quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS


Aparentemente tenho andado alheado de um "determinado" mundo que me proporcionava momentos de descontracção e descompressão do quotidiano...não me encontram por estes lados mas estou sempre aqui, apenas e só de passagem...
Porquê? Porque sinto que não posso nem devo alhear-me da dureza da vida real, a que nos desgasta e atraiçoa, a vida das injustiças e crueldades...é essa a que me dedico de corpo e alma!
Sofrer é compreender que a vida tem um lado bom...o do não sofrimento!
Adoro-vos a todos(as) pois sois os poemas da minha vida, já que o romance ora cómico ora trágico é a prosa que eu construo para mim!
Para vocês todos(as) o meu desejo sincero de um BOM NATAL e de um 2013 diferente dos anteriores mas para melhor...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Marcha no Burgo


Passos nos Paços perdidos
São Paços com perdidos passos …
Tanto passo em curto espaço
Tanto espaço pró compasso.
Compassado é o meu passo
Num paço que é o meu espaço.
Passarei no paço…
Passando nele passo a passo.
Senhores por quem me tomais?
Um cumpridor de impostores?
Que são uns falsos doutores?
Não!eu sou como o aço,
De que é feito o meu compasso
E  ao rodopiar trespasso
Com o mais subtil passo,
Quem se meter no meu paço.
Parando assim um compasso
E libertando o meu espaço…

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Para quê?

Para quê gastar graveto nas eleições?
Para quê um governo nacional se demonstra uma incompetencia na gestão dos nossos destinos pois não consegue governar com ideias próprias?
Para quê tanto e de tantos o sacrificio se o lucro só vai ser para muito poucos?
Para quê?


Não sabem?


Para nos motivarem para a revolta e para a luta!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ingnorantes...

Isso mesmo só bejo ingnorantes..
Bos garanto quenum passabas no primeiro ano do crusso na minha facurdade...
punhabos a comere relbas e outras graminias todo o ano...
Contra a TSU...bós sabendes o quisso é?
Ingnorantes inde trabalhare qué cu país preciza...
Inscrebo palabras inrradas e que quererndes ó Broges qué um adiantado mentale num andoue na minha inscola...ai sandasse!
bos agaranto que os mracelos e outros pangaios falantes sandassem na minha inscola num criam amigos cumo o paços cuelho no desgoberno proque a meu bere a ingnorancia xega a todo o lado!

bora lá bere o futrebol na tbi sucalha o benfica fica maul mas quessaliche cu pais tá bem piore...
num me abenham cum criticas pro causa desta pelingrafia é queu inda tinha insperança numas nobas umportunidades mas ó que bejo essas são sempre pros mesmos e no finaul o ingnorante bou sempre eue ...
Cagande injustissa...( pós senhores profes, adigum-me ca num aperceberam o quinscrevi...hora, insinassem-me milhore catano...e olha caté escrubi poucos palabroins!)

Sabem camais...INGNORANTES!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CITAÇÕES…


Cheguei a casa, ao fim do dia de trabalho,
Premi o botão do comando da TV.
Numa demonstração do produto nacional
Trespassam os meus tímpanos perfurados
Um chorrilho de palavras populares.
Olho para o ecrã “ eu quero ver”
É o canal 10 da MEO nos segredos de uma casa
 Onde pontificam o ca#$%&?, o foD”#-$#
E outras tantas que eu também digo
Quando a pureza do momento me desinibe…
Divido o 10 em duas partes e saem
Encrespadas  no 5 as noticias do dia.
Não, não estava a ouvir bem!
Botão  ««« nas potencialidades do comando premido
Porque o “prima” está na moda interativa!
“Há ventos favoráveis a soprar nas nossas velas”
Pasmei, corei, respirei e aterrei…
Estou no meu país, no país dos Magalhães
Onde um primeiro ministro acaba de citar Camões!
Logo percebi que fica bem procurar nos Lusíadas
As frases que nos agradam quando lido aos nacos
No entanto, como sei que Camões foi frete
Para muita gente que em vão promete,
Para políticos com licenciaturas creditados!
Pois que  há minha honrada e nobre mente
Me assolam os versos cantados humildemente…
Revisito Camões dissipando as minhas dores
Afastado das ilhas dos amores,
De ninfas e ninfetas povoados,
Tão perto de um Portugal onde os fados são cantados…
Espero assim que os ministros na europa afamados
Percebam que o canto VIII tem estes versos plantados:
(a amargura do dinheiro)

“ este rende munidas fortalezas;
Faz traidores e falsos os amigos;
Este a mais nobres faz fazer vilezas;
E entrega capitães aos inimigos;
Este corrompe virginais purezas,
Sem temer de honra ou fama alguns perigos;
Este deprava às vezes as ciências,
Os juízos cegando e as consciências;

Este interpreta mais que sutilmente
Os textos; este faz e desfaz leis;
Este causa os perjúrios entre a gente
E mil vezes tiranos torna os reis;
…………….(Camões, Os Lusíadas, Canto VIII:98/99)

Sabem que mais?
Este era o mundo de Luis Vaz de Camões,
Diferente do de hoje?
Nem por isso!
Desligo a TV e vou à luta!
Porque os ventos sopram desfavoráveis nas minhas velas
Lembrando ao meu primeiro ministro
que o nobre povo não são caravelas
são pessoas que usam a rosa dos ventos
Para combater os mostrengos que nos atemorizam
no cabo da Boa Esperança....

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sabores - SANTOS PERCURSOS


Tantos santos e tão crentes
Fizeram milagres até…
Seus nomes não correspondem
Aos homens que hoje os usam.
Rumando por ruas tortas
Onde as Portas dos Santos
Dão imagens bem airosas,
Ao lado de bancarrotas
E abismos infindáveis
Com oásis cor de rosa.
Santíssimos santos que andais
Em caminhos perigosos
Cheiinhos de canibais
E mostrengos tenebrosos…
O S. Pedro era careca
Mas tinha pele de Coelho
Com Passos largos esticou-se
Dizem que por ser fedelho.
Sr dos Passos nos livre
De aprendizes teimosos…
Vejam que o Santo António,
Casamenteiro que é
Afasta-se do demónio
Escuda-se no S. José…
Nisto de santos famosos
Que nos livram do escuro.
Será que o santo caminho,
Já existe?
E é Seguro?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A minha Banda...

Claro que desculpo todos aqueles que me desconhecem por não saberem que a minha banda existe....
Vá lá, gostos não se discutem e enquanto decorre o conselho de estado, ouçam:
http://www.youtube.com/watch?v=vsc_ciJbFD8&feature=related

ou então:

http://www.youtube.com/watch?v=iw8nVo8ECZ4



porque esta não sou eu:

http://www.youtube.com/watch?v=SNlfe5QVtFs


Bolas, algo se passa de estranho comigo...ando entroikada mas :

http://www.youtube.com/watch?v=Irswot5ZhDM


não, não vou chorar por chorar, vou chorar a rir:

http://www.youtube.com/watch?v=aLtPsb5Nw1c

e já está...bom fim de semana.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O meu estado...


Quem conhece esta Maria
Que aqui descreve o sentir
Sabe que a vida diária
É pôr alguém a sorrir!

Nem sempre isso é possível
Pois sente-se uma impotente
Quando as lágrimas deslizam
No rosto de pobre gente!

No sofrimento dos outros
Procura deixar conforto
Encontrando-o nos escombros
Quando a vida deu pró torto.

Mas ela também precisa
De apoio e compreensão
Por isso fica possessa
Com o rumo da nação!

Como quem não quer a coisa
Procura forças no Palma.
E brincando com o fogo,
Melhora o seu estado de alma!


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sabores -Pergunta: E a COLIGAÇÂO?


Coligação, isso é bom?
Diz-se que perguntar não ofende
Mas a resposta, essa ninguém a entende!
Diz-se que quem pergunta quer saber
Mas quem responde, diz nada ao responder!
Se me perguntas, havia? Havia.
Se me perguntas, ia? Ia.
Se me perguntas, tinhas? Tinha.
Se me perguntas, dás-me? Respondo não.
Parem de perguntar, respostas não quero dar!
E a coligação? Isso é bom?
Na certeza da pergunta,
A incerteza da resposta.
Que farsa se disfarça na pergunta
Que disfarçada farsa poderá ser a resposta!
E na resposta à pergunta
Que desta forma foi posta,
Diga-me quem souber
Para que serve,
E a  que sabe tal bosta?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ontem, hoje e nunca.


Ontem o fogo, o dilúvio e o caos.
Hoje a cinza, a lama e o purgatório
E o nunca? O que será?
Talvez o amanhã!
Ontem nasceste…
Hoje vives como adulto.
Nunca…
Pode ser o amanhã, futuro de pouca sorte!
Ontem pobre e honesto
Hoje remediado e modesto
Nunca…
Pode ser o amanhã, um futuro sem futuro!
Ontem o choro e o grito
Hoje a lágrima do aflito
Nunca…
Talvez o amanhã, um futuro maldito!
Ontem corpo ausente desejado
Hoje, corpo presente e velado
Nunca…
Talvez o amanhã, corpo ressuscitado!
Porque ontem… foi passado.
Porque hoje… é o presente.
Porque nunca…
Talvez o amanhã, um futuro sem resposta!
Ontem fui!
Hoje sou!
E amanhã?
Talvez...
Nunca! 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sabores - CONTENDA


Sei que vou mas lá não chego.
Sei que estou e não me encontro.
E ao esperar desespero.
Ao começar pelo fim,
Quando perco o que tenho
e encontro o que desdenho.
Esquecendo aquilo que sei
Amando quem nunca amei.
E nestas voltas trocadas,
Apenas digo palavras
Que perdidas são achadas!
Quando a noite se faz dia
E o medo é valentia!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sabores – O NÃO E O SIM


Não, três vezes não!
Não ao amor cego que tudo prejudica.
Não a esse ciúme manifestado por queixume.
Não á injustiça fomentada pela cobiça.
Não, três vezes não!
Não à solidão porque me repeles.
Não à contenção na exclusividade da tua razão.
Não à presunção que basta querer para tudo ter.
O não tem estes saberes,
O não tem estes dizeres,
O não tem este sabor…
Um sabor a dissabor!
Quem nunca provou coisa assim?
Quando ouviu de alguém um nim?
E há quem responda assim!
Por isso, prefiro um não verdadeiro
E o sabor que provoca,
À falsidade de um sim
Que nos amarga na boca!
Sabores desses eu recuso
Pondo a língua no palato
Nasalando o meu NAAÕO.
Porque o sim cheira-me a farsa
Onde o divórcio é o fim!
Na pureza do fonema,
Que cada um de vos prove
e comprove…
O sabor deste dilema!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Romeus e Julietas à portuguesa!

Ando um pouco desvairada, decididamente não percebo nada de "Amor"...nem de "Paixão"
Será que com tanto incentivo à leitura os Tugas não entenderam a vertente da história Shakespeariana ou será que (como dizem uns artistas) querem ir além da Troika?
O problema é que até eu tenho medo do futuro!
Porquê?
Por isto!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

I'ME HERE

Voltei...
para este mundo...

"Só entende o valor do silêncio quem tem necessidade de calar para não ferir alguém" (Rousseau)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Sabores - VIAGEM

mesmo de férias não resisto...
Para as minhas amigas, aqui fica:




Viajo no tempo dando azo a um lamento.
Viajo no espaço e abraço o momento.
Tempo e espaço é tudo o que eu preciso,
 No pretexto da viagem.
Quem eu amo, é a bagagem que carrego com orgulho!
Quem me ama diz que é leve,
Para os falsos sou entulho, a degradar a paisagem!
Viajando num contexto,
Num espaço delimitado pelo tempo que ela dura!
SUUUrisos, Verdes, Selvagens…
Maresias, com sentimentos perdidos…
Aias, procurando a terra de um nunca…
Caracoletas, pachorrentas…
Em que o d’ont disturb me again
Me aproxima da São que é alguém…
Xoxos, entre saias de um qualquer patifório…
É esta a viagem.
É esta a imagem.
Com ida e volta emergente
Mas que me deixa contente!
No espaço e no tempo precisos
No tempo e no espaço que preciso
No lamento de um momento conciso
 Que constrói o espaço e tempo deste abraço.

Para mais tarde recordar...

O que segue não é da minha autoria mas foi partilhado comigo...encontrei-o enquanto procedia a arrumações de fundo e para mais tarde recordar... porque sei que se ia perder, aqui fica:



Vestiu-se de bata branca
e foi tão branca a brancura
Que se tornou pomba mansa
Solta no céu da ternura.

Vinda de um voo de amor
Por sobre os campos da dor
Foi ferida no caminho
e agora está num cantinho.
Essa pomba branca e bela
Rodeada do carinho
doutras pombas como ela.

Pombas da dor e da vida
Donas do céu e do mar
Fazei com que a pomba ferida
Volte depressa a voar.
                               (autora Graça Pereira)

que mereceu o seguinte comentário :


E nós os pombos mansinhos
Que não entramos nos versos
Ficamos chatiadinhos
Pelas pombas, submersos!

Já que por esquecimento
Se não lembraram de nós
Há uma greve no pombal...
- Oh  Pombas, trabalhem sós.
                                        (poeta de serviço A Amorim)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

...Memorandum...

Lamentavelmente, fui obrigada a interromper ferias...
Lamentavelmente, fui obrigada a ler o que não queria...
Lamentavelmente, isto são coisas sérias...
Lamentavelmente, isto não é poesia!

23... é o número
23... é a lei
23... é a terceira
23... é alteração de Lei!

A 7/2009 é de 12 de Fevereiro
A 105/2009  de 14 de Setembro
A 53/2011 é de 14 de Outubro e
A 23/2012 não rima mas é de 25 de Junho!

Código...
Código do...
Código do trabalho...

Gloriosamente, este país fica melhor com menos feriados...
Gloriosamente, este país vai aumentar a produtividade...
Gloriosamente, este pais aumenta a competitividade...
Gloriosamente, este país agradece a honrosos deputados!

Morri...porque li!
Morri...por aqui!

O que mais admiro?
Os ultimos números de muitos artigos : "constitui contraordenação...a violação..."




terça-feira, 31 de julho de 2012

La mala costumbre!

Neste período de férias tive o gosto e até o prazer de reencontrar a Maria, a outra, diferente de mim até na nacionalidade porque é espanhola, a Carmen, ou Carmencita para os mais íntimos...
A curiosidade deste assunto é que falamos largamente sobre a "mala Costumbre" que o ser humano tem de colocar obstáculos nas relações interpessoais.
Somos verdadeiras Marias e Maneis que se desgastam a dificultar a própria vida esquecendo-nos do importante.
O pretexto para ouvir e compreender uma outra Espanhola, Pastora Soler..

Hoy vos lo daria todo...!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

De férias...Escapadinha.

Honrosa a tua visita
em tarde de nevoeiro.
Aconteceu escapadinha
na conversa tua e minha,
No antro do timoneiro.
Teve um pecado...foi curta!
mas ficou a garantia de uma nova visitinha.
Falar de estudos e exames...
De contratos...de trabalho...
Da chulice e dos vexames...
Onde só resta uma ideia,
Mandar tudo pro... #aralho!
Falou-se de tudo um pouco,
era essa a intenção.
Foi tudo tão natural
 e por isso foi tão bom!
Voltados um para o outro,
Num frente a frente soberbo,
Despedi-me com dois beijos
Em teu rosto respeitado,
pois não sou nenhum estafermo!
"Porta-te bem" é o chavão
De alguém que te admira
No fundo do coração!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Sabores - FÉRIAS


Vou de férias, não sei quando volto ou se chegarei a voltar.

Passarei muito do meu tempo aqui
Repousarei nesta
Lambuzar-me-ei nestes
Não faltarei a  estas
E porque não uma escapadinha até ao reino?
Tudo o resto serão acontecimentos ocasionais

“ O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós fazemos do que os outros fizeram de nós” (Jean-Paul Sartre)

Sabores - Agre (IN)CULTURA


Nasci…

No tempo me cultivei.
No meio de tanta mistura
Com sabores que só eu sei.
No complexo da cultura
Entre cursos e percursos
Em Mulher me transformei!

Ouvi muita teoria,
Dei a mão à palmatória,
Das línguas à Filosofia
Da Matemática à História.
Nos regentes, Mestres vi!
De Profes guardo a memória!
Mas também eu conheci
Fraquinhos da cachimónia.

De boa aluna a retida,
Por vários tipos de faltas,
Do saber ou de ir às aulas.
Sempre fui “a divertida”.
Foi intenso o prazer,
Saboreei o futuro,
Do sabor desta cultura,
Nunca crescida no escuro.

Semeada no estudar,
E  muito eu produzia
No esforço de decorar
No jeito de copiar!
Ai os sabores que eu guardo
Com carinho e com amor!
Atraiçoa-me a idade,
Por isso eu já esqueci
O sabor de algum estupor!

Hoje…Tudo é diferente!

Na riqueza de Bolonha
Proliferam uns sabores
Que ao povo metem vergonha…
E sem tempo p’ra cultura
Colhe-se licenciatura…
Não é preciso semear
Basta a semente creditar…

Por isso vou rejeitar
Esta lusa..
Acre…
 e triste…
 (in)Cultura!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A(na)lfabeto de um (des)conhecido


Depois de uma leitura esforçada (na tradução) do livro Berrington Day. Being the Musings ... of a Broken-legged Patient at the County Hospital, Shropshire. Escrito por A. C. Hawkins em 1935, que relata o observado/vivido e sentido durante o internamento devido a um acidente em que fracturou uma perna...um dos capítulos é o “alphaberrington”, decido fazer uma catarse e aqui fica o meu A(na)lfabeto de um (des)conhecido

A de Álcool
Que arde mas desinfecta,
Quando a pele não está suja e a bactéria é discreta…
A, de Algália, a atrevida, digamos que intrometida,
Vai libertando a bexiga da urina aí contida.
A de Anca
Ao ver-te do lado de fora, que figurona és.
Moldadas minhas mãos ficam ao percorrer tuas linhas
Esbugalham-se os meus olhos pensando nas entrelinhas
Tantos trais, sua aldrabona,
 No interior não tens pose
Ao grudares-te numa artrose progrides para anquilose.
Manténs-te em adução
 Cansada de abduções,
Ao levares com uma prótese arriscas-te a luxações.
Com a idade vais traindo
 Muito mais no feminino,
Fraturas teu colo faminto…d’um cálcio que foi perdido
B, de Bata em todo o corpo vestida
Reveste todos os corpos …traz muita coisa escondida.
De Bisturi porque não… incisivo como é
Onde passa deixa marcas
Se não está em boa mão.
B de braços que se abraçam
Em momentos de conforto
B de Braços que se afagam
Quando dois corpos se amam
B de Braços que disputam
No desporto quando lutam.
C ,de coração
Que passa o tempo a bater
Quando pára, é um corre-corre
Deixando a escolha à razão…
Reanima-se ou não!
C de Crânio, caixa dura,
 Inteligências tu guardas
Em cinzenta massa mole…
Tão mole, que até arrepia!
Se te atinge a trombose ou te comprime a hemorragia!
É o acidente vascular,
… pretexto p’ra te trepanar!
 Tu um Esquecido?
 Não queres ser!
 Mas permites um abuso,
Quando deixas penetrar …. o Alzheimer esse intruso!
Ah! Meu crânio esburacado, no teu ouvir, olhar, cheirar
E na boca apaladado …
Pena que o aí penetrado também seja vomitado…
D, de dúvida no diagnóstico
Entre um é e um pode ser
O ser pode morrer…quase sempre sem o querer!
D, de dor sinal vital.
Mesmo no baixo da escala é porque algo está mal.
De Doutor! …faça o favor.
Que é doença em Portugal!
D de dedos, Contados de um a dez,
Nas mãos ligados a carpos e a tarsos se nos pés.
Cumprimentam-se os primeiros
 Os outros dão pontapés.
Podem contar-se mais dedos …Cuidado, isso é um revés
Chega a mostarda ao nariz
Se um dedo está a mais, pode ser o do pé…nis!
Quando meus dedos eu cruzo,
 Nos teus dedos meu amor,
Deixamos que em nós se troquem tácteis doses de calor!
E, de enfermeiros, seres que entram em nossas vidas
Prevenindo nos primários
Cuidando na fase aguda…
Seres humanos afinal, mas no trato…
 nem tudo é igual.
E de Esófago, Onde passa o que se ingere
Com o álcool te inflamas e a motilidade perdes.
Nesse teu perder engasgas…
E disfagia… é uma grande agonia.
E, de Esqueleto
 Tão perverso, sempre com frente e verso
Ao corpo dás consistência,
Mas provocas um tormento ao perderes a resistência…
Se o osso não regenera …dás lugar à plastia!
F, de farmácia
Onde se pensa ter tudo e para todos o mal,
Mas isso é uma falácia….
Nem tudo é igual!
F, de fractura… e quando o osso se parte
A coisa muda de figura.
Fantástico esse teu F meu Fígado depurador
Apagas-te na cirrose, das doses do bebedor.
G, de gesso que envolve
O osso que é forte … e tão fraquinho.
G, de grito quando na dor provocada
Não surge um gesto expedito.
G de gânglio, um sinal
Que algo estará mal…
H, de Hospital,
Onde qualquer espera …é sempre, uma demora infernal
Homem nesse teu ser tens H mas não tens Hímen…
E nem todos se perfuram!
Penetrar não tem saber, mas mesmo que alguém o rasgue
Para mim é sempre virgem!
De Hallux, o meu fetiche
Pena que o joanete o lixe…
I, de Inteligência
Na prática do Intensivismo
I, de Ignorância
Quando nos tratam como um numero…
I, de Iodo usado pelo corpo todo…
Intestinos, porque não,
Onde em excrementos se transforma
Tudo aquilo que é bom!
J , de jejum..jejua o pobre, jejua o rico
Quando demorado, de igual modo pode dar-nos o fanico…
De joelhos…e quando tu te ajoelhas
E a meus pés, tua cabeça levantas…
É como o nascer de um dia
Que dura até às tantas,
Num mundo de fantasia atéchegar novo dia!
K, de kilograma, o que rápido cresce
No corpo de muita dama…e mais não digo
Ao olhar o meu umbigo.
L, de língua
Pô-la de fora não é palhaçada
Porque nos vai indicando se estás bem hidratada…
L, de lábio
Corado e lambuzado
Pode ser febre, porque beijo não foi dado.
Já que falei em lábio
Porque não no plural,
Pequenos e grandes lábios
Sempre juntos, tal e qual…
M, de médico e também de Medicina
Pratica-a o primeiro o que a segunda ensina…
O M é de Morte
Quando a vida termina
N, de Noite
O turno mais longo quando estamos mal.
N de nervos,
Condutores de quem se excita
A qualquer hora do dia…e isso também irrita!
O de ouvir…pré sinónimo de trair,
Quando quem ouve não escuta.
Ouvidos de mercador muita gentinha os tem
Fazendo-se sempre de surdos
Não escutando ninguém!
P…é, nis…to acredito
Que a muitos preocupa.
O tamanho pouco importa,
Quando é bem trabalhado
Um lugar do corpo ocupa…
P de peito, peito feito…
Todo inchado, apresentam-se alguns
Não é para dar de mamar…
Pois mamam eles ao mandar…
Q, de quanto isso me custa
Querer é poder, mas apenas mama quem pode
E nem sempre quem o quer, mesmo que a necessitar!
E no meu querer eu resisto, persisto…
Eu? Não mamo … e tanto insisto.
R de raiva,
Na mordedura manifestada no prazer de uma dentada!
R de rádio esforçados
Que não tocam, mas tocando
Mantêm os seres abraçados!
R de rinite
Que a muitos aflige,
Mesmo que não acreditem
Quando pinga…a coisa minga!
S de simpatia que a muita gente faz falta
Há cá cada sirigaita
Más respostas dando à malta!
S de sexo
Que bom!
Em qualquer ocasião…
S de síndrome
Ou de sinal ou sintoma,
Onde as coisas acontecem
Mesmo estando no coma!
T de tórax empinado
Suportando altivas mamas,
 Exibindo seus mamilos.
Todos lhe chamam caixa e não tenham ilusões,
Só mesmo uma fortaleza p’ra segurar quem lá mora:
O coração e os pulmões…
T de Tornozelo,
Onde uma dita tatuagem embeleza muitas pernas,
No entorse a pouca sorte
Na fratura uma tortura…
O nosso T também está
Numa bolsa tentadora
Que são uns tais de Testículos.
Na alcunha são tomates com fins ejaculadores,
Seu horizonte é o U
O Útero, mentes perversas!
Onde esfaimados se atiram,
Aos óvulos algo dispersos!
É giro ver como empina o útero na letra V
Da assertiva Vagina.
No W, ou duplo V
Vai e vem-se,
Vem-se e vai…
No prazer de quem lá cai.
X, Y… já está
Misturados qual incógnita
Macho macho,
Fêmea Fêmea
Macho fêmea
Fêmea Macho
Por vezes, confusão maldita!
E o Z?
Serve p’ra quê?
Para ao Zénite eu pôr
Tuas pernas alinhadas
As quais eu vou afastando
Sem nunca tas pôr luxadas!
De A a Z disparato neste texto aqui escrito
Falo do que não calo mas o que calo omito!
Leitor que aqui chegaste
Podes pensar o impensado,
Que a leitura não te afaste
E narra-me o não narrado!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

sabores - PECADO


Perdido nos meus sabores
Sem enjoo nem enfado,
Deleito-me com meus amores
Em que o sabor é o pecado.

Meus olhos comem ao ver
Teu corpo não enfeitado…
Meus lábios já estão a arder
Sem nunca te ter tocado!

Na humidade da saliva
Que a glândula segrega,
Brota uma ideia lasciva
Que em minha mente navega.

E o pecado acontece…
E o pecado não nega…
A tua rosa floresce…
Minha língua em ti navega!

Afundo-me em teus recantos
Onde meu corpo penetra…
Perdido nos teus encantos
Não há um ponto final… apenas um etc…

Não há sabor igual
Minha boca não o nega,
Esse é o pecado afinal
Por ser um sabor que cega!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

FUTE...Euro 2012!

Ponto final.
Estamos fora do euro mas ainda no euro...
Remates que se perdem...onde há sempre quem ganhe!
Depois de 120 minutos no aguenta a coisa e tal...
E agora? Chorar? nãoooooo!
Merecidas férias e que ganhem nuestros hermanos...porque não?
Ontem rivais...mas...pigs e...
Semelhantes nos endividamentos europeisticos!

Até Setembro senhor futebol quando nos cruzarmos com o Luxemburgo no inicio da classificação para o Mundial no Brasil...
Aí sim é que vai ser...Nunca a alma Lusa se dará por vencida...



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sabores –FANTASIA


Ficar comigo não queres
E contigo eu não vou
Nestas coisas das mulheres
Quem trocou, noca levou.

Por isso me fantasio
Neste texto aqui e agora
Pois sei que não estou vazio
E minha alma não chora.

E em carnais fantasias
Me emaranho a toda a hora
Fazendo com que os dias
Me ponham o corpo à prova.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sabores – ILUSÃO


No olhar há um sabor
Que nos confunde o palato
Provocando algum ardor
Nos momentos de arrebato.

Iludem-se os olhos meus
Na inocente matreirice
Desfrutam-se nos olhos seus
O sentir do que não disse.

Pudera nesses instantes
Saborear a ilusão
De possuir por instantes
O que nunca vem à mão.

Dizer nem sempre nem nunca
Como nos diz o ditado
É uma ilusão defunta
Esperando por tal pecado.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sabores – ESFORÇO




Neste mundo apaladado
Recheado de sabores
Destaco agora o esforço
Como um dos meus amores.

Na vida nós procuramos
O melhor a conquistar
 Nosso talento usamos
Pra trabalhar e amar.

Por isso agora vos digo
Que o trabalho compensa
Mesmo que no umbigo
Esteja a grande diferença.

No estudo mora o esforço
No esforço a conquista
A verdade não distorço
Ao avaliar finalista.

Sempre no coração fica
Todo o que foi lutador
A minha amizade é rica
Na grandeza de um sabor.

Esforçadas na simpatia
Pupilas do coração
Que o futuro vos sorria
Não foi um esforço em vão

terça-feira, 5 de junho de 2012

Sou baixa e agora?


Acho que percebi…
Que ao estar ao pé de ti,
A altura te incomoda!
Baixo ou alto não é moda.
Tem a ver com o crescer!
E a elegância da altura,
É uma coisa passageira
Pois no tempo não perdura!
Nesta altura o seres baixa,
Provoca-me emoções,
Em que a razão não deixa
Aproximar corações.
Ficam assim os sabores,
No palato retratados.
Comer papas na cabeça…
De uma mulher que é pequena?
Tal e qual como a sardinha!
Que pode ser pequenina...
Pode ser que aconteça
O que ninguém adivinha.
Pois a altura da vontade,
É da altura do desejo,
Quando a pele se cola à minha!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Matemática

Reconheço ser uma péssima aluna a matemática...
Ouvi dizer que querem incentivar o emprego dos jovens, recebendo os mesmos o salário mínimo pago pelo empregador, ficando este isento da TSU.
QUe raio, quanto é o salário mínimo?
Quanto ganha um tal de ED qualquer coisa ou da Gal outra coisa?
As minhas amigas dadas a números digam-me se não podíamos ser mais felizes se:
um dos tais fulanos abdica de ganhar 50 mil ou mais euros por mês e fica a receber apenas 1000...o que daria para que 49 jovens desempregados pudessem ganhar 1000 euros por mês, muito mais que o salário mínimo...ora, se replicássemos isto por dez mil ganhadores da ordem dos 50000(que os há neste pais de 10000000), teríamos que 490000 desempregados estivessem a trabalhar e a pagar impostos, o que faria com que a receita dos mesmos não seria tão baixa!

Pronto, não me batam, estava só na tentar arranjar emprego com um salário digno a quase meio milhão de portugueses em vez de serem só dez os felizardos!

Não se esqueçam que quanto menos TSU menos dinheiro na segurança social, menos capital para pagar reformas...


Para terminar, procurem  "as Farpas" do EÇa de Queirós e encontrem o que em 1871 o nosso escritor relata sobre a Grécia e Portugal....os tristes e coitados e miseráveis da Europa....pouco mais de 140 anos depois continuamos na mesma triste sina...perceba-se lá porquê!

...estou mesmo desbaratinada, isto de ser criança, ter um dia e ter que entender os tecnocratas que nos governam num país onde a matemática é uma calamidade...diz-se por aí!

Olhem, vou mas é aproveitar os (i)numeros momentos de felicidade que algumas amigas da blogosfera me proporcionam adicionando momentos de prazer que me rodeiam, multiplicando a alegria pelas 24 horas do dia, dividindo tudo com os amigos chegados, presentes e ausentes....subtraindo as faces negras dos vampiros que nos sobrevoam...

Credo...a mate é tão simples....nós é que a complicamos!
.

Criança no dia 1 de Junho

Como tu cresces criança
Rumando contra o "HOJE"
Inocentado na esperança.
Amordaçada e aviltada,
Nas promessas de um "FUTURO"
Construindo-te um caminho
Anulado no amanhã!

CRIANÇA deram-te um dia
como dão a quem é pobre!
que raio de teoria
cujo fim ninguém descobre.
Todos nós fomos crianças
onde o SONHO era o palpite
mas nunca nossas esperanças
foram ser uma Afrodite!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nova Oportunidade?


Falam leve e brevemente
Nunca pensando o que dizem
E quando alguém os contesta,
Na correcção se desdizem.
Qualquer dia o desemprego
Passa a ser profissão
E na boca de quem manda
Temos a oportunidade na mão.
Mau seria se não fosse,
Uma porta pró futuro!
Porque alimentar a esperança
 Não é penetrar no escuro…

terça-feira, 22 de maio de 2012

Porque é que a vida é assim?


Ai flores do meu jardim
Porque é que a vida é assim?

Amigas convosco falo
Pois minha dor eu não calo.
Pele encardida eu vejo
E nela eu me revejo.
Marcadas por abandono,
Entregues à solidão,
Distanciadas dos filhos
Que trazem no coração.

Ai flores do meu jardim
Porque é que a vida é assim?


De amores enviuvadas,
Sofrendo vivem caladas.
Atraiçoadas pela vida
Disfarçam a dor escondida.
Enganando-se ao dizer
Que o que querem é morrer.
Conseguindo assim esquecer
O que nunca imaginaram,
Ficarem longe da vós
Dos que na vida amaram
Pois não queriam ficar sós.

Ai flores do meu jardim
Porque é que a vida é assim?

Na arte de envelhecer
Ouvi alguém que dizia,
Quão importante é saber
Transformar a nossa dor
Em momentos de alegria.
Uma alegria sofrida...
Na alma muito sentida...
Que o portador no seu rosto
Não manifesta desgosto
Por isso não contagia!

Ai flores do meu jardim
Porque é que a vida é assim?

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O pangaio


À minha voltam existem,
Num ambiente selvagem
Umas aves que persistem
No adulterar duma imagem!
Nada tenho contra o Gaio
Nem o acho ofensivo
Durmo de dia e à noite saio
Sabe bem e aí convivo!
Incomoda-me é o pangaio!
Com seu ar de passarão
No seu paleio não caio
Ele quer é distracção.
Se está branco ele quer preto
Se está escuro quer claro,
O contrário é o seu concreto
Sobrevive do disparo!
Vocifera disparates
Injecta-se com arrebites
Obnubila compartes
Com ardilosos palpites.
Não há selva que resista
A um pangaio tão falante
No meu caminho prossiga
Bem longe desse intrigante!
Vaderetro Belzebu
P´ro reino dos passarolhos
De asneiras, vives tu!
Mas p’ra mim…
 És um abre olhos…

sábado, 5 de maio de 2012

O Veneno do Amor

Porque sofro e porque temo
Do teu amor o veneno?
Vacila meu pensamento,
Ingerir-te ou rejeitar-te?
Fazes-me mal eu bem sei!
Mas amar- te é uma arte.
Maldito rótulo, não condizes
Com o interior que conténs.
Comoves-me ao abrir-te,
Nesse amor que em ti desfruto,
Mas sinto que me aniquilas
Nas palavras que te escuto!
Porquê isso? Porquê tudo?
Nos porquês eu não me iludo…
Por mais que queiras não mudo!
No paraíso verás,
Que o amor não tem dono.
E aí entenderás….
Não há vida sem Outono…

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Conversa no presente.


Sorteios ditam destinos
Orientados até mim,
Fascinam-me tais caminhos
Imagináveis …pois sim!
Arranhado pelos matos
Que crescem ao pé de mim.

Soltam sorrisos nervosos
Ouvindo com atenção.
Perguntando-se a si mesmas,
Habilitadas que estão:
Iremos chegar ao fim?
Admirámo-lo ou não!

Regidas na obrigação
Investem na formação.
Torturadas por tutor
Amante da contingência.
Relativo como tudo
Intrigante no pensar
Tarda um copo de Campelo
Agora p’ra refrescar…

O projecto está aí!
Produzido em dueto
Só de vê-lo eu já senti
Vai faltar algo em concreto.
Nos astros não vou pairar,
Nem vou deitar-lhes  veneno.
Se o Capricórnio corar
Em tal ambiente ameno
Tranquila irá ficar…

No claro dos meus olhos
Nos seus que escuros são.
E por falar em olhar,
Fogo! Que olhar lindo…
Na cor dos do sagitário
A frescura me perturba,
Cada vez que vai sorrindo.

Surpreendentes no sorrir
Olhares cúmplices senti
Fascinam-me…como o T
Indexado a um A.
ATormentadas por mim
Vão construindo caminhos,
Dos Arcos a Matosinhos…

Do presente mais não digo
Pois no Futuro prossigo!

Vida de cão

Que vida esta!
Vai e volta…
Volta e meia e volta e vai!
Vem cá! Enrosca! Dá saltos!
Busca, busca …trás aqui!
Dá-me a pata! Vai para ali!
Cão vadio, cão amigo
Que vida vejo em ti?
Levanta! Lambe e boceja
Ladra, cala e pestaneja…
Guarda! Corre! Morde!
Agarra! Não ouves?
Cão, cadela…
Será isto a vida bela?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Retrato do presente

Não sei porque escrevo isto
Mas a palavra aqui está
Debito-a uma a uma
Vou dizendo qualquer merda
O meu juízo? Perdi-o.
Nesta crise sem governo,
Pudesse eu dizer que não,
E da miséria afastar-nos.
Mas o ego não me deixa
Tal veleidade ter
Perco-me assim na esperança!
Difícil este viver!
Mas para a coisa estar assim
É que a mesma é como é
Mas cada vez mais difícil!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Preso ao passado!

Não é auto elogio
Nem vaidade não senhor
Sou como a água do rio
Vou correndo ao meu sabor.
Dique, barragem represa,
Contrariam meu poder
Mas a  água mole… é tesa!
Leva tudo no seu querer!
Aqui estou e assim me vou,
Meio turvo e revoltado.
Por isso, sou como sou
Ainda amo quem me amou!