Ai Valentim, Valentim
Ai Valentim Valentão!
Porque me fazes assim
Um grande namoradão?
São resmas de namoradas
Que ao meu lado me pões
São solteiras e casadas
Todas querem atenções!
Por ser uma aldrabona
verdade não sai de mim
Podes dar cabo da mona
Nunca terás uma assim!
Bom dia São Valentim!
Um Blogue,como muitos outros. "Tudo o que somos incapazes de dar nos possui" (André Gide)
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Maçã de Adão
Como é boa a maçã de Adão!
Só de a ver,
Caem meus olhos ao chão!
Pele luzidia,
Ao tocar nela que sensação.
Como é macia e o cheiro tão bom
É um gosto ter-te maçã de Adão!
Pego em ti,
Nem pestanejo,
És verdadeira ou uma ilusão?
Vou-te comer,
Vai ser tão bom!
E a tua casca, trinco-a ou não?
Se te trincar tu dás um grito,
Tu a gostar e eu aflito!
Como és boa maça de Adão!
Não penso mais,
Meter-te à boca,
Deixar-te louca,
E digo baixinho com a voz rouca:
Como és tão boa maçã de Adão!
Cravo-te o dente…zás
Tu cais p’ra trás.
Que estranho!
É o teu sabor No meu palato…
Parece que lambi um prato!
Sabe a salsicha!
Tu, tão bonita e tens uma bicha?
Não volto a dizer:
Como és tão boa maçã de Adão!
Tirei agora a minha ilação…
Vi-te por fora
Por dentro não!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Uma forma de dizer “Condenada”
Hoje sinto-me condenada.
Sentada, junto à sabedoria popular, escuto, paro e olho como se de uma passagem de nível se tratasse. Farto dos atropelos da vida, o que importa mais um? Do outro lado da via vejo os meus filhos estudando, trabalhando, namorando, brincando, às profissões, ao estudo … tudo isso fiz. Penso com os meus botões quem andou ainda pode andar, ou talvez não, porque me dizem que quem andou não tem p’ra andar.
A primeira constatação diz-me: TENHO FILHOS!
Mais além, vejo um jardim repleto de flores e de arbustos multicores, onde horas a fio manifestei muitos dos meus sentimentos: amor, raiva, tristeza, alegria, ternura, compaixão…
No canto do jardim está uma árvore, com um porte altivo e senhoril. Na sua sombra descansei, dormitei, pensei. Pensei tanto e porque não dizê-lo - chorei. Dizem-me que as arvores também se abatem mas esta não merece. Lá bem no alto da sua copa ela olha em seu redor e vê de um lado a montanha, enorme, pujante, verde, queimada aqui e ali por mãos criminosas, do outro lado o mar, imenso. Tão imenso que não consigo alcançar a sua verdadeira dimensão. Que sorte a tua minha árvore que o sol nasce para ti todos os dias. Do raiar da aurora ao por do sol muitas historiais terás para contar.
A Segunda constatação diz-me: PLANTEI UMA ÁRVORE!
Fecho os olhos…e ao abri-los encontro a meus pés um lápis e umas folhas de papel. Nelas posso escrever mais umas tantas páginas de um livro “O livro da minha Vida”, onde se constatam dramas, novelas, romances, cartas, poemas, projectos. Não está publicado é certo!
A Terceira constatação diz-me: ESCREVI UM LIVRO!
Sorrio e penso - como a vida é curta! Ter filhos, plantar árvores escrever livros.
Seguro firmemente o lápis e rabisco com prazer – estou condenada!
A Quarta constatação digo-a eu: É A VIDA!
Sentada, junto à sabedoria popular, escuto, paro e olho como se de uma passagem de nível se tratasse. Farto dos atropelos da vida, o que importa mais um? Do outro lado da via vejo os meus filhos estudando, trabalhando, namorando, brincando, às profissões, ao estudo … tudo isso fiz. Penso com os meus botões quem andou ainda pode andar, ou talvez não, porque me dizem que quem andou não tem p’ra andar.
A primeira constatação diz-me: TENHO FILHOS!
Mais além, vejo um jardim repleto de flores e de arbustos multicores, onde horas a fio manifestei muitos dos meus sentimentos: amor, raiva, tristeza, alegria, ternura, compaixão…
No canto do jardim está uma árvore, com um porte altivo e senhoril. Na sua sombra descansei, dormitei, pensei. Pensei tanto e porque não dizê-lo - chorei. Dizem-me que as arvores também se abatem mas esta não merece. Lá bem no alto da sua copa ela olha em seu redor e vê de um lado a montanha, enorme, pujante, verde, queimada aqui e ali por mãos criminosas, do outro lado o mar, imenso. Tão imenso que não consigo alcançar a sua verdadeira dimensão. Que sorte a tua minha árvore que o sol nasce para ti todos os dias. Do raiar da aurora ao por do sol muitas historiais terás para contar.
A Segunda constatação diz-me: PLANTEI UMA ÁRVORE!
Fecho os olhos…e ao abri-los encontro a meus pés um lápis e umas folhas de papel. Nelas posso escrever mais umas tantas páginas de um livro “O livro da minha Vida”, onde se constatam dramas, novelas, romances, cartas, poemas, projectos. Não está publicado é certo!
A Terceira constatação diz-me: ESCREVI UM LIVRO!
Sorrio e penso - como a vida é curta! Ter filhos, plantar árvores escrever livros.
Seguro firmemente o lápis e rabisco com prazer – estou condenada!
A Quarta constatação digo-a eu: É A VIDA!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Triste circo
Dinheiro não queremos mais, nem mais tempo para pagar!
Foi isto que percebi do primeiro a falar!
Neste falar tão convicto e sem nada de inocente,
Quase que acredito que ele vai salvar a gente.
Nosso primeiro mandante de certeza é dos mais duros
Diz que assim não pagará mais caros os nossos juros!
Com comandantes assim onde os recursos são escassos,
Chegaremos nós ao fim com este tipo de passos?
Diz que são passos de lebre, não são uns passos falhados,
Será que eram precisos para agradar aos mercados?
Mercados do PSI 20, do Dow Jones ou Nasdaq,
Fazem de mim um pedinte aqueles homens do fraque!
Eu queria viver em paz para me afastar da morte,
A coragem não me falta mas falta-me aquela sorte!
Há palhaços neste circo e não faltam malabaristas,
Com o rufar dos tambores chegam os equilibristas!
É um vê-los lá no alto porque querem dar nas vistas
Com os pezinhos de lã são verdadeiros artistas!
Equilibram-se as finanças, cortando-se os salários
Quem assiste bate palmas, mas apenas os otários!
Esfumam-se as esperanças, se um “chegar” haverá!
Mas quem for inteligente fará um novo amanhã!
Será que cai no abismo sem ter rede que o proteja?
Surgirá sempre um “ismo” qualquer que a teoria seja!
Um salvador existirá para proteger o povo
E quando a tenda cair far-se-á um circo novo!
Neste espectáculo triste que nos querem impingir,
Sinto-me um palhaço triste, não me apetece sorrir!
Foi isto que percebi do primeiro a falar!
Neste falar tão convicto e sem nada de inocente,
Quase que acredito que ele vai salvar a gente.
Nosso primeiro mandante de certeza é dos mais duros
Diz que assim não pagará mais caros os nossos juros!
Com comandantes assim onde os recursos são escassos,
Chegaremos nós ao fim com este tipo de passos?
Diz que são passos de lebre, não são uns passos falhados,
Será que eram precisos para agradar aos mercados?
Mercados do PSI 20, do Dow Jones ou Nasdaq,
Fazem de mim um pedinte aqueles homens do fraque!
Eu queria viver em paz para me afastar da morte,
A coragem não me falta mas falta-me aquela sorte!
Há palhaços neste circo e não faltam malabaristas,
Com o rufar dos tambores chegam os equilibristas!
É um vê-los lá no alto porque querem dar nas vistas
Com os pezinhos de lã são verdadeiros artistas!
Equilibram-se as finanças, cortando-se os salários
Quem assiste bate palmas, mas apenas os otários!
Esfumam-se as esperanças, se um “chegar” haverá!
Mas quem for inteligente fará um novo amanhã!
Será que cai no abismo sem ter rede que o proteja?
Surgirá sempre um “ismo” qualquer que a teoria seja!
Um salvador existirá para proteger o povo
E quando a tenda cair far-se-á um circo novo!
Neste espectáculo triste que nos querem impingir,
Sinto-me um palhaço triste, não me apetece sorrir!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Para ti, Xaile de seda....Amor é Fogo!
Amor é fogo?
É fogo é!
Quando a nossa mente
Dá ordens ao coração
Para se atirar em frente,
Ligando a ignição!
Logo, logo incendeia
Como quando esfrego o amorfo
Na parte chamada lixa!
E quando se aproxima
A chama de um pavio
Num instante se faz luz!
Tal e qual ligar a ficha
Com os fios descarnados
Sente-se logo o arrepio
Pela descarga atingidos
Quando alguém nos seduz!
O fogo tem o seu perigo
E há quem saia queimado
Basta olhar para o umbigo
Esquecendo quem está ao lado!
Fala um carbonizado,
Neste poema de amor.
Tantas vezes fui queimado
Outras tantas incendiado!
Mas sempre tenho aprendido
Que tem muito mais valor
Um Amor algo sofrido
Do que o falsamente vivido
Sem réstia de qualquer chama
E ausência de calor!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O Carnaval…dos Feriados!
Tentei compreender um dia…
Serei de compreensão lenta?
Saber a distância que vai, do feriado obrigatório…
À concessão de uma dita Tolerância!
Tudo isto porque a Troika descobriu no meu país
Feriados em abundância!
É certo que uns senhores sendo na estranja doutores
A cobrar um bom pilim, dão de conselho aos patrões
Que a coisa deve ter fim!
Sentam-se todos à mesa e começam o festim…
Temos logo o dia um
De Janeiro pois então.
Não cortemos este aqui ainda estamos no primeiro!
Passemos ao Carnaval
Porque esse é lá p’ra Fevereiro!
Que diabo aqui está frio. Este é um caso raro.
Nem de feriado tem estatuto,
Nada de o cortar
Ao Rio vamos sambar!
E não sendo obrigatório, se este feriado marcar
Em qualquer fase do ano
Podemos mandá-lo ao ar!
O 25 de Abril, esse deixai-o ficar!
Que se manifeste o povo
Recordando o Estado Novo!
O quê? Primeiro de Maio? Dia do trabalhador?
Deixai-o também ficar. Vejam que em todo o mundo
Também teria que findar!
Chegados ao mês de Junho, valham-nos agora os céus,
Temos o Corpo de Deus!
Por que nos chamam de Demos, este sim pode acabar.
Quando chegares ao sepulcro
O certo é não o encontrar!
Disseram que subiu aos céus para salvar dos pecados,
Alguns parecidos c’os meus!
Venha lá o 10 de Junho. O nosso dia da raça.
Que fique! Que fique! Que fique!
É o dia do discurso que gente nobre faz na praça,
Onde alguns se aproveitam
Para anunciar desgraça!
Ai Camões como eu percebo! Porque ficaste sem olho…
Eles falam, falam, falam…
E sou eu que os escolho!
No mês de Agosto um feriado? Dia de Nossa Senhora?
Acabemos já com este!
Está toda agente de férias,
Ninguém liga às nossas lérias!
Acreditam em mistérios? Nós sim! Virgens e sérios!
Cinco de Outubro, Oh! Não! Falar em Republica não queria,
Porque nesta troika temos
Monarquia em maioria!
Acabe-se! Acabe-se! Logo se vê! A Republica é uma doença
Vejam que é defendido
Pelo advogado Proença!
Vá lá, estamos em Novembro e depois só há Dezembro!
Em Novembro, todos os Santos!
Pensei que não houvesse tantos!
Este podia acabar mas algum tem que ficar!
Deixemos então ao Povo
Mais um dia para rezar!
Muito vai ter que pedir
Para da crise sair!
O dia um de Dezembro faz-me lembrar Espanhóis!
Quiseram independência?
Chamando-lhe Restauração?
Ai que o povo é tão crente
Que vem tudo ter-lhe à mão!
Não queremos acabar com este mas para acabar com outro,
Sinto-me pouco afoito.
Porque haveria de ter
Dezembro, o dia Oito?
Ah! É o dia da mãe!
Que fique, porque me dizem em todo o lado onde vou!
Que mãe, afinal só há uma,
Mas, desta mãe eu não sou!
Por isso quis o destino,
Que no dia 25,de Dezembro outra vez,
Fazendo-se alguma luz, para os lados de Belém,
Nasceu ali um menino…
Cujo nome é Jesus!
De Nazaré! Digo agora! Não vale a pena assustar!
Acabemos com a história
Porque acabar com três
Será uma grande vitória!
E volto logo a pensar no diabo da distância
Que vai do obrigatório
À tal dita tolerância!
Acabar com os feriados para mim não faz sentido,
A riqueza do país
Não está, nos feriados perdida!
Que engano meus senhores vocês fazem por sinal,
Nos vossos países tendes
Tantos como em Portugal!
Tretas! Tretas! e mais tretas! Vou gozar o Carnaval.
Antes que o mesmo acabe!
Por não ser obrigatório,
Mas um feriado afinal
Que todos os anos renasce!
No berço da tal distância…
Com nome de Tolerância!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
A minha rua!
Fim do dia!
Passo a passo,
Vou caminhando no espaço!
Espaço vazio e frio,
Numa tarde de inverno!
Inverno dos nossos dias.
Dias que a ti me levam!
No vazio do silêncio,
Silêncio de um corpo nu!
Nu pintado por artista,
Artista como és tu.
Tu ou eu, isso que importa?
Sinto o cheiro do teu corpo,
Corpo marcado pela vida,
Vida às vezes proibida
Proibida pela maralha!
Por ti eu vou caminhando,
Caminhando e avançando!
Tu bem sabes quem eu sou!
Sou um amor sofrido!
Sofrido por esperar,
O aconchego da voz!
Indo de mim para ti,
Nunca me canso de andar.
Pois eu sei que vou chegar
Não a esta, mas àquela
Àquela que é a minha rua!
Passo a passo,
Vou caminhando no espaço!
Espaço vazio e frio,
Numa tarde de inverno!
Inverno dos nossos dias.
Dias que a ti me levam!
No vazio do silêncio,
Silêncio de um corpo nu!
Nu pintado por artista,
Artista como és tu.
Tu ou eu, isso que importa?
Sinto o cheiro do teu corpo,
Corpo marcado pela vida,
Vida às vezes proibida
Proibida pela maralha!
Por ti eu vou caminhando,
Caminhando e avançando!
Tu bem sabes quem eu sou!
Sou um amor sofrido!
Sofrido por esperar,
O aconchego da voz!
Indo de mim para ti,
Nunca me canso de andar.
Pois eu sei que vou chegar
Não a esta, mas àquela
Àquela que é a minha rua!
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