segunda-feira, 23 de junho de 2014

Cansado do reino!

Cansado que estou do reino
A que chamamos república
Onde ao governo não falta treino
Para acabar com a função pública!

E como isso não basta
Fazem real comédia
onde os maduros da casta
arrasam a classe média....

Alto e pára o baile, acabou-se o meu escrito
Agarro num soneto do Correa Henriques e já está...está tudo dito!!!

Não lamentes, Alcino, o teu estado,
Corno tem sido muita gente boa;
Cornissimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes córnos tem reinado.

Sicheu foi corno, e corno de um soldado:
Marco Antonio por corno perdeu a c′roa;
Amphitrião com toda a sua proa
Na Fabula não passa por honrado;

Um rei Fernando foi cabrão famoso
(Segundo a antiga letra da gazeta)
E entre mil cornos expirou vaidoso;

Tudo no mundo é sujeito á greta:
Não fiques mais, Alcino, duvidoso
Que isto de ser corno é tudo peta.

(José Anselmo Correa Henriques)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A COPA...

Nos últimos tempos muito se tem falado no Brasil por variadíssimos  motivos.

Por mim, espero que tudo corra em conformidade com a imagem que o Brasil e o seu povo merecem, muita alegria no meio das maiores adversidades.

As revoltas, lá como cá, devem ser efetuadas de forma exemplar nos atos eleitorais, mais do que na rua...

Deus lhe Pague (Chico Buarque)
https://www.youtube.com/watch?v=0JKlx69eRJQ  (imagens fortes)



Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir

A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir

Por me deixar respirar, por me deixar existir

Deus lhe pague


Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"

Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir

Um crime pra comentar e um samba pra distrair

Deus lhe pague


Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui

O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir

Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi

Deus lhe pague


Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir

Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir

Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair

Deus lhe pague


Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir

Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir

E pelo grito demente que nos ajuda a fugir

Deus lhe pague


Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir

E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir

E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir

Deus lhe pague

quinta-feira, 5 de junho de 2014

MISÉRIA HUMANA

Cada dia que passa sinto-me mais triste com o que vejo e ouço...
A miséria humana tem origem no pensamento pessoal e reflecte-se nos atos e palavras das pessoas...
O fim, é trágico! Pensem nos ditadores e nos seus pensamentos e vejam como tudo terminou!
Permito-me citar Farccions Al’Camir “A solidariedade é a convicção plena de que ninguém pode ser feliz tendo alguém sofrendo ao seu lado!”...
Há quem não entenda isso e diga que o país está melhor mas as pessoas não...começamos a ver cada vez mais bichos:
"Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem"

O Bicho (Manuel Bandeira)

Retornando ao pensamento humano, fiquei aturdido com a tirania proclamada com sarcasmo e promissora de uma maior desumanidade da miséria humana vinda da boca de ...(desculpem mas teria que adjectivar de forma pouco polida o seu autor)...então agora a culpa é dos que não souberam escolher :  "O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis." (Platão)
Termino com mais esta "O independente e imparcial exercício da autoridade judiciária é um aspecto essencial de uma sociedade livre. Porém em vez de proteger juízes de pressões políticas, a maioria dos sistemas eleitorais convidam a essa influência. (Derek Bok)...
Começam a perceber onde começa e acaba a miséria humana?

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Era uma vez...

Era uma vez uma criança que, nascida e criada em ambiente onde quem mandava eram os "J" pelo que teve a companhia de Lapins e Doors sempre à sua perna, sentia-se muito in(seguro) e quando redigiam textos as semelhanças eram tais que os professores logo diziam : "- Aqui há copianço!
Os vizinhos começaram a não ter confiança alguma naqueles traquinas, pelo que se abstinham de comentar fosse o que fosse, já sabiam que a vingança seria terrível!
Toda a gente sabia que tinham diversos casos em tribunal e por mais que este dissesse que há coisas que não se devem fazer pois são um desrespeito aos direitos de igualdade e proporcionalidade, os traquinas, logo de imediato arranjavam forma de enganar os juízes e zás, tomai lá vizinhos que é para a próxima não abusares.
Todos os anos a coisa se foi repetindo que a justiça não tinha mãos a medir.
Entrementes, veio até à terra natal um triunvirato que toda a gente chamava de credores para trazer uma grana, mas aquilo até parecia o mercado negro do ouro, davam com uma mão e tiravam com as cinco. Esses senhores eram muito amigos de Lapins e Doors e passavam o tempo a olhar para os mercados, uma espécie de feira da ladra, onde o que tem valor é tratado como lixo! Pudera, levam-nos o dinheirinho e deixam-nos com uns papeis sem valor nas mãos!
A coisa evoluiu de tal forma que a criança in(segura), ora dizia que a rapaziada era de pouca confiança, ora se punha ao lado deles sem saber o que fazer...
Até que trataram de fazer um plebiscito...quem gosta de quem? É claro que o menino in(seguro) foi o pretendido em relação aos outros, só que pouca gente compareceu ao solene ato! Pois diziam entre um e outro que venha o Diabo e escolha!
A vizinhança ficou um pouco intrigada com um tal de Marin que tinha pinta de papagaio pois foi chegar, ver e comprar a passagem para Bruxelas!
Em casa do menino in(seguro), tudo chorava a vitória porque esperavam mais dele. O irmão que vivia na en(costa) teve uma vivência com um veterano do burgo em que só(ares) lhe fazia a cabeça e dizia-lhe: "- En(costa)ao teu irmão in(seguro), vais longe, assim afastas-te da casa mais endividada do país, que é a tua!"...
Estou muito cansado pelo vou parar por aqui...logo que possa relatarei o que aconteceu aos meninos. No entanto, tenho na memória a história de Abel e Caim, será que a história se repete?
Vou tentar adormecer ao som de "amigo é irmão" https://www.youtube.com/watch?v=rovNK4ZqGR4

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Azíume!

Não gosto do que estou a ver!
Sinto que a incultura luso europeia é deprimente e como quem não se sente não é filho de boa gente, fica esta simples frase:

"É privilégio dos grandes artistas políticos poderem erguer à altura do drama as mais sórdidas farsas do seu ofício. " (Vargas-Vila)

quinta-feira, 22 de maio de 2014

EUROPEIAS !!!

Mais uma vez estamos perante um ato eleitoral.
Não podia deixar passar em claro esse fato,  por isso trago à minha página um poema (de Joaquim Pessoa) de agradecimento à corja...e para bom entendedor estas palavras bastam! 

Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.

Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa