame
E perca de todo o meu juízo!

Cara redonda, cabelos caídos
Olhar estonteante e lacrimejante
Lábios ardentes rasgados
Num sorrir de presença inconstante...

Assim eras, assim te conheci
Roliça, imensamente pura no trato
Numa troca de olhares eu sorri
Como quem sela um contrato!

A maldade rude dos incompetentes
Afastou-te de nós todos sem piedade
Sei que tudo o que agora sentes
É um pujante desejo da verdade!

Acredita em mim apesar do fim
Faz do que te digo um abrigo
Sorrir é voar, viver e dizer enfim
Que sem ele sofro imenso castigo!

Porque um sonho assim não termina
Mesmo quando a morte me chama
Na minha confusa mente germina
Semente que por ti ansiosamente clama

Sou um guerreiro de nascença
Luto pelo que desejo e preciso
Com a minha força eu vença
trazendo de volta o teu brilhante sorriso!

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Às Vezes

Às vezes...







 ..."Quando tiveres uma lágrima de tristeza, parte-a ao meio. Dá-me metade e chorarei contigo. Quando eu tiver um sorriso, dou-to inteiro para te ver feliz" (AD)

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Patologia

"Patologia" (Friedrich Nietzsche)

 A objeção, o desvio, a desconfiança alegre, a vontade de troçar são sinais de saúde: tudo o que é absoluto pertence à patologia. (http://www.mensagenscomamor.com/frases_de_friedrich_nietzsche.htm#ixzz3IloF2dLq)

Face a uma verdade absoluta que é : "Já se passaram quase 12 meses de ausência ao local de trabalho", concluo que :"estou perante um estado patológico",
portanto, vamos lá dar sinais de saúde: 







quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Menina da rádio ou um poeta ridículo?

Bela música, esta que tu me dás,
Aquele interesse interessante
que procuro todas as manhãs.
Interesse que ambos temos 
E por isso aqui vivemos!
Livres, sem rodeios nem colcheias
Numa pauta de breve a semi breve
Com claves de sol ou mesmo de fá-me rir!
É musico quem assim escreve
Sendo que a musa és tu...
Passeando os meus sentidos
Em mil jardins floridos...
Onde o meu coração se perdeu
Porque Maria sou eu!
E entre duvidas nos afectos
Escrevo o que sou em concreto!
Porque quem fica na história da gente
São pequenas coisas do presente!
Ah como gosto de te ouvir
A ti, menina da rádio falante,
aqui e em qualquer lugar que existe!
Mesmo que seja distante!
Mas, escrever é mais fácil que falar
Lembrarás isso nos "entas"
Sempre que te sentires feliz...
Só pra me dizer inventas
e pensas o que não se diz!
A avó gosta de ti assim!
E, na coceira das pulgas que a picam
a tua fala nunca tem um fim.
Quando do profundo, a raiva 
me pede para que o mundo 
triste e rude não existisse 
passas a melodia "so beautiful"
esqueço tudo o que disse!
Sinto que és vertical,
Mulher flor mas muito mais flor mulher!
Parece que estou na lua 
ou na planície alentejana
Menina da rádio que voz a tua
todos os dias da semana!
Nesta panóplia a escrever
Nada e tudo que me dá gana,
Tal e qual um feliz duende,
Faço o que ás vezes me apetece
Deito-me e ouço-te comigo na cama!
Aí, mil e um delitos se tecem
pequenos mas renovados
onde tudo o que acontece 
é para adultos isolados!
Passas a publicidade...
As coisas são como São
Regressas só com verdades
e temas para reflexão...
Agarro meu xaile de seda 
abro a janela para o jardim.
Enquanto o computador carrega
meu inspirar não te fim...
Volto a ouvir-te falar 
como ao ouvido se segreda.
Perco-me em ti e por ti
incapaz de me ausentar
Quase tudo na vida eu adio
ficando preso onde não há fios,
Menos a conversa amena 
Onde aos teus convidados
Nas perguntas mais serenas
tu és levada da breca!
Assim és tu, menina da rádio
Com trapos de uma boneca
Recrias qualquer discoteca
Por isso, não ter interesse, que me interessa!
Não sou pessoa importante,
Mas considero-me interessante!
Tu dirás desta inferência
Se está presente a inteligência....
Ou, se num disparate afinal,
Temos presente um versículo
que no vigor da redundância
faz de mim um poeta tão ridículo!