quarta-feira, 10 de outubro de 2018


(Um poema de aniversário com um nome e com números verdadeiramente místicos e talismãs)
#081090MVA28
M_uitas e tantas vezes
A_ vida trás-nos surpresas
R_enovando o pensamento
C_omo que a dizer-nos
I_magina o sol sem luz
A_alumiar o teu caminho!

V_erás que assim tropeças
I_ndo ao encontro de nada
A_urora só é aurora
N_a luminosidade da estrela
A_braçando o amanhecer!

A_ntes que a noite tome
L_ugar no teu coração
V_iaja com à vontade
E_ncontrando novo rumo
S_egura pela minha mão!
(Aníbal Panza) 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

#POEMA DEMENTE

Quem sou? De onde venho? Para onde vou?
Será que me questiono assim?
Ou quem será, que está à minha frente? Ai...os meus óculos?
Não sei!

Comer, beber ou dormir? Falar ou mesmo pensar!
Nem sei se isto é doença
Ou antes a indiferença, da vossa forma de estar!
Não sei!

Que ajuda,hoje me podeis dar?
Ajuda? Ou desajuda? Hoje? Isso foi há muitos anos...
É que já sem sorrir, sorrio mas choro!
E as lágrimas? São que chorar?
Não sei! Ou sei!

Que vocês também não sabem
Porque será que a cabeça cansei?
Não sei!

(Panza, 2018)

09/10/2018 | XI Congresso Nacional “Envelhecimento Cerebral e Doença de Alzheimer” - Equipamentos de Apoio a Pessoas Com Demência

segunda-feira, 8 de outubro de 2018


#perdoemmetalvez
Longa foi a viagem
Carregada de saudade
Da Virgem trouxe a imagem
De um ser em liberdade
Perdoem-me! Talvez!

Promessas e mil desejos
A uma velocidade louca
Dezenas de abraços e beijos
Numa conversa maluca.
Perdoem-me! Talvez!

Em véspera de um evento
Que a mim muito me diz
Podia deixar um lamento
A quem vive de momento infeliz.
Perdoem-me! Talvez!

Perdoem-me?
Como assim?
Se o que sinto neste instante
Está muito perto de mim!
É uma flor de jasmim!
Perdoem-me! Talvez!

Por isso
Sinto-me preso!
Uma e outra e tanta vez!
Perdoem-me! Talvez!

(Aníbal Panza)

domingo, 7 de outubro de 2018

#poemaparaumfilho

Como é bom
Ver-te crescer!
No leito de ensinamentos
Que comecei por te dar
Neste mundo assaz ingrato!
Garanto!
Sem qualquer espanto
Mas com vaidade
Quero que voes
Quero que vivas
De verdade
Com carinho!
Com sonhos!
Mas sempre
Com a liberdade
De escolher
O teu caminho!

(Aníbal Panza)

sábado, 6 de outubro de 2018

"FIQUEI CALADO E MINHA ALMA NUNCA GRITOU TÃO ALTO" (Vinícius Menegazzo)

#outonosemoutubro

Deve ser porque é outono
Estou muito triste mesmo.
Tira-me de noite o sono
Além das saudades que sinto.

Deve ser porque é outono
Percebo-lhe muito cansaço
Como se houvesse abandono
Com toda esta situação...

Na simplicidade de um abraço
O querer-me inteira,
Eternamente junto do meu coração.
A viver consigo,às claras,sem pressas,
Dizendo que vivo o que chamam de
"Uma vida normal...

Deve ser porque é outono
Tudo o que não lhe dou
Faz com que sempre aumente
O seu "sufoco"...

E também choro!
Que triste me sinto de tudo isto!
Deve ser! Deve ser porque é outono!

(Aníbal Panza)
#aosquemefazemfeliz

É tão grande a saudade
Que tenho e sinto por ti
Que parece realidade
Eu ter-te abraçada aqui!

Na ternura desse abraço
Nossos corpos quase fundem
Num longo beijo te enlaço
E as salivas se confundem.

Ah minha doce amada
Minha eterna querida
Aguarda a minha chegada
És a mulher da minha vida

(Aníbal Panza)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

#atéquando

Parecem pingos de chuva
Surgindo e desaparecendo
Sem cor
Com dor 
E sabor.

Escorregam
Saltitam e molham
Depois secam
Deixam a pele 
Mais espelhada
Que a parede iluminada.

Vagueio
Por entre seres
Tudo espero
Tudo ganho
Depois perco
Todos os significados.

Apenas sinto
Algo mais que foi ficando
É que a mágoa do amor
Deixa os olhos molhados
Num ardor
Onde mora uma pergunta:
--"Até quando"?

(Aníbal Panza)