quinta-feira, 21 de maio de 2026

# Resumo Vivo Outro final de dia, o meu resumo de vida... E vejo o nosso amor: inteiro e renascido! É ali, naquele traço de luz que nos chama, Que o mundo faz sentido, longe do ruído. O céu, estranhamente nublado e pesado, Não é presságio de chuva nem de tormenta. São apenas olhares de um mundo fechado, De vozes que o preconceito cego alimenta... Essas nuvens cinzentas, que tentam filtrar o sol, São o espelho de quem não sabe o que é voar! Gente pequena, presa num triste lençol, Que teme a cor que o amor insiste em pintar. Mas o nosso horizonte... esse é intocável! Não há sombra ou julgamento que o possa apagar, Pois, enquanto houver luz pura e inabalável, Haverá sempre um céu onde nos podemos amar! (Aníbal Panza - 18.04.2026)
# Abrigo eterno Olho para o céu... parece que se inflama! O meu olhar capta, em paz, a verdade. Na nuvem que explode a voz de quem ama E onde o carinho não se julga pela idade. O perfume da chuva e o teu toque na mão São laços de um tempo que não se encerra, No qual o ouvido perscruta, a cada pulsação, O gosto da vida que traz a Primavera! A tempestade não apagará este brilho Que o horizonte eterno agora consome, Pois somos, em vida, o mesmo caminho, No qual o tempo pára ao ouvir o teu nome! (Aníbal Panza - 15/04/2026)
#Celebrações Livres crescem, nos campos Plantas com suas flores, Renovando sem estereótipos A paisagem mesclada de cores! Toda a atenção é-lhes merecida, Ainda que com sacrifício ou dor... Com elas celebramos a Vida, A Esperanca, a Gratidão e o Amor! Na doçura que a vida desenha E no brilho que a Páscoa traz, Emerge a flor que meu peito conduz. Que o destino em nós se mantenha, Selando num abraço a Paz, Florida pela celebração da cruz! (Aníbal Panza - 05/04/2026)
#Como me vês Será que é com espanto A forma como me vês!? Carregando o meu quebranto, Sem critérios nem porquês? No teu ver, quem sabe, Se porventura ofuscado, A minha imagem se acabe, Perdida entre presente e passado. Nesta vida em constante desafio, Gostaria que em mim visses O calor de um abraço amigo! Já que, de qualquer modo ou feitio, No que tu porventura decidisses, Serias o meu destino e eu teu porto de abrigo! (Aníbal Panza - 29.03.2026)
#Nuvens Caminhamos diária e arduamente, Absorvidos por inúmeras preocupações, Sem conhecermos, certamente, Como suportaremos as nossas emoções... Entre um olhar permanente para o chão E um outro que se eleva para o ar, Sentimos o arritmico bater do coração, Afectado por algumas nuvens a pairar! As dúvidas que elas nos trazem, No seu dissipar lento mas absoluto, Vão perturbando no ver a claridade... Do local, onde o amor e a verdade jazem, Completamente livres de toda a falsidade, Até formarem aí um laço eterno e resoluto! (Aníbal Panza - 26.03.2026)
#DiaMundialdaPoesia Encantado com a poesia Que brilha no teu olhar, A qualquer hora do dia, Entrego-me à fantasia Dos silêncios no falar... E, das palavras espontâneas, Lançadas para os combater, Algumas são combustível, De origens tão estranhas, Que fomentam o arder! Acabo assim, perplexo, Na busca do que dizer Para extinguir a fogueira, Porque no teu olhar reflexo Encontro o meu próprio ser! (Aníbal Panza - 21.03.2026)
#Dia do Pai Um dia! Sempre mais um dia, a cada dia! Hoje, o Dia do Pai no rumo do calendário. E quem nunca, na sua viagem de poesia, Não viu a vida toda virada ao contrário? Sem luz nem fé, sem família nem raízes, Caminhando num itinerário tão arbitrário, Culminando num corpo cheio de cicatrizes... Um dia! Para ser vivido e pensado. Sem muito aprofundar a ciência Nem reinventar, quem sabe, o já inventado. Que, após as quedas, é a nossa resiliência, O desenho no qual se registam as matrizes. Que o diga S.José que, sendo "pai adotivo", Superou o destino para nos fazer felizes! Que o filho que chora seu pai ausente, Mesmo que a dor lhe roube esse sentido, Mantenha no seu peito o amor presente. Se no tempo se faz forte e consciente, Jamais se sentirá um filho perdido, E terá a luz do "Pai" sempre permanente! (Aníbal Panza - 19.03.2026)
#Vida Faz-se e desfaz-se nos dias A vida de cada um, Acontecendo ao segundo Sequências de arrelias Mas também de alegrias, No óbvio do senso comum. E, no total desses dias, Consolida-se assim a idade, Destacando-se alguns Envoltos em nostalgias, Construindo na vida poesias, No mar da diversidade. Por isso, ontem fiz anos, Originando os artigos Que aqui deixo apressado. Hoje, nos meus planos Está agradecer aos amigos Dizendo-lhes: MUITO OBRIGADO! (Aníbal Panza - 07.03.2026
#Vida Faz-se e desfaz-se nos dias A vida de cada um, Acontecendo ao segundo Sequências de arrelias Mas também de alegrias, No óbvio do senso comum. E, no total desses dias, Consolida-se assim a idade, Destacando-se alguns Envoltos em nostalgias, Construindo na vida poesias, No mar da diversidade. Por isso, ontem fiz anos, Originando os artigos Que aqui deixo apressado. Hoje, nos meus planos Está agradecer aos amigos Dizendo-lhes: MUITO OBRIGADO! (Aníbal Panza - 07.03.2026)
#Eu Às vezes... Não sei se o tempo pára, Indicando que enlouqueço, Bordando com espinhos o caminho! A sorte está no encontrar Lúcida guia no evitar do tropeço. Permito-me assim dizer, Abraçado ao destino: Nada sei sobre o futuro, Zelo aquilo que parece Acalentar os passos dados no escuro. (Aníbal Panza - 06.03.2026)
#A máscara e o disfarce Serenamente, Observamos o que nos rodeia... E é mesmo à nossa frente Que tudo ali acontece, Consciente ou inocentemente! Se o ver é como o vemos, O sentir é o que medeia A máscara que oculta a mente E o disfarce que parece Perseguir-nos permanentemente... O que podemos fazer No carnaval da vida de cada um? Manter firme a máscara, Disfarçada de inofensiva, Ou mascarar o disfarce que nos macera? Talvez nada, de verdade. Afinal estamos no carnaval dos carnavais! (Aníbal Panza - 16.02.2026)
#tempo Naquele céu azulado Que sempre esconde as estrelas, Pairam tantas incertezas Que qualquer luz perfurante, Por mais ínfima que seja, Mostra o caminho em frente, Na dúvida que nos tortura+ Soprando vai o vento ao ouvido... Uns sons que imitam palavras, E a chuva que, sem sentido, Com o tempo as vai deixando molhadas, Num rosto de amargura! Escorresse assim a nebulosidade, Transformada num sol de pouca dura! (Aníbal Panza - 07.02.2026 )
#Aparências É por demais evidente Que no viver é crescente A névoa super arreliadora Que, indefinida, reluz... Não sei de fora para dentro, Apenas sei que não vai embora! Nesse crescer evidente, Fico demasiado impaciente E procuro nas ciências A reposta que me seduz... Escondendo nas vivências A verdade com aparências! De qualquer modo, vou em frente Ainda que certa mas pobre gente Na vida pouco ou nada me diz, Porque ao ver plantas a florir Respiro pela luz que há-de surgir! (Aníbal Panza - 01.02.2026)
#Convicções Em dia de Eleição, Procuro o meu candidato Pelo nome e o retrato E, no segredo dos Deuses, Deixo a escolha bem à vista, Com toda a convicção! Num boletim com alguns nulos Luis, André, Eduardo, Joana Vieira, José, Catarina, Cotrim, Humberto, Seguro, Mendes, Ventura Filipe, Melo, numa formatura, No qual cada um seleciona os seus casulos! Eu voto sem igual Numa eleição em que escolho, Sempre com convicção. Sinto-me vitorioso com o copinho na mão! Acreditem... sei escolher. Neste local, a ginja não tem rival! (Aníbal Panza - 18.01.2026)
#Ficar Nas correntezas conhecidas Da natureza envolvente, Há quem chegue, Há quem vá, E, numa contra corrente, Há muito pouco quem fique. Quando olhamos para a água, Que aparenta ficar, Há um lento movimento, Parecendo ir mexendo, Na procura de uma lua, Que tanto tarda em chegar... Com tal estagnação, Ainda que o lodo surja, Nas margens e no seu leito, Quando em fila todos vão, Só fica quem nos merece E nunca será em vão! (Aníbal Panza - 17.01.2026)
#Olhar Nos teus olhos Ponho os meus, E sinto que vês em mim O que não consigo ver em ti! É nesta forma de ver E de sentir entre nós Que não vemos o que queremos Mas sentimos o que vemos! Daí que o ver e o sentir São como os namorados Quando, de olhos fechados, Se entregam a um porvir! (Aníbal Panza - 11.01.2026)
#Adeus Por momentos, Pensei que não te suportava, Durante esses teus 365 dias, Em que me deixaste ao sabor Dos teus apetites e caprichos... Chorei, E digo-o sem ódio nem amargura, Apesar desse teu ágil calar, Que a vida nem sempre é a doçura Que os manuais nos querem ensinar! Sorri, Sabes tão bem porquê e quando, E sempre que graciosamente Me disseste ao ouvido sussurrando A palavra amorosa ou a piada diligente. Adeus, vai-te! Vai embora, ainda que deixes saudades. Essa será a prova que novos dias Trarão consigo outras ambiguidades, Que darão vida às minhas fantasias! (Aníbal Panza - 31.12.2025)
#A árvore Sei Que, quando me sentei, Estavas ali, Representando o Natal Sob a forma de uma árvore. Acredita, Esperava encontrar-te Num verde natural, Ainda que coberta Com neve artificial. Porém, As coisas são como são, Não como as imagino, Gerando tantas vezes em mim Uma imortal desilusão. Juro, Vi-te ali, branca e pura, Mas alguém, qual adepto da verdura, Escondeu-te com vergonha Não suportando a pública censura. (Aníbal Panza - 29.12.2025)
#Círculos Pé ante pé, Vão-se juntando as pessoas, Demonstrando a quem as rodeia Que a vida se vive com fé. Entre as diárias tormentas, Há folhas que vão caíndo. Mas pensemos: "se aguentas" É porque assim vais vivendo! E quando todos se juntam, Pisando as folhas outonadas, Criam-se círculos que revelam O valor do amor nas jornadas! (Aníbal Panza - 28.12.2025)
#Feliz Natal 2025 No passar do nosso tempo, Permanece o que é sincero, Ainda que algum lamento Nos traga algum desespero! Que importam os vaticínios Ou os ciúmes controversos De alguns meninos mimados Com pensamentos perversos!? É, assim, a nossa amizade O que mais importa no final. De lealdade, honestidade e sinceridade Se faz o nosso Feliz Natal! (Aníbal Panza - 24.12.2025)