quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lamento do momento

“Estou bem assim?”

Diz o falante bem-posto,
Dirigindo-se a mim…
Com um ar de maldisposto!

Quem sempre me avisou
De certo amigo é
Só que quando discursou
Deixou-me o pelo em pé!

Desgosto e mais desgosto
Porque sofro eu assim
Votei para o por nos posto
E eles atiram-se a mim!

Se o fundo europeu financeiro
Nos pode vir ajudar
Porque não deixa o primeiro
De estar sempre a assustar!

Trabalhem, trabalhem sempre
Sempre muito e mais e mais
Salário? Isso é o quê?
Se o que ganham é demais!

Chegados agora aqui
Venha depressa a eleição
O posto não é p’ra ti
Culpas são p’rá oposição!

Com cantigas nos embalam
E ao ouvi-las percebi
Que sempre que eles falam
Nos mandam é pró F(e)MI!

Chega de treta senhores
Aqui fica o meu lamento
Aliviei minhas dores
Num lamento do momento!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sigo o conselho...vou semear!

"Semeia um pensamento e colherás um desejo; semeia um desejo e colherás a acção; semeia a acção e colherás um hábito; semeia o hábito e colherás o carácter."



(Tihamer Toth)


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Prosa…Alvitre no dia 1 de Abril

Na dualidade da palavra “prosa” descrever o que me amargura é dar trunfos aos opositores. A questão do “ser” ou “não ser” é para todos uma fonte inesgotável de curiosidade. Eu sou! Mais nada. Alguns gostariam que fosse, outros que não o fosse, mesmo sabendo ambos que eu não quero ser aquilo que eles “pensam” que eu sou, político!


Claro, “sou” o que “sou”!

Desculpem…não estão a perceber, pois não? Também eu não!

Por isso eu “sou” um verdadeiro político! Falo para quem não me “entende”… os que me entendem, provavelmente são políticos tal e qual “eu”. Entender não é para todos, mas há mais entendidos que mal entendidos, aquilo que alguns procuram fazer aos restantes. Também os “enfarinhados”, tudo sabem sem nada saber mas como estão “dentro” são peças imprescindíveis no sistema….

Claro, isto é prosa!
Claro, este é o momento!
Porque a verdade anda de mãos dadas com a mentira neste dia…



Tive tal sorte esta noite
À tasquinha eu fui parar
Em terras da Montaria
Ao Cassana petiscar!

Encontrei lá um cantor
De seu nome cachadinha
Cantava com tal fervor
Com voz bem melhor que a minha…

Vindo das terras do vez
Sabe bem do que se fala
Ouviu falar em alvitre
Nunca mais a gaita cala.

Alvitre é um parecer
Alvitre é opinião
Alvitre é uma proposta
Alvitre é sugestão!

Também pode ser conselho
Ver um alvitre postado…
Misturando com engenho
Paixão / Tesão lado a lado.

Paixão com Tesão aumenta
O calor dos corações,
Paixão sem Tesão esfria
O antro das relações.

Com Tesão a Paixão cresce
Sem Tesão a Paixão peca.
Tesão com Paixão floresce
Tesão sem Paixão é queca.


Paixão com Tesão é bom
Paixão sem Tesão é triste
Tesão da Paixão e´o tom
Para pôr Tesão em riste.

Fundir Paixão com Tesão
Foi o que o governo fez
Com Paixão foi-nos à mão
Com Tesão tirou-nos três.

Que vergonha a gente sente
Por ter o Tesão perdido
Será que é o Presidente
Que vai fazer o Pedido?

Telefonar ao “trixê” posso
Mas para dizer o quê?
Foi-se a minha Paixão,
O Tesão ninguém mo vê!

Ai Paixão traz o Tesão
De volta ao Português
Não quero esta sensação
De impotência em que me vês.

Com esta Paixão termino
Ver com Tesão meu país.
Com esse Tesão eu rimo
À Paixão que sempre quis…

É verde a cor da esperança
Que trago no coração
Este alvitre foi a dança
Que aproximou a Paixão.

Por ti sinto o Tesão
Fundido com a Paixão
Por ti eu tenho Paixão
E não perco o Tesão.

XXX: cuidado mais uma vez com o dia um de Abril.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Apetite ...

Quando escrevo sei que penso


Dormir no teu belo regaço.

Vieram-me agora à ideia

Estranhas vontades eu acho!

À vontade…de cheirar e de morder!



Com todos os movimentos

Sultões, seus seres atrevidos

Tapais-me os olhos com vendas

Avisando-me dos perigos

Salvando-me dos inimigos!

terça-feira, 29 de março de 2011

Fim de férias de um …charlatão?

Anda uma mãe atarefada nas suas férias merecidas,
Eis que me aparece uma Rosinha prendada
De adornos e enfeites para belas adormecidas.
Desafiando a ignota da Maria encantada
Ao por em causa maternidades aparecidas.


Rostos desconhecidos se escondem,
Orientados pela luz que nossos blogues emitem,
Sinais que por vezes se desenrolam qual fio que,
Irrompendo quais invasores assumidos e atrevidos,
Nas nossas casas entrando num suave desafio,
Humanamente estimulando os sentidos
A quem pensa que a vida pode ser um assobio.



Comprimem-se as ideias de aventura!
Harmoniosamente compiladas em palavras,
Aldrabadas por mãos que as escrevem
Rapidamente em teclas encravadas.
Lapidando os sentidos que na mente
Atarefados pretendem emergir das trevas.
Tentados pelo pecado pensado repetidamente
Atraindo incautos que da vida tem ideias cegas
Outorgando o acontecimento indecente.

E eu, mãe adorada escrevo sem dizer nada!
Ungindo quem sabe, quem de mim se aproxima…porque é gente!

?







Isto de me chamarem charlatão é obra… um homem já não pode ser Mãe e uma Mãe ser como um Pai)

quarta-feira, 23 de março de 2011

De férias …Ai vou eu…até à MauriTânia…

Os dias passados na Green foram espectaculares, apaixonei-me e prometo que voltarei lá qualquer dia…Confesso que nos últimos dias me arrepiei um pouco, pelo frio irónico que se abateu por aqueles lados. É curioso como em qualquer recanto do mundo as relações humanas têm muita coisa em comum.


A disputa, a intriga, a inveja, o ciúme existem e de que maneira…Os homens são como em Portugal, galãs, respeitadores, charmosos, entediantes, ciumentos, brutamontes, sarnentos, rabos de saia, ou talvez não, talvez sejam aquilo que nós pensamos que são e não são…

Das Marias poderia dizer o mesmo que disse sobre os homens…reparei contudo que são mais exploradas fisicamente, quem tem corpos Danone, passe a publicidade, não pode esperar outra coisa. Até me benzi, eu que sou crente, pelas ciumeiras desmedidas que elas têm, tal e qual as nossas Tugas. Que manias, só têm o que merecem, deixam de prestar atenção ao que têm por casa e depois queixam-se. A chama da paixão e do Amor mantem-se acesa, como qualquer chama, se houver combustível e muita criatividade, há que dar lugar a energias alternativas.

Não divagando mais, decido afastar-me daqui e num ápice atirar-me de cabeça a uma terra com características de melhores temperaturas, a Mauritânia, duas em uma a Maura, mais morena e roliça, um oásis no deserto que a Tânia esquelética e arenosa representa. Com estas duas juntas, as escarpas são um desafio bem mais radical que o proposto na Green…ventos que nos apaixonam e escondem em dunas numeradas e enamoradas…minérios que nos atraiçoam mas que dão origem a obras de arte primorosas 4ever…

Cheguei à capital NuaKchott…a minha língua demorou a balbuciar esta palavra, “Nua” “K” “Chott”, assim como quem não diz “Nua te comia” mas antes “Nua és como um Shot”, agarro-te, seguro-te, encosto-te, inclino-te, devoro-te num trago e suspirando penso “que sabor”…venha outro e mais outro!

Sinto-me grogue…para por aqui…perdido neste deserto com um oásis por perto garanto que vou voltar.

terça-feira, 22 de março de 2011

…Continuo de férias…Biba a Greenlândia!

Todo o mundo diz que a vida está difícil, que tem muito para fazer, que a culpa é da crise, blá, blá, blá…


Esta coisa de num momento destes me encontrar de férias é fantástica.

O prometido é devido e toca de viajar para o interior Norte com a intenção de visitar as entranhas de um país misterioso para mim, por desconhecido, a Greenlândia. Andava cá com uma vontade indescritível de me aventurar por esta terra que, mal surgiu esta oportunidade, atirei-me de avião.

Fiquei encantado com a cortesia e com a paisagem com que deparei, altamente engalanada capaz de fazer inveja à Rosinha, amiga que conheci ali para os lados da Braccara Augusta.

A Green (vou deixar a lândia de lado, não que me embarace mas porque significa terra, lembra-me a crise agrícola nacional onde quem tem terra é o lavrador e este está condenado pela falta de estratégia para a área, dizem-me que será uma coisa de futuro o “aterrar” já que o “enterrar” nos está prometido a todos nós) …dizia eu que a Green tem altos e baixos e longos vales por onde a nossa vista se deleita com a paisagem. A perspectiva não interessa, vista de um e de outro lado é pacificadora do corpo mas espicaça as nossas mentes, potenciando o desejo de entrar em aventuras mais ou menos radicais.

Algumas zonas da Green encontram-se geladas por falta de aquecimento, o que penso seria possível corrigir se exportássemos a capacidade inventiva dos Tugas, pela minha parte acho que seria capaz de descongelar alguma coisa.

No coração da Green encontrei um mundo inimaginável de carinho e uma solidariedade enternecedora capaz de dar vida a um morto. A expressividade arrebata-nos a alma e remete-nos para a descoberta de mistérios sofridos que fazem parte do seu passado histórico, onde não faltou o romance, a sátira e a comédia.

Acho que consegui sentir-lhe o pulsar e a vitalidade que emana.

Da gastronomia é difícil falar, quem come de tudo como eu, nunca se arma em esquisito, mas talvez saliente o facto de não ter encontrado uma espinha que fosse na pescadinha que me apareceu e quanto à carne, não abunda a gordura e a consistência sobrepõe-se à flacidez o que é natural em todas as carnes da região.

Vou continuar a apreciar a surpresa que me espera a todo o instante, se surgir a oportunidade voltarei a descrever-vos o que vejo e revejo.





Depois da escrita: Qualquer semelhança com personagens e nomes reais é pura coincidência.