quarta-feira, 21 de março de 2012

Porque hoje é o dia mundial da POESIA

Meninos que sois nascidos
Em bercinhos tão diversos
Crescendo vós percorreis
Os caminhos mais dispersos.
Em crianças sois anjinhos
Não largais vossos colinhos
Contam-vos belas histórias
E sois sempre tão fofinhos.
Adolescentes partis
Passando pavoneados
Não querendo ser infantis
E Com ideais masturbados
Fazeis ninho em todo  lado.
A Adultos vós passais
Dando na mesa um murro
Pisando todo o incauto
Que em vosso juízo tropeça
Nessas cabeças armadas
Com duas orelhas de burro.
Trocas, artimanhas, baldrocas
Tudo assim se conquista
Tendes fama até na cama
Mas sois mais curtos de vista!
Acontece que a idade
Torna a vida pachorrenta
E tanta porcaria junta
A gente não aguenta!

terça-feira, 6 de março de 2012

Para ti meu amigo

Constantes correm teus anos
Na maratona da vida.
Não há corridas perpétuas
E tudo tem o seu fim.
Se estas minhas palavras
Penetram nas tuas mágoas
 É porque gostas de mim.
Sei que hoje fazes anos,
E és por mim adorado!
Manel em teus desenganos
Libertas minhas torturas,
Dos laivos sentimentais,
Porque sendo tu um homem,
Tal e qual como os demais
Vais vivendo uma espera,
Quantas vezes tão austera
Por obstáculos fatais.
Parabéns querido amigo!
Outros tantos não farás,
Mas sei que quando morreres
Contigo me levarás….

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Quando me olhas!

Teus olhos fitos nos meus!
Os meus,
Rasgam os teus!
Quando me olhas assim...
Olhar profundo,
Abre-se a nova imagem do mundo.
Olhar tão meigo e brilhante…
Olhar carente…
Sinto-me em ti
Na doçura desse olhar!
Por momentos,
Arrepia-me o teu penetrar-me…
Sinto que mergulhas,
 No leito do meu pensar!
Encontras-te em mim
Ao encontrares-me em ti.
Em momentos…
 De uma pureza sem fim!
Do melhor,
Que já vivi!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sei lá se é...

Ao ritmo da troikada
Dança do FeMI/CêÉÉ.
Vai PThompson de abalada
Mas chega o Sei lá se é .

Economistas não faltam
Neste viver global
De qualquer lado se importam
Para “ajudar” Portugal!

Experiência não lhe falta
Num curricula sem igual
É mais um p’ra ver a malta
Que vai p’ro abismo fatal.

O facto de ser Etíope
País onde a miséria impera
Até podia ser míope
e Portugal recupera?

Vira e roda nesta dança
De países periféricos
Sempre num corridinho
De políticos cadavéricos!

Em relvas já infestadas
Coelhinhos adoramos.
E com as contas ratadas
Encavacados estamos.

Seja ou não seja a verdade!
Não posso perder a fé,
Mais uma   oportunidade.
Sei lá se é ou não é.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Reencontro...

És… Faltava-te esta palavra!
Na veia poética da Mariavaicomasoutras, digo-te que “Sou”:
Os Dedos das Mãos que se tocam e embalam,
Quando estamos juntas, porque as mãos falam.
A Taquicardia que nos sustenta sempre que eu te encontro,
Porque o Coração bate de acordo com o momento e com o que sente dentro.
O Espírito que nos ventila o viver
E não deixa a Alma morrer.
Os Olhos vivos e reluzentes, os teus,
Subjugada e desnuda pelo Olhar dos olhos meus.
O Ser que te ama e te domina,
Sempre que me aproximo do teu Corpo de menina.
O Apelo que te chama e te basta,
Num Desejo que é nosso e nos desgasta.
A Cabeça que sem esforço transpira,
Quando as nossas Bocas se unem num beijo que nos respira.
A Alegria radiosa que impera,
Num Sorriso luminoso que nos espera.
O Som das palavras que digo,
No murmurar de uma Voz que te atravessa e te dói.
A Chama que aquece e clareia o teu ser,
Na Luz que nos incendeia o sofrer.
A Cor que te liberta sem dor,
Do Arco-íris que é o nosso amor.
O Luar que nos arrebata e embriaga
De uma Lua que enfeitiça a nossa entrega.
O Som da nossa paixão,
Numa Melodia que nos perturba a razão.
A Fantasia que é o Sonho,
 de juntos poder voar.
O Percurso de um Caminho que nos guia e nos assola,
Mas mesmo sendo custoso nos consola.
A Crença que te acolhe e te leva, na Fé que sendo dos dois,
Faz que na tempestade, chegue a bonança depois.
O Pavor que te transtorna e até te faz rejeitar,
No Medo que em ti se cria, de uma Mulher amar.
A Onda que te navega, na imensidão que é o Mar
E que ao chegar à praia, desmaia por te abraçar.

Sou…a palavra que te faltava, não para encontrar o que… És
Porque essa sempre esteve no corpo do verbo Ser…
Uma Mulher que te ama e que se estende a teus pés...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tradição

Tradição….já não é o que era!
Ouvi uns rumores de que nos devemos “afastar” das tradições…motivo: estamos em crise!
É esta a verdadeira crise, a do existencialismo!
Argumentar sobre o que não tem argumentação é complicado.
Retomo a tradição do pensamento e verifico que a “inteligentia”dizia:
"Alem das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos” (Albert Einstein)
Aptidões…tenho algumas herdadas e outras tantas adquiridas.
Qualidades…idem, idem aspas, aspas.
Fujo à tradição e claro, adoro o sexo oposto…não pela tradição mas sim pelas aptidões e sobretudo pelas qualidades.
Uns parvos meu velho Einstein…é o que somos, pelas escolhas que fazemos de quem nos vai abrindo os trilhos que percorremos nesta vida!
“ Os homens fazem a sua própria história, mas não o fazem como querem… a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos” (Karl Marx)
Pois é Marx…mas há alguns que vão fazendo o que querem.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Esta palavra “PIEGAS”

P de Parvo,
I de Indolente,
E de Espanto ,
G de Gozo,
A de Austero e um…
S de Serôdio!
Assim se escreve Piegas
Juntas o P ao I
E o E ao G e A
Surpreende-a com o S
E verás que ela lá está!
Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…
EGAS!
Disse agora uma asneira!
Pois quem a pronunciou
Queria dizer Mimalho
Eu mandei-o pró “trabalho”
Porque Birrento  não sou!
Nem tão pouco sou Chorão,
Nem sequer sou um Lamechas!
Posso ser Efeminado
E ter algo de Aldrabão!
Pois que me chame PIEGAS
Com toda a serenidade,
O homem da paz, pão
Povo e liberdade,
Que eu sigo o meu coração!