quinta-feira, 21 de maio de 2026

# Resumo Vivo Outro final de dia, o meu resumo de vida... E vejo o nosso amor: inteiro e renascido! É ali, naquele traço de luz que nos chama, Que o mundo faz sentido, longe do ruído. O céu, estranhamente nublado e pesado, Não é presságio de chuva nem de tormenta. São apenas olhares de um mundo fechado, De vozes que o preconceito cego alimenta... Essas nuvens cinzentas, que tentam filtrar o sol, São o espelho de quem não sabe o que é voar! Gente pequena, presa num triste lençol, Que teme a cor que o amor insiste em pintar. Mas o nosso horizonte... esse é intocável! Não há sombra ou julgamento que o possa apagar, Pois, enquanto houver luz pura e inabalável, Haverá sempre um céu onde nos podemos amar! (Aníbal Panza - 18.04.2026)
# Abrigo eterno Olho para o céu... parece que se inflama! O meu olhar capta, em paz, a verdade. Na nuvem que explode a voz de quem ama E onde o carinho não se julga pela idade. O perfume da chuva e o teu toque na mão São laços de um tempo que não se encerra, No qual o ouvido perscruta, a cada pulsação, O gosto da vida que traz a Primavera! A tempestade não apagará este brilho Que o horizonte eterno agora consome, Pois somos, em vida, o mesmo caminho, No qual o tempo pára ao ouvir o teu nome! (Aníbal Panza - 15/04/2026)
#Celebrações Livres crescem, nos campos Plantas com suas flores, Renovando sem estereótipos A paisagem mesclada de cores! Toda a atenção é-lhes merecida, Ainda que com sacrifício ou dor... Com elas celebramos a Vida, A Esperanca, a Gratidão e o Amor! Na doçura que a vida desenha E no brilho que a Páscoa traz, Emerge a flor que meu peito conduz. Que o destino em nós se mantenha, Selando num abraço a Paz, Florida pela celebração da cruz! (Aníbal Panza - 05/04/2026)
#Como me vês Será que é com espanto A forma como me vês!? Carregando o meu quebranto, Sem critérios nem porquês? No teu ver, quem sabe, Se porventura ofuscado, A minha imagem se acabe, Perdida entre presente e passado. Nesta vida em constante desafio, Gostaria que em mim visses O calor de um abraço amigo! Já que, de qualquer modo ou feitio, No que tu porventura decidisses, Serias o meu destino e eu teu porto de abrigo! (Aníbal Panza - 29.03.2026)
#Nuvens Caminhamos diária e arduamente, Absorvidos por inúmeras preocupações, Sem conhecermos, certamente, Como suportaremos as nossas emoções... Entre um olhar permanente para o chão E um outro que se eleva para o ar, Sentimos o arritmico bater do coração, Afectado por algumas nuvens a pairar! As dúvidas que elas nos trazem, No seu dissipar lento mas absoluto, Vão perturbando no ver a claridade... Do local, onde o amor e a verdade jazem, Completamente livres de toda a falsidade, Até formarem aí um laço eterno e resoluto! (Aníbal Panza - 26.03.2026)
#DiaMundialdaPoesia Encantado com a poesia Que brilha no teu olhar, A qualquer hora do dia, Entrego-me à fantasia Dos silêncios no falar... E, das palavras espontâneas, Lançadas para os combater, Algumas são combustível, De origens tão estranhas, Que fomentam o arder! Acabo assim, perplexo, Na busca do que dizer Para extinguir a fogueira, Porque no teu olhar reflexo Encontro o meu próprio ser! (Aníbal Panza - 21.03.2026)
#Dia do Pai Um dia! Sempre mais um dia, a cada dia! Hoje, o Dia do Pai no rumo do calendário. E quem nunca, na sua viagem de poesia, Não viu a vida toda virada ao contrário? Sem luz nem fé, sem família nem raízes, Caminhando num itinerário tão arbitrário, Culminando num corpo cheio de cicatrizes... Um dia! Para ser vivido e pensado. Sem muito aprofundar a ciência Nem reinventar, quem sabe, o já inventado. Que, após as quedas, é a nossa resiliência, O desenho no qual se registam as matrizes. Que o diga S.José que, sendo "pai adotivo", Superou o destino para nos fazer felizes! Que o filho que chora seu pai ausente, Mesmo que a dor lhe roube esse sentido, Mantenha no seu peito o amor presente. Se no tempo se faz forte e consciente, Jamais se sentirá um filho perdido, E terá a luz do "Pai" sempre permanente! (Aníbal Panza - 19.03.2026)
#Vida Faz-se e desfaz-se nos dias A vida de cada um, Acontecendo ao segundo Sequências de arrelias Mas também de alegrias, No óbvio do senso comum. E, no total desses dias, Consolida-se assim a idade, Destacando-se alguns Envoltos em nostalgias, Construindo na vida poesias, No mar da diversidade. Por isso, ontem fiz anos, Originando os artigos Que aqui deixo apressado. Hoje, nos meus planos Está agradecer aos amigos Dizendo-lhes: MUITO OBRIGADO! (Aníbal Panza - 07.03.2026
#Vida Faz-se e desfaz-se nos dias A vida de cada um, Acontecendo ao segundo Sequências de arrelias Mas também de alegrias, No óbvio do senso comum. E, no total desses dias, Consolida-se assim a idade, Destacando-se alguns Envoltos em nostalgias, Construindo na vida poesias, No mar da diversidade. Por isso, ontem fiz anos, Originando os artigos Que aqui deixo apressado. Hoje, nos meus planos Está agradecer aos amigos Dizendo-lhes: MUITO OBRIGADO! (Aníbal Panza - 07.03.2026)
#Eu Às vezes... Não sei se o tempo pára, Indicando que enlouqueço, Bordando com espinhos o caminho! A sorte está no encontrar Lúcida guia no evitar do tropeço. Permito-me assim dizer, Abraçado ao destino: Nada sei sobre o futuro, Zelo aquilo que parece Acalentar os passos dados no escuro. (Aníbal Panza - 06.03.2026)
#A máscara e o disfarce Serenamente, Observamos o que nos rodeia... E é mesmo à nossa frente Que tudo ali acontece, Consciente ou inocentemente! Se o ver é como o vemos, O sentir é o que medeia A máscara que oculta a mente E o disfarce que parece Perseguir-nos permanentemente... O que podemos fazer No carnaval da vida de cada um? Manter firme a máscara, Disfarçada de inofensiva, Ou mascarar o disfarce que nos macera? Talvez nada, de verdade. Afinal estamos no carnaval dos carnavais! (Aníbal Panza - 16.02.2026)
#tempo Naquele céu azulado Que sempre esconde as estrelas, Pairam tantas incertezas Que qualquer luz perfurante, Por mais ínfima que seja, Mostra o caminho em frente, Na dúvida que nos tortura+ Soprando vai o vento ao ouvido... Uns sons que imitam palavras, E a chuva que, sem sentido, Com o tempo as vai deixando molhadas, Num rosto de amargura! Escorresse assim a nebulosidade, Transformada num sol de pouca dura! (Aníbal Panza - 07.02.2026 )
#Aparências É por demais evidente Que no viver é crescente A névoa super arreliadora Que, indefinida, reluz... Não sei de fora para dentro, Apenas sei que não vai embora! Nesse crescer evidente, Fico demasiado impaciente E procuro nas ciências A reposta que me seduz... Escondendo nas vivências A verdade com aparências! De qualquer modo, vou em frente Ainda que certa mas pobre gente Na vida pouco ou nada me diz, Porque ao ver plantas a florir Respiro pela luz que há-de surgir! (Aníbal Panza - 01.02.2026)
#Convicções Em dia de Eleição, Procuro o meu candidato Pelo nome e o retrato E, no segredo dos Deuses, Deixo a escolha bem à vista, Com toda a convicção! Num boletim com alguns nulos Luis, André, Eduardo, Joana Vieira, José, Catarina, Cotrim, Humberto, Seguro, Mendes, Ventura Filipe, Melo, numa formatura, No qual cada um seleciona os seus casulos! Eu voto sem igual Numa eleição em que escolho, Sempre com convicção. Sinto-me vitorioso com o copinho na mão! Acreditem... sei escolher. Neste local, a ginja não tem rival! (Aníbal Panza - 18.01.2026)
#Ficar Nas correntezas conhecidas Da natureza envolvente, Há quem chegue, Há quem vá, E, numa contra corrente, Há muito pouco quem fique. Quando olhamos para a água, Que aparenta ficar, Há um lento movimento, Parecendo ir mexendo, Na procura de uma lua, Que tanto tarda em chegar... Com tal estagnação, Ainda que o lodo surja, Nas margens e no seu leito, Quando em fila todos vão, Só fica quem nos merece E nunca será em vão! (Aníbal Panza - 17.01.2026)
#Olhar Nos teus olhos Ponho os meus, E sinto que vês em mim O que não consigo ver em ti! É nesta forma de ver E de sentir entre nós Que não vemos o que queremos Mas sentimos o que vemos! Daí que o ver e o sentir São como os namorados Quando, de olhos fechados, Se entregam a um porvir! (Aníbal Panza - 11.01.2026)
#Adeus Por momentos, Pensei que não te suportava, Durante esses teus 365 dias, Em que me deixaste ao sabor Dos teus apetites e caprichos... Chorei, E digo-o sem ódio nem amargura, Apesar desse teu ágil calar, Que a vida nem sempre é a doçura Que os manuais nos querem ensinar! Sorri, Sabes tão bem porquê e quando, E sempre que graciosamente Me disseste ao ouvido sussurrando A palavra amorosa ou a piada diligente. Adeus, vai-te! Vai embora, ainda que deixes saudades. Essa será a prova que novos dias Trarão consigo outras ambiguidades, Que darão vida às minhas fantasias! (Aníbal Panza - 31.12.2025)
#A árvore Sei Que, quando me sentei, Estavas ali, Representando o Natal Sob a forma de uma árvore. Acredita, Esperava encontrar-te Num verde natural, Ainda que coberta Com neve artificial. Porém, As coisas são como são, Não como as imagino, Gerando tantas vezes em mim Uma imortal desilusão. Juro, Vi-te ali, branca e pura, Mas alguém, qual adepto da verdura, Escondeu-te com vergonha Não suportando a pública censura. (Aníbal Panza - 29.12.2025)
#Círculos Pé ante pé, Vão-se juntando as pessoas, Demonstrando a quem as rodeia Que a vida se vive com fé. Entre as diárias tormentas, Há folhas que vão caíndo. Mas pensemos: "se aguentas" É porque assim vais vivendo! E quando todos se juntam, Pisando as folhas outonadas, Criam-se círculos que revelam O valor do amor nas jornadas! (Aníbal Panza - 28.12.2025)
#Feliz Natal 2025 No passar do nosso tempo, Permanece o que é sincero, Ainda que algum lamento Nos traga algum desespero! Que importam os vaticínios Ou os ciúmes controversos De alguns meninos mimados Com pensamentos perversos!? É, assim, a nossa amizade O que mais importa no final. De lealdade, honestidade e sinceridade Se faz o nosso Feliz Natal! (Aníbal Panza - 24.12.2025)
#77-80 Na avenida onde começamos um dia, Tudo se parece como dantes. Permanece porém na nossa memória Aquilo que fomos enquanto estudantes. Singelos alunos e companheiros, Rapidamente fomos crescendo Como exemplares Enfermeiros E a nobre profissão engrandecendo. Cada ser humano com que lidamos Faz do seu sentir a nossa avaliação. Prestando cuidados ao longo dos anos, A Enfermagem é a nossa dedicação. E hoje sentindo cumprido o dever, Sempre com respeito e verdade, Esperamos de quem nos possa suceder Cuidados Humanizados e com Qualidade! (Aníbal Panza - 18.10.2025)
#MVA35 M.árcia, o tempo, esse tempo A. cada ano que por ti passa R.elembra que são os momentos C.om a sua vivência plena que I.dónea e inesquecível o fazem A.pelando assim à sua continuidade. V.ives assim no "aqui e agora" I.ntensamente quanto te permites A.braçando os teus compromissos N.uma entrega emocional A.conchegante e auspiciosa. A.inda que tudo seja alucinante L.ímpida será a tua viagem V.alendo cada um dos passos que dás E.ntrelaçados de forma expressiva com S.inceros e genuínos sorrisos! (Aníbal Panza-08.10.2025)
#ANA TERESA Talvez o fazermos anos Tenha o seu quê de importante. Talvez porque assim somamos Tudo o que é desafiante! É por isso que aqui estamos, Entrelaçando momentos. É por isso que lutamos, Entrecruzando sentimentos. Assim se constrói a história, Adicionando factos à incerteza. Assim se nutre a memória, Ano após ano, Ana Teresa! (Aníbal Panza-10.08.2025)
#MANUELABALINHA M.ais um ano hoje se inicia A.manhãs trazendo consigo N.ada sabendo sobre eles U.m após outro avançaremos E.ncontrando em cada um L.uz, escuridão, certezas e incertezas A.lavancando assim a nossa vida. B.atalhadora assim te conheci A.tingindo inúmeros objectivos L.ivre de ideias preconcebidas I.mpressionante é o teu percurso N.inguém deixando para trás! H.oje é o dia do teu aniversário A.miga Manuela Balinha, parabéns! (Aníbal Panza-08.08.2025)
#Respirar Sei que, nas correntes águas, Vai passando a vida Sem esperar por mim. Contudo estou aqui, Na imprevisibilidade dos dias. Da nascente à foz, Todo um percurso se apresenta À minha frente, Ora turvo como as cinzas Ora cristalino na transparência da vida. E respiro o ar envolvente, Já que esse ato é fundamental Para acompanhar o respirar De quem comigo está presente, Num cenário sem igual. (Aníbal Panza-23.07.2025)
#a ponte Sinuosa Mas não silenciosamente Corre a água no rio Deixando no ar O som de um cântico Alternado a todo o instante Entre o respirar de uma pausa E um murmúrio aligeirado Entrecortado pela vivacidade Dos seus rápidos e cascatas Maravilhado Pela cor e pureza ambiental Inalo profunda e ritmadamente Os aromas presentes na envolvente Enquanto contemplo a ponte Que na sua ligeira oscilação aérea Num aproximar arrojado Faz a ligação das duas margens Sobre um precipício abismal Que me diz: "há sempre o outro lado!" (Aníbal Panza-23.06.2025)
#viagem Descalço, Vou caminhando Pé ante Pé Pela aspereza da areia Sentindo o seu massajar A cada passo dado Quão agradável é A livre interacção Com uma natureza pura e viva Pois nada iguala a calma Que se instala e expande Em mim e à minha companhia Límpida A água corrente Desbravando vai O emaranhado da mente Levando com ela a pressão Que sobre alma e coração recai Luminosa, assim é A vegetação verde e refrescante Onde renasce a esperança De continuar uma viagem Aqui e ali algo sofrida Mas vivida, sentida e apaixonante! (Aníbal Panza-21.06.2025)
# O Caminho Dia Internacional do Enfermeiro Nas nossas costas, Um passado! O tempo de quem lutou, Deixando marcas no caminho. Esse é o caminho Que um Enfermeiro fez... caminhando! Aos nossos pés, O presente! O momento em que se sentem As dores no corpo... ao caminhar! Nesse caminho Que um Enfermeiro faz... caminhando! À nossa frente, O futuro! O tempo e o momento que serão A luz que dará claridade... ao caminho! Desse caminho Que um Enfermeiro fará... caminhando! (Aníbal Panza-12.05.2025)
#Sentir Abril... Mês de transição, Entre um Março Marçagão, E um Maio florido! Olho para ti, Sereno e confiante, Porque o caminho percorrido Confirma Que "ser" todos somos, Que "estar" todos estamos, Mas "fazer".... Isso fica dependente Da força, Da vontade, Do conhecimento! E com isto, Enquanto há discernimento, Deixo aqui Todo o meu sentimento! (Aníbal Panza-06.04.2025)
#não "Não"! Essa palavra... Invariável ou circunstâncial? Contudo, excessivamente flexionada Pela intensidade, pelo modo e pelo lugar! "Não"! Essa palavra... Advérbio de negação Que modifica o que nem se vislumbra Porque "não" é, invariávelmente, "não"! "Não"! Essa palavra... Onde termina sem qualquer compaixão Um sorridente "Olá vizinho, tudo bem?" E, do pai Abílio, uma particular tradição! "Não"! Essa palavra... Com uma dimensão irreversível E, se questionado, dir-te-ia...assim não! Mas foi essa a tua última vontade, Miguel! (Aníbal Panza-30.03.2025)
#a sequência dos anos No aniversário de cada um Ouvimos com frequência Fez mais um ou menos um De acordo com a preferência Ora os números em sequência Acompanham-nos na vida Ordenados numa constância Sempre crescente na subida Assim se caminha em frente Sem sequência oscilante Ou qualquer dúvida inaudita A idade, essa nunca decresce Esteja eu triste ou contente Porque a sequência nunca será infinita! (Aníbal Panza-07.03.2025)
#6 Março Hoje assim me vejo e revejo Nas costas, um passado Carregado de memórias Um aprendizado com histórias Pensado, repensado e rascunhado Com gracejo, desejo e lacrimejo Aos meus pés um tal presente Onde há obstáculos a transpor Sempre tão desafiantes Exigindo passadas confiantes Sem ficar parado num torpor A olhar para o sentido da corrente Ao longe está a linha do horizonte Onde não falta o pôr do sol Que marca o fim de cada dia Sempre com alguma alegoria Porque a nossa vida é, qual aerossol, Dispersível, finita, mas apaixonante! (Aníbal Panza-06.03.2025)
#Ai vida! Ai vida! Nas tuas cores Que passadas eu vou dando Umas vezes confiante Outras vezes tropeçando Ai vida! É nesse instante Que mais eu vou aprendendo! Ai vida! Segue comigo Nesta incógnita caminhada Sem reprimir meus desejos Em cada passada dada Ai vida! Em mim terás um amigo Pois de ti Não hei de querer mais nada! (Aníbal Panza-10.01.2025)
#Dia de Reis Fui Rei de coisa nenhuma Num reino de imperfeição Onde até a húmida caruma Me fez rebolar no chão Levantei-me e não vacilo Pois consciente do aviso Desse caminho intranquilo Suporto o inevitável prejuízo Há quem diga bem convicto Que o Reinado não tem fim Sorrio pois não acredito Que alguém seja eterno assim! (Aníbal Panza-05.01.2025)
#Mãos Nas mãos sempre se deposita Com a suavidade do toque A confiança na doçura Que é naturalmente a nossa E na união dos seus dedos Começa aí a partilha De tudo o que é recíproco Nesse encontro ocasional E antes que o calor adultere A textura do que as cores Airosamente protegem Deixo nas mãos afinal A escolha dos sabores Que o teu palato prefere (Aníbal Panza-04.01.2025)
#2024/2025 Muito rapidamente se vão Os anos que por nós passam Mas ficam no coração Os momentos que nos marcam Dia a dia se constrói um ano No conforto presente das palavras Com olhares meigos, sem engano E inquestionáveis vontades partilhadas E de um amor assim puro e sincero Tão desprovido de segundos interesses Apenas na ausência se sente o desespero Potenciador de alguns stresses Que nunca nos falte a saúde Nem aos nossos Para manter toda esta irrequietude Porque o amor, esse já é nosso! (Aníbal Panza-31.12.2024)
#Coração Não há noites escuras nem frias Sempre que a luminosidade Das tuas mãos delicadas Esboça suavemente com os dedos A silhueta de um coração! Nele, a minha alma tranquiliza Numa demora que conforta Enquanto sem parar Circula o rubro sangue Que dá vida a uma saudável paixão! (Aníbal Panza-26.12.2024)
#Natal Todo o tempo deve ser De partilha e gratidão E que o encanto do momento Mais que um singelo encontro Seja de saudável reflexão Em cada mão um produto Vestido de Pai Natal São o símbolo de uma época Onde na paz de um ventre Se originou o Natal Que sempre perdure no tempo O renascer de Jesus Que ao mostrar-nos o Caminho Nos faça felizes sabendo Que no fim... existe a Cruz! (Aníbal Panza-25.12.2024)
#FelizNatal 2024 A nossa vida é assim mesmo Vivemos como podemos Vivemos como sabemos Numa amizade sem protagonismo A cada ano que por nós passa Há bons momentos a reter Há momentos pra esquecer E outros que cada um ultrapassa Assim chegamos no final A um encontro onde o nível É uma história imperdível Digna de um conto de Natal! E quando assim é... Para todos um FELIZ NATAL! 🎄🎄🎄 (Aníbal Panza-24.12.2024)
#advento# Na passadeira vermelha Olho em frente na certeza Que é tamanha a beleza Que no meu coração se espelha Sobre mim os conhecidos guarda chuvas Constância de um projecto Que dão imagem de um tecto Com ideias saudáveis e apelativas Contudo, não podem faltar rotundas Nas voltas que a vida dá Será que o amanhã me trará Momentos sem barafundas? (Aníbal Panza-23.12.2024)
#Metades Quando te recebi Apresentaste-te como a metade Foi aí nesse instante Que te acolhi por inteiro. Agora, Olho para ti E não sinto essa fracção Porque o importante é a entrega Que nos envolve o coração Sem dúvidas existenciais. Abstraído do assunto Que é o todo e a fracção Concluo na refrega Que todos recebemos mais Quando damos mais! (Aníbal Panza-15.10.2024)
#momento Sentados tão à vontade Cruzamos o olhar Com serenidade Deixando fluir um amor de verdade É nesse sentir Onde sem falar tudo se diz Que um simples sorrir Faz do presente um momento feliz (Aníbal Panza-01.12.2024)
#aminhaluz Serenos abrem-se os olhos Nas penumbras do viver Do que vemos E de imediato sentimos É com isso que aprendemos Do escuro se fez o dia Da dor se fez a alegria E o que temos Não é mais que o alimento Que nos diz, a vida é discernimento E assim prossigo o meu rumo Tendo por companhia Alguns amigos serenos Que vão seguindo a sua cruz Mas são de todo a minha luz! (Aníbal Panza-11.11.2024)
#olhares Brilha o sol no horizonte Com um brilhar surpreendente Mas muito mais brilham teus olhos De um modo contundente E sem florear eu sinto Nesse teu olhar faminto Que a vida passa num sopro Qualquer que seja o labirinto Antes que tudo passe Ou que o olhar se perca No infinito, de uma qualquer solidão Deixa que meu corpo te enlace Numa envolvência recíproca Sem temores desta nossa imperfeição! (Aníbal Panza-03.11.2024)
#diadopoeta2024 Em ti vejo um poema Ainda que seja breve Numa sentida poesia A tua pessoa descreve E são simples as palavras Nas frases em construção Onde nascem Primaveras Que saltam na tua mão Perfeita és a meu ver Na frescura desse olhar Sempre que para mim falas E no sorriso há um saber Conjugar o verbo amar Mais luminoso que estrelas. (Aníbal Panza-20.10.2024)
#gaivota Serena mas atenta assim te vejo Sobre esse manto verde a teus pés Será que procuras aí o teu sustento Ou aguardas a chegada das marés Sei que a tua vida não é fácil Naquele levantar voo a todo o tempo Mas tu és decididamente ágil E nos vestígios deixas cair o lamento Quando no teu insistente gritar De um modo algo aflitivo Me ocorre aquela ideia idiota Esqueço que estás a comunicar Num discurso quiçá repetitivo Dizendo que gostas de ser gaivota! (Aníbal Panza-11.10.2024)
#MVA34 "M" MAR.camos a vida com o tempo CI.entes de que nada é por acaso... A.té mesmo os contratempos que vão tentando alge.MAR o tempo na sua cadên.CIA! "V" VI.ver plenamente é o fim em si A.inda que o caminhar não seja fácil... NA.da te impedirá de tentar dar as passadas que te ante.VI e no sonho chegar a uma cab.ANA! "A" AL.go me diz que o almejado futuro V.alerá pelo que no dia a dia for feito ES.sencial é afastar o preconceito pois para chegar a um fin.AL haverá inevitáveis entra.VES! (Aníbal Panza-08.10.2024)
#viverostempos Os tempos estão nublados E há alertas do IPMA Mas porque ficamos calados Perante dinâmica que é péssima? O certo, é que em mim desperta A imensa e simples vontade De estar com a pessoa certa Que da missa saiba a totalidade Será que sou um apóstolo De incógnita doutrina Que me escapa fugazmente? Como não sou malévolo Nem tenho mente bailarina Esqueçam! Vou vivendo intensamente! (Aníbal Panza-05.10.2024)
#atéjá Foi tão breve o nosso encontro Como sempre o achamos Breve Tão breve Mesmo quando dura horas De ti levo comigo Tudo o que juntos partilhamos A tranquilidade do momento Refletida no olhar A ternura de um afeto Na palavra murmurada A gratidão de uma vida Onde amar faz sentido Prometo que voltarei Num quando for oportuno Quem sabe se aí o tempo Tão breve Breve Como sempre o achamos Nos enlace finalmente Na eternidade de um abraço (Aníbal Panza-29.09.2024)
#QuimCorreia Faz tempo que nos conhecemos Quais laboriosas aranhas Nas teias que construímos Em condições tão estranhas Mas fomos evoluindo E connosco a própria idade À vida fomos sorrindo Com muita proatividade Chegamos aqui com cicatrizes Trazendo saudades à boleia Porque entre companheiros felizes Contamos com o amigo Joaquim Correia ! (Aníbal Panza-27.09.2024)
#imagem Com uma simples mão Seguro um mundo imenso Esse mundo que tu és O mundo que tenho em ti E suporto sem temores O brilho que tu emanas Desse teu corpo espraiado Na palma da minha mão Ainda que alguns olhares Mentalmente perturbados Se incomodem com a imagem ... Eu sigo a minha viagem! (Aníbal Panza-22.09.2024)
#Últimodia Numa manhã de neblina Apoderou-se de mim a nostalgia Tanto mais que a melanina Sentiu aí o fim de uma utopia Nada será igual até ao próximo Junho E num Outono, Inverno e Primavera Entre eles passará um testemunho Que trará a nova estação que se espera Até lá, sei que a vida continua Enquanto o coração bater com ousadia Ainda que a mente seja por vezes ingénua Saboreio deste Verão o seu último dia. (Aníbal Panza-21.09.2024)
#espinhosvsflor Ainda que os espinhos Te rodeiem minha flor Haverá sempre um momento Destinado a uma colheita E tu serás sempre Mesmo que na lembrança A corajosa flor Que consentidamente colhi Com todo o discernimento. Dos espinhos... Perenes serão as suas marcas E da momentânea dor Por eles provocados Ficará o sabor Pelo fruto daí colhido Mesmo que alguém diga Que a colheita Foi uma fonte de pecados! (Aníbal Panza-01.09.2024)
#tempo Não sei se o tempo se perde Ou simplesmente nos foge Se se perde não se encontra Se nos foge... será nosso de verdade? Correr, contra o tempo também Não sei se é coisa boa Quando a corrida é à toa Ele voa, voa, voa, fica sempre mais além Para quê perder o tempo Ou deixar que ele nos fuja? Porquê correr de forma precipitada Se do tempo não esperas nada? Assim sendo vou vivendo o tempo que ao dispor tenho E na melhor das companhias com tempo Há páginas que vou escrevendo No amor Com que me alento. (Aníbal Panza-25.08.2024)
#farol A.inda que a noite mais escura V.enha inesperadamente cingir-nos E.xistirá sempre um farol I.luminando um caminho existente R.apidamente se fará a luz que perdura O.lhando hoje confiantes no amanhã! (Aníbal Panza-24.08.2024)
#agosto Não há mês no calendário Que não tenha uma festa Para uns é um fadário A outros nada os molesta Se essa é a sequência Na vida de cada um Seria uma negligência Não gozar tempo algum Neste festivo mês de Agosto E contigo à beira mar Deixo um sorriso no rosto E conjugo o verbo amar. (Aníbal Panza-21.08.2024)
#foto Chamas por mim Olho e sorrio Sinto que fui fotografado... Nessa imagem Que permanecerá tua Enquanto a vida o quiser Estou simplesmente eu Sem filtros Sem ressentimentos E sim é uma foto A minha foto Digitalmente gerada Com cabeça Com olho Com coração! (Aníbal Panza-19.08.2024)
#saúde Siga a festa Sigamos todos na Romaria Da Senhora D'Agonia Enquanto a prole Desfilando se contagia Eu paro no descanso que me resta E no puro sangue Da ribeira de Viana do Castelo Brindo ao sossego Que me invade Refrescando corpo e alma Na espera de algo que me empolgue Muita saúde amigos São os desejos inegáveis Que deixo para todos vós E suspirando vos digo Que o tempo aqui consumido Nos pés não faça nós cegos! (Aníbal Panza-19.08.2024)
#Panza's na Romaria É tempo de desfiles na rua Onde a etnografia se entrelaça Nos usos e costumes presentes Expostos pelos intervenientes Numa cultura que é naturalmente sua Há uma diversidade interessante Por vezes sonoramente confusa Em barracas, pavilhões e diversões Mas que atraem multidões Pois comer e divertir é globalizante Com esta visão das coisas afinal Não faço julgamentos quixotescos E numa espécie de relativismo cultural Fico-me por aqui numa republicana praça A ver com toda a calma quem passa! (Aníbal Panza-18.08.2024)
#somostodosromaria Chegados somos ao mês de Agosto E Viana do Castelo fica diferente Há Chieira espelhada no rosto De amigos e de anónima gente São desfiles, revistas, festivais, arraiais Concertos, cortejos, diversões, procissões Num pacto em que as classes sociais Se libertam com múltiplas expressões Caos na restauração e no trânsito Ruído, dores de cabeça noite e dia Estão implícitos e irmanados no conceito Da popular Senhora d'Agonia Num vistoso e colorido fantasiar Romeiro sou na companhia da "Maria" Venham daí tudo isto vivenciar Afinal somos todos Romaria! (Aníbal Panza-13.08.2024)
#MÉRITO Muitas voltas dá o mundo Contando uma por dia Se fosse um poço sem fundo Nunca ao fim se chegaria Nessas voltas, tudo pode acontecer Com resultados diversos Mas é a essência do ser Que anula os rumos perversos Certo é que os anos passam Indiferentes aos seres Enquanto tudo acontece Vamos retendo os que interessam E na recolha dos saberes Dar mérito a quem merece! (Aníbal Panza-11.08.2024)
#ANATERESA Nas infraestruturas da vida Tudo se vai construindo Numa matemática atrevida Onde quem faz anos vai seguindo Sabemos que não é mentira Há engenharia em tudo o que há Aqui só a incerteza conspira De se a seguir a um ano outro haverá Procurar na base de toda a teoria Uma vida segura e com qualidade Defensora do ambiente e natureza Será esse o processo dia a dia Que conferirá maturidade A cada um dos teus aniversários Ana Teresa! (Aníbal Panza-10.08.2024)
#MANUELABALINHA M.omentos sempre constroem A.s nossas histórias de vida N.um desafio constante U.ns, mais marcantes que outros E.nvolvendo a cada instante L.utas contra um tempo A.ngustiante para tanta gente B.riosa no seu desempenho A.poiada pelo conhecimento detido L.iberta de velhos preconceitos I.nspiradora para todos nós N.ão deixou ficar ninguém indiferente! H.oje é o dia do teu aniversário A.miga Manuela Balinha, parabéns! (Aníbal Panza-08.08.2024)
#cuidado Tudo tem o tempo Que a seu tempo acontece E tudo o que aparece Aparece como é! É! É isso! Que até os bichos Metidos no aquário Decidiram num invulgar plenário Atacar o viajante! Sendo assim Tenham cuidado Não vá o diabo tecê-las Seja aqui Ou num outro qualquer lado! (Aníbal Panza-04.08.2024)
#ondeestou Fui à procura de um doce Para os desejos matar Eis que a aragem me trouxe Um cheiro a pairar no ar Vinda de uma barraquinha Mesmo ao lado da igreja Aquela fartura quentinha É o que mais se deseja Atendido fui com pressa Pelo eficiente empregado Mas as farturas da travessa Pareciam ter-se evaporado Voltar aqui é o mais certo Já que muito grato sou A quem está nos bastidores E meu amigo Gilberto Sabes bem onde estou... ...Perre, Paris e Londres! (Aníbal Panza-03.08.2024)
#...há arredores Metendo os pés ao caminho Com as férias na bagagem Constatando vou de mansinho Mil segredos na paisagem Viajo com determinação Por curvas e contra curvas E no brilho da iluminação Reflito em algumas peripécias O meu roteiro é composto Por locais encantadores Não só em grandes cidades Mas também nos arredores Sente-se o pulsar de um povo Nas suas crenças e valores E em silêncio comprovo Que as festas têm seguidores. (Aníbal Panza-31.07.2024)
#cuidado Andava eu entretido A divagar no vivido E não é que me aparece Um ser que bem me conhece? E com seu ar aguerrido Queixou-se do alarido Provocado pelos escritos Que por mim são subscritos Ah meu pequeno aprendiz No sentir tudo se diz Mas tens razão Chega de tanta ilusão Faço as malas, vou de férias No expor de coisas sérias Por isso vou ter cuidado Com o que é por mim publicado. (Aníbal Panza-30.07.2024)
#cavalheiro Sei que seria agora capaz De aferroar o meu par Claro que estou a ser mordaz Não estragaria por picada A colmeia que é o meu lar Talvez um frasco de mel De um bom apicultor Seja uma ideia incrível E de um escritor vulgar Faça de mim um escultor Esculpiria assim sem medo Os meus sonhos por inteiro Sei que no desejo não me excedo Pois mesmo que não pareça Ainda sou cavalheiro. (Aníbal Panza-29.07.2024)
#oliveira Altaneira e enquadrada na paisagem Encontro uma árvore conhecida Que me transmite a mensagem "Dou-te a sombra que esperavas nas pausas da tua vida " Tão belas as palavras que utiliza Entoadas assim dessa maneira Por quem sempre simboliza A paz e a fertilidade Como o faz a oliveira E permito-me fazer uma analogia Ao constatar no solo a minha sombra Poder dizer a alguém no dia a dia "Resguarda pausada em mim esse teu olhar que me deslumbra" (Aníbal Panza-28.07.2024)
#degraus Eis-me aqui parado nos degraus Mergulhado nos porquês Dos dias bons e dias maus Num repetido sobe e desce Uma e outra e tanta vez! Procurar o topo talvez seja A fonte da minha energia E lá chegado me reveja Num ser super especial Género herói da mitologia! Quem não arrisca não petisca Diz o ditado popular E na liberdade da minha mente arisca Sinto-me mesmo tipo Aquiles No meu frágil calcanhar! (Aníbal Panza-27.07.2024)
#centrodeespetáculos Benvindos a este espaço caros leitores É vosso o centro de espetáculos Fique claro que todos seremos atores Se quisermos ultrapassar os obstáculos A luz da ribalta ilumina os protagonistas Mas no centro desta encenação Os espectadores serão os ilusionistas Na sua aventureira e fecunda imaginação Oriundo de pensamentos patéticos Haverá um falso aplaudir que se extravasa Para esses deixarei um final apoteótico Porque a porta da rua é a serventia da casa (Aníbal Panza-26.07.2024)
#pecados7 Ufa! Está um calor abrasador Que me traz saudades da nortada E quando não existe só um pecador Resta apreciar uma iguaria gelada Sem muito procurar encontramos A arte de fazer bons gelados E na panóplia de sabores conjugamos Aqueles que mais apreciamos Na frescura da flor que se constrói O palato foi de verdade um peregrino Onde na degustação se reconstrói A clandestinidade do nosso destino. (Aníbal Panza-25.07.2024)
#pecados6 Na palma da mão sinto o pecado A pulsar com a visão de uma loucura Não é um presente envenenado É tão só aquele apelo da doçura Pelo impressionar da aparência Os olhos são os primeiros a comer E a boca tem que ter mais paciência Pois do registo fotográfico há um depender Ao trincar descobrimos o cosmético No sabor que então na boca se liberta E concluímos naquele gosto sintético Que quem muito escolhe pouco acerta! (Aníbal Panza-24.07.2024)
#pecados5 Se para alguns a vida é cor de rosa Para outros, é mil vezes entediante Que ideia pertinente e caprichosa Me foi assolar num restaurante Certo é que factos são factos E há em mim um pecar permanente Que me proporciona argumentos Motivadores de um rosto sorridente Mas sim...nem tudo é cor de rosa Nem tudo é assim tão entediante Ouçam! A pizza estava maravilhosa! Como tal, sumiu-se rapidamente! (Aníbal Panza-23.07.2024)
#pecados4 Reconheço aqui a minha culpa Por amiúde reincidir neste pecar Mas de que adianta a desculpa Se não resisto ao manjar? Sinto-me chegado a um apeadeiro De uma vida por demais agitadinha Mas se isto é que é viver por inteiro Não passa em vão a época da sardinha Contadas na dose de cada um Cruzar com alguma delas moída É o risco de quem não fica em jejum Neste estilo de vida destemido e atrevida! (Aníbal Panza-22.07.2024)
#pecados3 Ainda que mal pareça Há um pecado que arrisco Pois não me sai da cabeça Aquele arroz de marisco O sabor e a cozedura São coisas do outro mundo E com uma larga varredura Chego na panela ao seu fundo Há quem de marisco não goste Pelas cascas e cheiro residual Há um procedimento inerente Partir, comer e as mãos lavar no final. (Aníbal Panza-21.07.2024)
#pecados2 Na simplicidade dos manjares Os gostos não se discutem Mas há ementas singulares Que a cada ano se repetem Os saborosos "jaquinzinhos" Fazem parte do roteiro Do pecar nos meus caminhos Pois são degustados por inteiro Com uma apelativa textura Devorados são num trago Sente-se a crocância da fritura Na espinha, cabeça e rabo. (Aníbal Panza-20.07.2024)
#pecados1 Dos sabores que a vida tem Com muitos deles cruzamos E por saberem tão bem No pecar nos afoitamos Acomodado na cadeira Bem os pasteis polvilhei E com uns golos de madeira No doce me lambuzei São boas as sensações Invasoras dos sentidos Que agitam os corações Até aos mais inibidos. (Aníbal Panza-19.07.2024)
#Viana Fui longe para te ver Viana minha princesa Por isso fica a saber Que amar-te é a certeza Deixa que o meu joelho Sobre ti se aconchegue E que de ti um conselho Até ao meu coração chegue No fim o tempo dirá Se é correto este rumo Mas sei que sobrevirá O sentir que aqui assumo. (Aníbal Panza-14.07.2024)
#passos Meto os meus pés a caminho Na incerteza de um percurso Mesmo com passo curtinho Não me apago num discurso Assim sigo atento e seguro Na frágil passadeira azul Que dá luz ao que é escuro Desde o norte até ao sul Quem me vê tudo imagina Seja pro bem ou pro mal Mas é meu o virar da esquina Pois sou um ser vivo normal! (Aníbal Panza-13.07.2024)
#memória Do nada... Num olhar, Um laço que se cria num abraço! Uma amizade, uma vontade Um saber estar E o tudo... É muito mais que racional É a doçura revelada num espaço! É a pura liberdade Que deixará na memória Uma história De partilha incondicional! (Aníbal Panza-09.07.2024)
#fim Foi uma vez... Na sequência da vida O princípio E o meio Numa sequência com fim Mas nunca a dês por perdida Porque viver É mesmo assim! Aprendizagem Autoafirmação Autoconfiança Autoestima Enfim ... "Quem me livrará do corpo desta morte?" Dirão alguns "está na Bíblia"... ...digo eu, é a sorte! (Aníbal Panza-09.06.2024)
# meio Era uma vez... Um caminho que é o nosso E a cada dia se percorre Numa sequência incrível E há o tempo Que rápidamente transcorre Enquanto enlaça e desenlaça a nossa vida Nos contornos exteriores De corpos plenos Onde se ateiam chamas Mas, na fusão Da mente, alma e coração Quando há dor... ... que não seja dor de Amor! (Aníbal Panza-09.06.2024)
#princípio Era uma vez... Um mundo azul Onde se nasce com ou sem vontade Onde se aprende A respirar e a procurar Aquele amor que na verdade Nos tira fora da caixa E nos transporta e transforma Em sonhos e sonhadores Que viajando no tempo ... Dos amassos, dos beijinhos e abraços Sempre nas nuvens se entregam Suspirando ao sabor das fantasias E o mundo é sempre azul Uma,outra.... ...e a cada vez! (Aníbal Panza-07.06.2024)
#olhos Parei no passadiço sem temores E aliviado de tantas agruras diárias Sinto no local a vertigem dos amores Aventurados livremente nas alturas Ainda que neste abordar pela rama Da incrível diversidade da natureza Constato numa visão que me chama A imagem de uma escultural beleza Disformes e entorpecidos pelo tempo Ficam atrás de mim arregalados olhos Prontos a denegrir, desferir ou digerir Ansiosos por infortúnio ou contratempo Mas se misturarem alhos e bugalhos Que importa se isso me faz sorrir!? (Aníbal Panza-04.06.2024)
#arte Entre símbolos Expressões e representações Há sempre um antes e um depois! Depois... É claro que depois há a vida A inconsciente A apreendida A conscientemente vivida... Nos acertos, nos erros Nos encontros Nos desencontros Na oportunidade perdida Ou quem sabe No maior encanto Que algum dia Poderias ter encontrado em vida! É a arte! A arte que te mantém vivo Aquela arte Que não será por todos compreendida Mas o importante É a arte de quem a vive Num universo de paixões Nas crenças, sentimentos e emoções! (Aníbal Panza-02.06.2024)
#poema da Maria Pensavas tu Maria Outra coisa de mim, que não fosse Escrever-te uma qualquer poesia Merecida como bem sabes Apesar de algo tardia? Deixa lá, mas não vás nessa Aonde vão os teus trinta! Mais a mais, porque és peixes Ao anzol não escapas por rebeldia! Respira mas frenética não te queixes e... Indiferente às marés do dia a dia Aprecia o sabor desta fatiazinha poética! (Aníbal Panza-29.05.2024)
#Institucionalizado Umas vezes vives num mar de solidão Noutras deteriora-te a demência... Uns filhos partem para ganhar o pão, Outros denotam uma familiar divergência De modo a institucionalizar a tua condição Pois cuidar-te exige alguma competência E sem depender de ti a livre escolha Ainda bem que há alguém que te acolha. O tempo, esse passa para toda a gente E, ou porque já o eras ou então ficas Um dia natural ou acidentalmente doente Por causas conhecidas ou idiopáticas... Levam-te a serviços de saúde de repente! Atribuladas podem ser aí as práticas Quando o mais emergente no estudo É um tal chavão de "institucionalizado" E se o que resta do viver é institucionalizar Que assim seja, se o for com qualidade Quer num contexto de doença a avançar Ou num fim de vida independente da idade. Importa cientificamente diagnosticar Para agir sempre em conformidade... Na distanásia o meu pensar não funciona Apenas cuidar de quem viver ambiciona! (Aníbal Panza-19.05.2024 )
#essa palavra ENFERMEIRO Chegar, gostar, aprender A olhar e ver Qual planta a florir Descobrir, sentir, tocar E nas palavras, sons, silêncios Ou invulgares movimentos Perceber num esgar A dor ... E sem nunca desistir Acompanhar ... Da vontade do gerar Ao nascer, crescer, viver Prevenir, curar, reabilitar Aliviar, suavizar, confortar Ainda que o fim possa chegar Com o morrer... Espera-se esteja presente Numa palavra Um profissional por inteiro Qual mealheiro Onde se depositam saberes Ser, estar, fazer... É nessa palavra: ENFERMEIRO! Que nela, por ela e com ela, Acredita... Viajo no teu corpo Por inteiro! (Aníbal Panza-12.05.2024)
#sonetodosnove É um pouco estranho começar a falar dos números Que os seres humanos nas suas abstracções Para quantificar atos passados e ordenar os vindouros Deles fizeram uma das primeiras invenções O vazio passou a ser representado num invulgar zero Definindo o ponto de partida de um percurso Onde o custoso empenho árduo e sincero Se iniciou na voluntária escolha de um curso Depois é só contarmos: um, dois, três Quatro, cinco, seis, sete, oito e finalmente Aqui se completa um ciclo de crescimento com o nove Onde validamos com a "prova dos nove fora" alguns porquês Construíndo sem medo do "nada" um percurso gradualmente Na esperança que de nove em nove... a vida se renove. (Aníbal Panza-04.05.2024)
#flores Vai-te Abril Com teus defeitos E acontecimentos perfeitos Antes que fiques senil Abre a mão nestes segundos restantes Dá lugar aos aspirantes... E com o fulgor de um raio Que venha rápidamente Maio Com a esperança apontada A uma lenda entrosada Naqueles que ainda ousam Acreditar que o mundo Será melhor qualquer dia Na fantasia ou magia De uns raminhos de flores! (Aníbal Panza- 30 Abril 2024)
#ser livre pensar Abril Nasceu legitimado em Portugal um dia Em 1974, com rubros cravos de verdade Nos canos das espingardas dos soldados Um vinte e cinco de Abril que pretendia Dar aos portugueses a florida liberdade Hoje, já com umas décadas de vida É um Deus nos acuda o saber Que sem confissão vão sendo relatados Casos de promiscuidade reconhecida Daqueles que vão chegando ao poder Revela a história tantas safadezas Do humano compadrio e caciquismo De um célere julgamento carenciados Que nos trazem à memória as impurezas Seja da democracia ou qualquer "ismo" Nesse triste pântano é tão certo Olhar para o futuro mais desalentados Quando há um novo riquismo servil E no murchar dos cravos ficará o deserto Dos nossos sonhos por eles desbaratados Se não pensarmos ou repensarmos Abril! (Aníbal Panza2024)
#abelha Está bem abelha! Dirão alguns convencidos Fiquem com essa ideia E com quem vos der ouvidos... Ai abelha! Muitos não sabem Quão importante és E por isso talvez falem Que o segredo da vida Só depende das marés! É abelha! É triste que assim pensem E vivam numa ilusão Seria bom que compreendessem O que é a polinização! (Aníbal Panza-Abril.2024)
#eraumavez Viro a página... De um livro que se constrói E a história inclusa Tem o que se imagina Mais aquilo que se tenta! O tempo passa A ideia mói... Mas que importa Se a gente na sua sina Subtrai, divide, soma e multiplica E no resultado fica Aquilo que se aguenta! Que assim seja até aos "em" Por agora sente o sabor dos "enta" Porque daqui para a frente Como dirá sempre alguém... "Ou vai, ou rebenta!" (Aníbal Panza-28.Março.2024)
#cottas Numa natural colheita Há um "cottas" produzido E o que nele se aproveita Pelo tempo foi precedido Assim se foi maturando Em condições ambientais E os processos aceitando Para os resultados atuais Chega entretanto o momento Do "cottas" se transcender Ao degustar os seus sabores Nele ficando o sentimento E a obrigação de agradecer A quem está nos bastidores! (Aníbal Panza-Março.2023)
#23/2024 Mais um ano que termina Com outro colado à perna Mais um momento de rima Onde a palavra é eterna Nela habitam sentimentos Por vezes tão controversos Importa são os momentos Que às vezes descrevo em versos E no rodar de uma vida A minha e a daqueles que amo Há uma força assaz destemida Que diz que eu não me engano Sendo assim está tudo dito Entenda cada um o que quizer Persisto a inovar no que acredito Importa é ser, estar e saber...VIVER! (Aníbal Panza- Dezembro.2023)
#FelizNatal Há noites que são assim Passadas bem em claro Não são novidade pra mim Com gratidão as preparo E se a cada ano contado Está presente a alegria É porque tenho a meu lado Uma excelente companhia Reforça-se assim a amizade Num ambiente de Natal E o que queremos de verdade É sermos felizes afinal. (Aníbal Panza- Dezembro.2023)
#notaNatalícia Enquanto o tempo voa Acabo de rever serenamente Todos os pedidos aqui chegados. Sem falsa modéstia A minha generosidade não é à toa E sim, Tenho para a toda a gente De coisas boas a uns simples trocados Que vão modelar a vossa angústia. Pois que o vosso saco fique cheio Já que com o meu eu me aperreio Com tralhas que há a rodos... Mas não faz mal Porque nele há para todos Desejos de um Feliz Natal! (Aníbal Panza-Dezembro.2023)
#memórias Uma vida que se faz E num instante se vai Um momento que assim fica Num fim de tarde em Novembro Podia ser tudo diferente Igual ao comum de toda a gente Mas não... Nada tem que ser igual Na nossa diversidade Uns vão Outros ficam Contudo todos irão E como sempre na história Perdurará a memória! Daqueles que nos estimam! (Aníbal Panza-Novembro.2023)
#Nudez Uma após outra Deixas cair a tua roupa Que vai revestindo o chão Desnudas assim A tua altiva natureza Para mim Tudo a seu tempo Sem rancores E sem pudores No teu rosto apenas Uma combinação de cores Tantas vezes vista Na intimidade Em que se perdem os amores E decido pé ante pé avançar Com cumplices pisadas Suave fica assim meu caminhar. (Aníbal Panza-Novembro.2023)