# Prazeres mentolados
P_erto de nós há um rio!
R_umando até á foz
A_legra quem o encontra
Z_iguezagueando na procura
E_terna de um amor verdadeiro.
R_espostas pouco lhe interessam
E_stá decidido a correr
S_aboreando a vida!
M_omentos há, de frescura
E_ntre as trocas de olhares
N_aturalmente direcionadas!
T_udo acontece mas nada por acaso...
O_bsoletas serão as ideias
L_onge de um qualquer coração
A_final o que esperavam de mim?
D_eixar para trás um cenário
O_nde os melhores sabores da vida
S_ão os prazeres mentolados?
Isso não!
Não sou otário!
(Aníbal Panza)[
Um Blogue,como muitos outros. "Tudo o que somos incapazes de dar nos possui" (André Gide)
domingo, 15 de setembro de 2019
Escrita a duas mãos por:
Aníbal Panza & Balthasar Sete-Sóis
AMOR SEM PRECONCEITOS
Fim de mais um dia.
Uma rua quase vazia e um cão, ansiosamente despreocupado, antecipa-se a um dono já desgastado pela idade, terna, que lhe levou a mocidade.
Para não variar, o sol permanece envergonhado atrás de uma nuvem negra e enviuvada.
Luto pesado aquele que acabará por apanhar, desfeito em lágrimas de chuva, algum transeunte distraído.
As duas sementes, essas já migraram à procura de sustento e, do alto de uma janela, alguém partilha um sorriso, esboçando agrado através de um firme e azul polegar em riste.
Para mim? Não! Não era para mim com toda a certeza!
E mesmo que o fosse, seria despropositado e desproporcionado. Seria um verdadeiro despautério urbano.
Autoimobilizado, permaneci, deixando que o tempo passasse numa espécie de espera, sem agora e sem futuro!
E o telemóvel ancorado no seu espaço, sem tugir nem mugir, irritava-me solenemente.
Para que serve este mono se nada nos diz?
Esperava o quê, a uma hora destas?
Marcianos?!?
"Vai mas é dormir porque tens o sono emperrado", disse de mim para mim, num tom sereno e palaciano.
Foi o que fiz, infeliz, mas de modo diligente, porque cão de caça não espera que a presa se venha meter entre os seus dentes.
Já em casa, caí no mundo real.
Um gato esfomeado, esquisito e completamente alheado dos meus problemas, num miar repetido, insistente e persistente, esperava-me, nervosamente, para que lhe saciasse o estômago, de modo rápido e obediente.
E no fim da noite, tudo se resumia a uma mesa vazia como há muito não se via e a uma cama desnuda, de lençóis enrugados e sem pecados.
Quem sabe se esperando por um par de namorados.
Que arrepio!
Será que aquilo que sinto é uma ponta de frio?
Não, não é! É a chegada de um amor sem preconceitos.
Derrubará ele esta minha poderosa e estranguladora solidão?
Ah, maldita seja, que não tem uma gota de compaixão por este meu pobre e triste coração!
© Aníbal Panza & Balthasar Sete-Sóis
Aníbal Panza & Balthasar Sete-Sóis
AMOR SEM PRECONCEITOS
Fim de mais um dia.
Uma rua quase vazia e um cão, ansiosamente despreocupado, antecipa-se a um dono já desgastado pela idade, terna, que lhe levou a mocidade.
Para não variar, o sol permanece envergonhado atrás de uma nuvem negra e enviuvada.
Luto pesado aquele que acabará por apanhar, desfeito em lágrimas de chuva, algum transeunte distraído.
As duas sementes, essas já migraram à procura de sustento e, do alto de uma janela, alguém partilha um sorriso, esboçando agrado através de um firme e azul polegar em riste.
Para mim? Não! Não era para mim com toda a certeza!
E mesmo que o fosse, seria despropositado e desproporcionado. Seria um verdadeiro despautério urbano.
Autoimobilizado, permaneci, deixando que o tempo passasse numa espécie de espera, sem agora e sem futuro!
E o telemóvel ancorado no seu espaço, sem tugir nem mugir, irritava-me solenemente.
Para que serve este mono se nada nos diz?
Esperava o quê, a uma hora destas?
Marcianos?!?
"Vai mas é dormir porque tens o sono emperrado", disse de mim para mim, num tom sereno e palaciano.
Foi o que fiz, infeliz, mas de modo diligente, porque cão de caça não espera que a presa se venha meter entre os seus dentes.
Já em casa, caí no mundo real.
Um gato esfomeado, esquisito e completamente alheado dos meus problemas, num miar repetido, insistente e persistente, esperava-me, nervosamente, para que lhe saciasse o estômago, de modo rápido e obediente.
E no fim da noite, tudo se resumia a uma mesa vazia como há muito não se via e a uma cama desnuda, de lençóis enrugados e sem pecados.
Quem sabe se esperando por um par de namorados.
Que arrepio!
Será que aquilo que sinto é uma ponta de frio?
Não, não é! É a chegada de um amor sem preconceitos.
Derrubará ele esta minha poderosa e estranguladora solidão?
Ah, maldita seja, que não tem uma gota de compaixão por este meu pobre e triste coração!
© Aníbal Panza & Balthasar Sete-Sóis
Fim das Feiras Novas... não é um adeus é um "até já"
#Atéjá
Entre as margens de um rio
Na ponte está o seguro
Que ternamente as une.
Tal e qual como o presente
Consolida a ligação
Entre o passado e o futuro.
Entre o chegar e o partir
Mil coisas aconteceram
Todas elas são verdades
Deixando em nós a saudade
Onde as amizades superam
Qualquer contrariedade.
No momento de partir
É um "até já" que dizemos
Para amenizar a tristeza.
E ainda que leve tempo
Num novo voltar a vir
Sempre os sorrisos traremos!
(Aníbal Panza)
#Atéjá
Entre as margens de um rio
Na ponte está o seguro
Que ternamente as une.
Tal e qual como o presente
Consolida a ligação
Entre o passado e o futuro.
Entre o chegar e o partir
Mil coisas aconteceram
Todas elas são verdades
Deixando em nós a saudade
Onde as amizades superam
Qualquer contrariedade.
No momento de partir
É um "até já" que dizemos
Para amenizar a tristeza.
E ainda que leve tempo
Num novo voltar a vir
Sempre os sorrisos traremos!
(Aníbal Panza)
#AMARIADEPONTE
É nos teus olhos MARIA
Que encosto minha cabeça
E nos teus braços MARIA
Deixo que tudo aconteça.
Fomos às tuas Feiras
Que se chamam Feiras Novas
Levamos connosco as canseiras
E as nossas expectativas.
Essas canseiras eu calo
Pois a seu tempo as atendo...
As expectativas são boas
Pelo companheirismo estupendo!
Ah! Minha MARIA de Ponte
Gostámos de visitar-te
Por mais histórias que conte
Muito mais hei-de contar-te!
Se nos teus olhos e braços
Nos deixaste apaixonar!
É no maior dos abraços
Que havemos de aí voltar!
(Aníbal Panza)
É nos teus olhos MARIA
Que encosto minha cabeça
E nos teus braços MARIA
Deixo que tudo aconteça.
Fomos às tuas Feiras
Que se chamam Feiras Novas
Levamos connosco as canseiras
E as nossas expectativas.
Essas canseiras eu calo
Pois a seu tempo as atendo...
As expectativas são boas
Pelo companheirismo estupendo!
Ah! Minha MARIA de Ponte
Gostámos de visitar-te
Por mais histórias que conte
Muito mais hei-de contar-te!
Se nos teus olhos e braços
Nos deixaste apaixonar!
É no maior dos abraços
Que havemos de aí voltar!
(Aníbal Panza)
#PONTEDELIMA
No Minho dancei o vira
Ao som de uma sanfona
Mas foi em Ponte de Lima
Que libertei a energia
Ao sentir que é nas ruas
Que a gente se apaixona!
Assim se vai desbravando
O mundo do preconceito
Quem sabe, tudo ignora
Que não sabe, ora chora
Ora vai abrindo a boca
Dizendo coisas sem jeito!
Assim se sente o viver
Que converto numa rima
Assim descrevo o sabor
E o aroma do amor
Do que são as Feiras Novas
Da vila de Ponte de Lima.
(Aníbal Panza)
No Minho dancei o vira
Ao som de uma sanfona
Mas foi em Ponte de Lima
Que libertei a energia
Ao sentir que é nas ruas
Que a gente se apaixona!
Assim se vai desbravando
O mundo do preconceito
Quem sabe, tudo ignora
Que não sabe, ora chora
Ora vai abrindo a boca
Dizendo coisas sem jeito!
Assim se sente o viver
Que converto numa rima
Assim descrevo o sabor
E o aroma do amor
Do que são as Feiras Novas
Da vila de Ponte de Lima.
(Aníbal Panza)
#mariquinhas
M_arcados pelo destino peregrino
A_o qual, num incerto dia chegaremos
R_ecusamos humildemente a vil tristeza
I_rradiando os melhores sorrisos
Q_ue connosco vão caminhando.
U_ns dirão: - "Que mariquinhas!"
I_mporta-nos lá, que o digam!
N_a vida de cada um, ao voar
H_á sempre altos e baixos a pairar.
A_manhã talvez descubram que:
S_orri melhor, quem melhor souber amar!
(Aníbal Panza)
M_arcados pelo destino peregrino
A_o qual, num incerto dia chegaremos
R_ecusamos humildemente a vil tristeza
I_rradiando os melhores sorrisos
Q_ue connosco vão caminhando.
U_ns dirão: - "Que mariquinhas!"
I_mporta-nos lá, que o digam!
N_a vida de cada um, ao voar
H_á sempre altos e baixos a pairar.
A_manhã talvez descubram que:
S_orri melhor, quem melhor souber amar!
(Aníbal Panza)
#palavras
São singelas as palavras
Que a boca pronuncia
Mas profundo é o sentimento
Que todas elas carregam
Seja de noite ou de dia.
Por isso mesmo que vejas
A minha boca fechada
Sabes que dentro de mim
Há por ti um grande amor
Mesmo sem dizer nada.
Contudo as minhas mãos
Que não emitem ruídos
Mas pelos gestos te falam.
Escrevem ao teu coração
Desejos permitidos ou proíbidos
Que na minha boca se calam!
(Aníbal Panza)
São singelas as palavras
Que a boca pronuncia
Mas profundo é o sentimento
Que todas elas carregam
Seja de noite ou de dia.
Por isso mesmo que vejas
A minha boca fechada
Sabes que dentro de mim
Há por ti um grande amor
Mesmo sem dizer nada.
Contudo as minhas mãos
Que não emitem ruídos
Mas pelos gestos te falam.
Escrevem ao teu coração
Desejos permitidos ou proíbidos
Que na minha boca se calam!
(Aníbal Panza)
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