quinta-feira, 18 de maio de 2017

#napassadadopresente

Calcorreando caminhos
Com pisos tão variados
Em momentos repetidos
Vou reforçando os sentidos
E dou corda aos meus ouvidos!

É que isto de não ser surdo
E na mente renascer o absurdo
Diz-me que afinal o mundo
Tem um mistério profundo
Tal como um poço sem fundo.

Sendo assim, assumo algumas cautelas...
Fecho portas e janelas
Os olhos são sentinelas

Dou comigo num jardim
Suspenso num varandim
Sem descobrir o meu fim.


(Mariavaicomasoutras)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

#advérbioseinterrogaçoes

Será que estarei a salvo
Quando me sinto de fora
Ou será que apenas a vida
Me exclui por ser um alvo?

No fundo serei um barco
Ou uma ponte que une
Num rio menos intenso
Nas margens o seu queixume!

Salvo douta opinião
O que sou eu afinal?
A carta que falta num baralho?

Ou nem sequer serei nada?
Talvez? exceto? ou um senão? exclusivo?
Quem sabe? Talvez eu seja, isso sim, um marginal!


(Mariavaicomasoutras)

domingo, 14 de maio de 2017

#impunidade

Quando a razão da força
Se sobrepõe à força da razão
O mundo passa a ser farsa 
Em toda e qualquer nação.

Viver em Democracia
Tem um preço na verdade
Ao acordar ver que o dia 
É a luz da liberdade!

A violência e a tirania
Devem ser excomungadas
E sempre presas com trela

Fazendo da noite o dia
Do povo faminto e aterrorizado
Como o é o da Venezuela.


(Mariavaicomasoutras)

sábado, 13 de maio de 2017

#maio13

Vestiram-Lhe o manto branco
Num ambiente floral
Causando a todos espanto
Seu simples ar virginal.

Logo ali foi rodeada
Por doridos pecadores
Que imploram na calada
Mil perdões e o fim das dores.

No invocar de tais preces
Emerge um tal clamor
Que nos desperta pra vida!

No pedir não se empobrece
E aguarda-se o favor
Que nos cure alguma ferida!


(Mariavaicomasoutras)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

#nuvensenovelos

Cai a chuva copiosa
Nas ondas do meu cabelo
Se ela molha que importa
Já que cai melodiosa
Como quem desenrola o novelo!

Não tem ponta onde lhe pegue
Porque me escorre entre os dedos
E enquanto a nuvem desfia
Um fio que agarrado me persegue
Enfrento todos os meus medos.

Essas nuvens e novelos
Que surgem no dia a dia
Como sinais de existência
Ambos se vão desfazendo
Com uma tal melancolia.

Deixando apenas um rasto...
Que me esgota a paciência.


(Mariavaicomasoutras)

terça-feira, 9 de maio de 2017

#emdiadeaniversario

Vejo que o tempo avança
Todos os dias pra frente
Não escapa a esta graça
O nosso Manuel Vicente!

E se na beleza da idade
O seis encontra o nove.
Maior fica a vontade
De fazer o que se pode.

Aproveitando o impulso
Disfruta agora o instante
Que é o teu aniversário.

E que daqui para a frente
Estejamos todos a ver-te
Virar esse número ao contrário! 


(Mariavaicomasoutras)
#umainterrogaçãonodiadamãe

Fosse obra de mero a acaso
Ou desejo marinado 
O ter vindo de Paris
Com nove meses de atraso
E na cegonha viajado
É um dos contos mais feliz.

Quando apurei a verdade
Sei que não foi bem assim!
E já não estou enganado.
Com o meu pai à vontade
A minha mãe fez-me a mim
Levou-me sempre agarrado!

Deixou-me assim os seus genes
Na forma de ver o mundo
E ser aquilo que sou.
É pena sermos perenes
Quando batemos no fundo 
Ao ver que tudo acabou!

De qualquer modo agradeço
A quem sempre me quis bem
De uma forma muito humana.
Mas porque pareço às vezes
Um trapo para alguém
Minha saudosa mãe Joana?

(Mariavaicomasoutras)