segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ontem, hoje e nunca.


Ontem o fogo, o dilúvio e o caos.
Hoje a cinza, a lama e o purgatório
E o nunca? O que será?
Talvez o amanhã!
Ontem nasceste…
Hoje vives como adulto.
Nunca…
Pode ser o amanhã, futuro de pouca sorte!
Ontem pobre e honesto
Hoje remediado e modesto
Nunca…
Pode ser o amanhã, um futuro sem futuro!
Ontem o choro e o grito
Hoje a lágrima do aflito
Nunca…
Talvez o amanhã, um futuro maldito!
Ontem corpo ausente desejado
Hoje, corpo presente e velado
Nunca…
Talvez o amanhã, corpo ressuscitado!
Porque ontem… foi passado.
Porque hoje… é o presente.
Porque nunca…
Talvez o amanhã, um futuro sem resposta!
Ontem fui!
Hoje sou!
E amanhã?
Talvez...
Nunca! 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sabores - CONTENDA


Sei que vou mas lá não chego.
Sei que estou e não me encontro.
E ao esperar desespero.
Ao começar pelo fim,
Quando perco o que tenho
e encontro o que desdenho.
Esquecendo aquilo que sei
Amando quem nunca amei.
E nestas voltas trocadas,
Apenas digo palavras
Que perdidas são achadas!
Quando a noite se faz dia
E o medo é valentia!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sabores – O NÃO E O SIM


Não, três vezes não!
Não ao amor cego que tudo prejudica.
Não a esse ciúme manifestado por queixume.
Não á injustiça fomentada pela cobiça.
Não, três vezes não!
Não à solidão porque me repeles.
Não à contenção na exclusividade da tua razão.
Não à presunção que basta querer para tudo ter.
O não tem estes saberes,
O não tem estes dizeres,
O não tem este sabor…
Um sabor a dissabor!
Quem nunca provou coisa assim?
Quando ouviu de alguém um nim?
E há quem responda assim!
Por isso, prefiro um não verdadeiro
E o sabor que provoca,
À falsidade de um sim
Que nos amarga na boca!
Sabores desses eu recuso
Pondo a língua no palato
Nasalando o meu NAAÕO.
Porque o sim cheira-me a farsa
Onde o divórcio é o fim!
Na pureza do fonema,
Que cada um de vos prove
e comprove…
O sabor deste dilema!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Romeus e Julietas à portuguesa!

Ando um pouco desvairada, decididamente não percebo nada de "Amor"...nem de "Paixão"
Será que com tanto incentivo à leitura os Tugas não entenderam a vertente da história Shakespeariana ou será que (como dizem uns artistas) querem ir além da Troika?
O problema é que até eu tenho medo do futuro!
Porquê?
Por isto!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

I'ME HERE

Voltei...
para este mundo...

"Só entende o valor do silêncio quem tem necessidade de calar para não ferir alguém" (Rousseau)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Sabores - VIAGEM

mesmo de férias não resisto...
Para as minhas amigas, aqui fica:




Viajo no tempo dando azo a um lamento.
Viajo no espaço e abraço o momento.
Tempo e espaço é tudo o que eu preciso,
 No pretexto da viagem.
Quem eu amo, é a bagagem que carrego com orgulho!
Quem me ama diz que é leve,
Para os falsos sou entulho, a degradar a paisagem!
Viajando num contexto,
Num espaço delimitado pelo tempo que ela dura!
SUUUrisos, Verdes, Selvagens…
Maresias, com sentimentos perdidos…
Aias, procurando a terra de um nunca…
Caracoletas, pachorrentas…
Em que o d’ont disturb me again
Me aproxima da São que é alguém…
Xoxos, entre saias de um qualquer patifório…
É esta a viagem.
É esta a imagem.
Com ida e volta emergente
Mas que me deixa contente!
No espaço e no tempo precisos
No tempo e no espaço que preciso
No lamento de um momento conciso
 Que constrói o espaço e tempo deste abraço.