Dizes entregares-te a mim...
juro que por vezes sinto isso.
Só que a ausência no fim
deixa-me a mente em reboliço!
Apaixonada convicta
de um amor movediço,
Deixas que tua ausência
se afaste de um compromisso!
Por isso a dor de uma lâmina
que ao aproximar-se de ti...
Transforma a dor numa chama...
que te queima um alibi!
Entregas-te sem te entregar
Na tua presente ausência,
Já nem consigo enxergar
Porquê tanta incongruência!
Um Blogue,como muitos outros. "Tudo o que somos incapazes de dar nos possui" (André Gide)
terça-feira, 30 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Strip...
A minha alma está parva então não é que há pessoas interessadas em fazer um striptease às contas do primeiro ministro?
Era o que mais faltava!
Querem strips? Procurem os locais onde os possam ter e ver durante o fim de semana!
Cuscos!
Era o que mais faltava!
Querem strips? Procurem os locais onde os possam ter e ver durante o fim de semana!
Cuscos!
Pardais ou aves de rapina!
Pardais...frágeis animais
que nas searas colheis
sementes e vegetais,
Quero que vós saibais
que comigo conviveis!
O espantalho que ali está
serve para vos despistar
pois aquilo que colheis
custou muito a trabalhar!
Mas...pardais, são mais espécies
Como aqueles que governam,
são pardais que com falácias
nossas vidas nos infernam!
A esses bem gostaria
de apertar-lhes o pescoço,
mas nunca os tragaria,
não dariam grande almoço!
Ai como meu peito se aperta
e o coração se amofina.
De ver tantos a clamar
Pois sua vida é incerta
Com tais aves de rapina!
que nas searas colheis
sementes e vegetais,
Quero que vós saibais
que comigo conviveis!
O espantalho que ali está
serve para vos despistar
pois aquilo que colheis
custou muito a trabalhar!
Mas...pardais, são mais espécies
Como aqueles que governam,
são pardais que com falácias
nossas vidas nos infernam!
A esses bem gostaria
de apertar-lhes o pescoço,
mas nunca os tragaria,
não dariam grande almoço!
Ai como meu peito se aperta
e o coração se amofina.
De ver tantos a clamar
Pois sua vida é incerta
Com tais aves de rapina!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Esquecimento
O presente poema não é da minha autoria, dedico-o a um senhor que nestes últimos dias revelou um cruel e oportuno esquecimento...
Esquecimento
Esse de quem eu era e era meu,
Esquecimento
Esse de quem eu era e era meu,
Que foi um sonho e foi realidade,
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapareceu.
Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei... tateio sombras... que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!
Descem em mim poentes de Novembro...
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...
E desse que era eu meu já me não lembro...
Ah! a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos...!
Que me vestiu a alma de saudade,
Para sempre de mim desapareceu.
Tudo em redor então escureceu,
E foi longínqua toda a claridade!
Ceguei... tateio sombras... que ansiedade!
Apalpo cinzas porque tudo ardeu!
Descem em mim poentes de Novembro...
A sombra dos meus olhos, a escurecer...
Veste de roxo e negro os crisântemos...
E desse que era eu meu já me não lembro...
Ah! a doce agonia de esquecer
A lembrar doidamente o que esquecemos...!
(Florbela Espanca)
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Dama da noite
Dama da noite!
Tão triste e tão só,
vagueias por locais pouco iluminados
à procura de pretensos namorados.
Dama da noite!
Da noite fria,
que fazes da tua vida,
uma esperança vazia.
Dama da noite!
Que castigas o teu corpo
com momentos de pretenso prazer...
Dos outros,
de quem mais haveria de ser?
Dama da noite!
De aromas ébrios
e de alguma violência...
Porque te foi dada tal penitência?
Dama da noite!
Que o dia te ilumine,
na sua luz confortante
e faça sempre de ti
Uma Dama...
Com alma, com chama, com alegria
Uma Dama,
mais sadia
que a luz do próprio dia!
Tão triste e tão só,
vagueias por locais pouco iluminados
à procura de pretensos namorados.
Dama da noite!
Da noite fria,
que fazes da tua vida,
uma esperança vazia.
Dama da noite!
Que castigas o teu corpo
com momentos de pretenso prazer...
Dos outros,
de quem mais haveria de ser?
Dama da noite!
De aromas ébrios
e de alguma violência...
Porque te foi dada tal penitência?
Dama da noite!
Que o dia te ilumine,
na sua luz confortante
e faça sempre de ti
Uma Dama...
Com alma, com chama, com alegria
Uma Dama,
mais sadia
que a luz do próprio dia!
terça-feira, 23 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
O sonho é...
Quem espera sempre alcança...
Um beijo, uma carícia, um amasso!
Nos olhos semicerrados a esperança,
Já que amar não dá cansaço!
Na vida, todos nos iludimos
Com nosso olhar entreaberto!
Disfarçamos que dormimos
mas, o sonho é ...ver oásis no deserto!
Um beijo, uma carícia, um amasso!
Nos olhos semicerrados a esperança,
Já que amar não dá cansaço!
Na vida, todos nos iludimos
Com nosso olhar entreaberto!
Disfarçamos que dormimos
mas, o sonho é ...ver oásis no deserto!
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